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1.9.07

Portugal. Esta merda! História não revista para incrédulos 11

A globalizar desde 1500
Portugal não tardou a ter o mais interessante império comercial global de sempre. Para terem uma ideia, para a altura, era um império tipo McDonalds — estávamos em todo o lado! Foi pioneiro nesse sentido — lançou as bases do que se passa hoje em dia. Claro que hoje, é tudo numa proporção muito maior. Mas como ainda não há rotas comerciais com a Lua, as fronteiras do nosso não eram muito diferentes das de hoje.
Foi o início do movimento globalizador que está hoje em vigor. Globalização? Em 1500, já nós andávamos a globalizar muitas nativas por esse mundo fora! Isto é um bocado gabarola, mas é a nossa única oportunidade na História Universal!

28.8.07

Portugal. Esta merda! História não revista para incrédulos 10

Coisas que nos acontecem
Vai-se a ver e era mesmo possível dar a volta a África (e que volta lhe demos...) e ir chatear os mouros ao outro lado. Foi o maior, e talvez o único, sucesso de sempre da Nação: conseguimos executar um plano, fazer de facto, alguma coisa! Vasco da Gama então, foi incrível. Não tanto por ter dobrado o Cabo das Tormentas (isso já tinha sido feito e aquilo já era da Boa-Esperança) nem por ter passado pelo Brasil (que ainda não existia oficialmente), ou sequer por ter chegado à Índia. O incrível foi ter lá ido e ter conseguido desenrascar-se e voltar vivo. Contra todas as probabilidades. Milagre? Digamos que estas coisas nos acontecem assim, regularmente e nós não precisamos de andar sempre a gritar “Milagre! Milagre!”... Mas gritamos.

26.8.07

Portugal. Esta merda! História não revista para incrédulos 9

A Rota
O que diz que falhou em Ceuta, foi, digamos, um pormenor técnico. Não pensámos que os Mouros se apercebessem que tínhamos tomado a cidade e desviassem a rotazita das especiarias! Rota essa, que era deles desde o Oriente, e queríamos agora, que eles se dessem a esse trabalho todo para nos vir pôr as especiariazinhas nas mãos! Ficámos zangados e jurámos vingança. Agora já não era uma coisa comercial ou religiosa — era pessoal. Nem que para isso fosse preciso descobrir a porcaria do planeta todo!

A ideia da expansão tornou-se colossal. Já não bastava levar o Fim do Mundo aos muçulmanos do Norte de África. Era preciso levar o Fim do Mundo mais para baixo. Até onde ele realmente acabasse. Dávamos a volta e íamos foder os mouros ao outro lado! Como se isso fosse possível. Eh eh!...?

22.8.07

Portugal. Esta merda! História não revista para incrédulos 8

O fim do Fim do Mundo
Estávamos no início das Descobertas, o que era em si, uma situação rara: o Fim do Mundo estava disposto e era capaz de pôr fim a si próprio! E assim invadimos o Norte de África só para ver como era. Correu mal. Mas a ideia era boa. E simples. Agora com uma base continental bastante boa, a ideia era continuar a roubar os mouros, perdão, a combater os Mouros no continente Africano. Aliás, Ceuta recebia a rota das especiarias. Naquele tempo, o lema era “As especiarias têm que fluir”!

8.8.07

Portugal. Esta merda! História não revista para incrédulos 7

I+D+I
Com esta faixazita da península toda ocupada por nós até ao sul, o Fim do Mundo passou a ser ali em Sagres. A seguir havia mouros, em Ceuta.
E é em Sagres, que se dá o segundo milagre da nossa história, ainda sem haver cerveja. Um Infante, sabe Deus como (digo isto porque ele só lhe disse a Ele), pela primeira vez e talvez pela última, na história do país, conseguiu pôr os portugueses a investigar, a desenvolver e, imagine-se, a inovar!... Fez uma escola! Uma escola!, onde não havia uma e não houve mesmo, mas isso não vem ao caso. A verdade é que foi o primeiro departamento de I&D do país. E na altura era o mais avançado da Europa. Não por acaso, também do mundo.

E embora não tenha sido o primeiro laboratório tecnológico da História, era muito bom para a altura. Mas claro, lento. Lentinho... Mas na altura tudo era lento. É verdade que já íamos no segundo milénio desta Era, mas repare-se que o ferro fundido foi inventado há apenas seis mil anos! O que é pouco, comparado com o tempo que medeia a invenção dos primeiros instrumentos de pedra e o ferro fundido: três milhões de anos. Três milhões de anos em que andamos a passear pedras lascadas.
Ou seja, já foi tudo mais lento, muito lento. Acalmem-se...

Depois das férias há mais estórias de Portugal.

3.8.07

Portugal. Esta merda! História não revista para incrédulos 6

O Fim-do-Mundo-em-Cuecas e a poesia
O reino cresceu bem e rápido. Rápido, de acordo com os tempos. Passado uns anos já tínhamos um rei poeta. Ou seja, já o rei não era uma besta completamente analfabeta e bárbara, apesar de muito católica, que tinha como única referência existencial, partir a cabeça aos mouros e defender o reino dos “cabrones” dos espanhóis. Chamava-se Dinis e foi um avanço extraordinário para o Fim do Mundo — deixou de andar em cuecas!

2.8.07

Portugal. Esta merda! História não revista para incrédulos 5

O Fim do Mundo
Reconhecidos, mas mal pagos. Este pedaço de terra não passava de uma quinta espanhola lá no próprio do Fim do Mundo! Sim no Fim do Mundo! O Mundo era a Europa. Havia era depois, outro Mundo, pouco conhecido que era o Oriente. Pelo que, Portugal, de um lado, era o Fim do Mundo. Isto era pelo menos o que diziam os crápulas do Centro do Mundo para nos fazer sentir mal. Porque no fundo, isso era mentira mas ninguém sabia...

30.7.07

Portugal. Esta merda! História não revista para incrédulos 4

Muitos mouros
Independentes, mas sem papéis, portanto ilegais, a melhor hipótese que tínhamos de reconhecimento era o Vaticano que não gostava desta coisa de renegar a família. Ah! A família.... Era preciso mais do que uns mouritos. Foi então que Afonso Henriques decidiu começar a mandar umas bocas e a dizer que “e tal, tinha ganho umas brigas muito grandes... E tal, com muitos mouros. Que esses malandros reproduzem-se como os coelhos no campo...” Só para descobrir que isso ainda não chegava. Era preciso mais...

O anjo, a bula e a vida
E assim, fervorosamente católicos e papistas e às vezes até mais, nasceu um país que cedo começou a fazer milagres. Afonso foi às entranhas desta terra que é Portugal e é tão bonita, e, numa batalha, viu um anjo. O Papa deu-nos a bula e a vida começou a correr-nos melhor.

26.7.07

Portugal. Esta merda! História não revista para incrédulos 3

2 em 1
O “dois em um”, é também uma invenção lusa de Afonso Henriques. É que apesar de já nos acharmos independentes ninguém nos ligava. Faltava o reconhecimento. A famelga não nos queria reconhecer e mais nenhum país do mundo (ou seja da Europa, gente amiga) se oferecia para isso. Mas havia o Vaticano, que o podia fazer. Com umas boas arreadas nos mouros, engraxávamos o Papa e ainda conquistávamos território. O tal dois em um.

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24.7.07

Portugal. Esta merda! História não revista para incrédulos 2

O inventor
O fulano que inventou isto, o País — o tal que bateu na mãe —, viu-se aflito. Teve que começar logo de pequenino a preparar-se. Não era uma tarefa fácil e tal como ele próprio viria a descobrir, não bastava partir a cabeça a uns mouros. Apesar de isso ter muita graça e o Vaticano gostar. Mas não chegava para sermos uma nação. Éramos ainda e só um puto reguila a partir cabeças.

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21.7.07

Portugal. Esta merda! História não revista para incrédulos 1

Portugal não existe
Ou melhor, não existia. E foi exactamente por isso que o tiveram que inventar. Havia alguma vontade do pequenote condado para cortar o cordão umbilical que o ligava a Espanha. É verdade. Mas não foi fácil convencer um país teimoso como o nosso, a não nascer. Um bocadinho como os bebés aos nove meses. Quando as águas rebentam, não há volta a dar-lhe. E há uma coisa em que de facto, há um paralelismo com o nascimento de uma criança: também houve muita porcaria e claro, a mãe foi a que mais sofreu.

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