23.12.03

Natal (FODA-SE, QUEM FOI O CABRÃO QUE INVENTOU ESSA MERDA)

Estava a pensar escrever sobre o Natal, mas, vou esperar que ele passe, pois não tenho coisas boas para dizer. Fiquem á espera!

PS1: Boas broas/bezanas/tosgas/cardinas/borrachas/cadelas.......etc,etc no fim de ano...e...não se esqueçam da última e da primeira "brelaitada" do ano...ou no anus.

PS2: Em relação ao gajo que inventou a merda do Natal, vejam lá se deixam de acusar o menino Jesus, pois não acredito que um gajo que ou anda quase nu, ou barbudo e gadelhudo fosse inventar uma merda dessas. O Natal é tão tótó que se o José Castelo Branco tivesse nascido á 2003 anos, eu diria que tinha sido esse paneleiro a inventar a merda do Natal.

Estrangeiros ou surdos

Esta semana fiquei com a ideia que os emigrantes de Leste que habitam no nosso país sofrem de surdez aguda.
Com isto não estou a dizer que a culpa é deles , mas sim, de todos os portugueses.
Ora vejam: no outro dia acordei a horas decentes (13.00h) e desloquei-me a vários estabelecimentos comerciais mais conhecidos como o comércio tradicional (um tema a abordar mais lá para o ano), em todos eles as caixeiras (nome atribuido ás funcionárias do cómercio tradicional) gritavam com os senhores de Leste que, naturalmente, não entendem bem a nossa lingua nos primeiros tempos. Haja alguém que explique aos portugueses que se os estrangeiros não entenderem o que dizemos, não é por falar mais alto que eles vão entender.

PS: o mesmo se passa com os telemoveis sem rede........ pois meus amigos, há por aí muita gente que não necessita de telemovel, pois falam tão alto, tão alto que a Dulce Pontes comparada com eles é muda.

10.12.03

A arte de ser português: uma história da vida real

Isto de ser português tem muito que se lhe diga. E se alguma vez se perguntaram como foi possível que uma pequena nação de gente tão aparentemente tão complicada tivesse conseguido descobrir o mundo e conquistar metade dele, eu posso ajudar a responder à questão. A história que se segue, porque me foi contada num contexto profissional, não pode ter muitos pormenores identificativos por uma questão de respeito. No entanto, pouco se perderá. Vou contá-la como a ouvi não havendo razão nenhuma para que seja falsa. Os floreados que vou fazer, foram também eles instigados por quem me a contou.

Uma ideia portuguesa com certeza
Dois portugueses abastados, um pouco megalómanos, um pouco eufóricos e um pouco chicos-espertos, porque faziam anos decidiram oferecer uma prenda a eles mesmos. Decidiram que as suas empresas haviam de fazer algo especial para ilustrar o dia, algo que não deveria oferecer muita dificuldade e que “ficava bem”.
A responsabilidade e a parte pesada do assunto ficava para a empresa do menos abastado, obviamente. E foi com animo leve que aquele explicou à sua equipa o que queria. A ideia era simples: bastava fazer uma operação, num só dia, que normalmente costuma levar várias semanas a preparar, executar e finalizar. A equipa explicou-lhe então que o problema passava sobretudo pelo facto de ser impossível, nada de especial… Mas o homem queria à força e disse as palavras mágicas para que qualquer um que sabe distinguir o possível do impossível perca a cabeça e comece a achar que é capaz de fazer qualquer coisa: digam o que precisam, tudo o que precisam que eu arranjo (que é como quem diz, pago!).

A importância da inutilidade
E assim se começou a trabalhar no projecto impossível. A questão era tanto mais complicada que para percebermos a dimensão da operação é necessário esclarecer que não se conhece no mundo operação do género, pelo menos desta dimensão, na Europa seguramente nunca se fez. Mas os portugueses iriam conseguir, contra as suas próprias opiniões do que é possível e não é, iriam conseguir. Porém, devemos desde já explicar, que, para além de extremamente difícil, esta tarefa sofria de outro problema que contribuía para a falta de antecedentes: é absolutamente inútil, isto é, esta operação, que normalmente leva semanas a fazer, não se faz num só dia e de uma só vez porque além de impossível (pensava-se) não serve para nada, a não ser, submeter ao risco de falhanço uma tarefa que se pode fazer em segurança.

Americanos, espanhóis e artimanhas
E assim foi, que, um grupo de portugueses, decidiu fazer o impossível. Para tal foi necessário mandar vir maquinaria do estrangeiro. E veio. Topo de gama, tecnologia de ponta, acompanhada pelo respectivos técnicos americanos e espanhóis. Estes, coitados, quando chegaram e perceberam o que se ia passar não conseguiram conter os sorrisos a princípio e as gargalhadas pouco depois. Despreocupados, porque bem pagos, ainda haviam de chorar.
Aproximava-se o dia D e estava tudo preparado. Em grande. Tão grande, que a ideia de que iria ser um fiasco só não era mais forte que o medo de perder o emprego! Por isso lá se foi preparando tudo. Fizeram-se ensaios sobre ensaios, para perceber que o mais difícil era conseguir que tudo saísse bem. Encontraram-se as mais divertidas e absurdas soluções para colmatar a falta de preparação técnica e de know-how para a operação — estava-se em território virgem e qualquer artimanha passou a ser uma técnica de trabalho.

Um pequeno problema…
Finalmente chegou o dia. Um último exercício apenas melhorou um pouco os problemas do anterior, mas o tempo tinha acabado. Esperava-se o momento.
Dezenas e dezenas de pessoas estavam a postos e supostamente preparadas para darem inicio à operação. Tanto americanos como espanhóis já não riam porque estavam a trabalhar. O chefe da equipa, do alto dos seus “trinta e muitos anos daquela merda” pensava o que pensam estes homens naqueles momentos: sabendo que não é possível, estão há muito absolutamente convencidos que tudo vai correr bem, basta um pouco de “descontração e estupidez natural”. E sobretudo, basta sentir-se com sorte e agarrar as pontas à equipa. O resto é um dia atrás do outro e o que for será.
Em cada minuto, dos sessenta da operação, poderia surgir um erro que poderia não só manchar toda a operação como impedir que pudesse chegar ao fim. O momento aproximava-se e a tensão nervosa sentia-se no ar. Cerca de duas horas antes o inevitável aconteceu: deu merda. A maquinaria foi abaixo, os computadores de repente apagaram-se!

… um grande problema!
Não nos esqueçamos que esta era a responsabilidade de americanos e espanhóis. É verdade, que nós portugueses não estávamos preparados para o que íamos fazer, mas a maquinaria era responsabilidade deles, por isso era um problema deles. E os homens, profissionais como são viram-se apertados. Suavam às estopinhas com fios para lá, cabos para cá, teclados para um lado, rato para o outro… Com potentes telemóveis do tamanho de caixas de sapatos falavam com técnicos ainda mais superiores que eles, nos Estados Unidos, para resolver o imbróglio. Nada. A equipa estava tensa, os estrangeiros atarefados…
Faltava pouco menos de uma hora e parte substancial da operação estava no escuro de um ecran de computador. Fazer o restante, por muito bem que saísse, seria um fiasco…

O sucesso
Mas não haviam de ser americanos e espanhóis a colocarem-se na frente de mais um grande desígnio nacional. Quando a operação começou, poucos segundos haviam passado quando surge o primeiro erro. A equipa conteve-se. O tempo como que se enrolou por momentos para a seguir se desenrolar numa viagem eufórica e vertiginosa para o fim da operação — e aquele marcaria o caminho para o sucesso ou para o fracasso. Foi nesse momento que o chefe da equipa, perante o erro, sorriu, troçou dele mesmo como que escarnecendo da sua sorte. A equipa sentiu-se aliviada e esqueceu-se da possibilidade de poder falhar. Dali ao final foi tudo muito rápido, muito cadenciado, muito certinho, como nunca tinha sido. A hora terminou com outro pequeno erro que também não conseguiu manchar a empresa. Foi um sucesso que muitos, ligados ao ramo, tiveram dificuldades em acreditar. Estrangeiros e colaboradores ficaram deslumbrados. E claro, os abastados aniversariantes congratularam-se mutuamente, pensando talvez voltar a repetir um dia destes. A equipa sentiu-se recompensada e orgulhosa por ter feito o impossível e nem o facto de ser inútil tirou brilho a um feito inédito em muitos aspectos. E assim, mais uma vez, os portugueses mostraram o seu valor e do que são capazes…

Moral da história
Mas falta contar parte da história… Estávamos a poucos minutos do início da operação e a maquinaria, os computadores estavam em baixo. Os técnicos estrangeiros no local não sabiam o que fazer e falavam para os Estados Unidos em busca de auxílio. Em redor deles, equipa e colaboradores sentiam-se como se sentem os portugueses nestas alturas: ver falhar um americano e um espanhol, mesmo que nos foda a vida dá muito gozo. Mas chega de sofrimento… O Zé… O Zé, que é um português e bom rapaz, electricista de profissão que gosta de jogos de computador nas horas vagas e até percebe um bocadito daquilo, por alguma razão tão irrelevante, como por mim desconhecida, perante a azáfama dos estrangeiros, decidiu investigar. Foi-se chegando e olhando, pediu licença, e perante o olhar perplexo dos americanos, com dois toques de teclado, lá disse qualquer coisa como: “Oh, isto é fácil, basta… isto e… isto eeee… já está!”

8.12.03

Furtado ou frustrado

Aqueles que quiserem ser actor ou actriz principal de uma qualquer peça de teatro (mesmo sendo de autoria de Sam Shepard) podem agora recorrer ao inovador sistema "seja uma estrela, mesmo que o seu trabalho seja uma merda". Este novo caminho para o estrelato é muito melhor que qualquer programa de tv ou reality show, pois assim é o concorrente quem manda no seu futuro, sendo sempre o melhor do mundo em tudo o que faz.
Estão a achar confuso? eu já vos dou um exemplo elucidativo, mas antes, deixem-me acrescentar um pequeno pormenor nada importante, é que neste novo formato é o concorrente que paga o programa.
Agora o exemplo: lembram-se da Catarina Furtado pintar o cabelo de loiro por estar a participar numa peça de teatro de autoria do Sam (já citado neste texto) onde era a actriz principal? ela foi a pioneira no novo caminho para o estrelato, ou seja, deslocou-se até aos EUA comprou a peça e escolheu os actores (até nos castings é péssima). Pelo menos não teve que dormir com o Sam para conseguir o papel (seriedade profissional acima de tudo).

Há quem diga que o programa "pequenos e terriveis" que a Catarina apresentava na SIC era uma homenagem aos papeis dela no cinema e teatro.

5.12.03

Legalização da prostituição, eis a questão

Ultimamente tenho pensado muito na legalização da prostituição, até porque eu próprio queria entrar no ramo, mas com tanta falta de informação, e com os sindicatos tão activos tenho algum receio em aderir á ideia.
Por exemplo, imaginem que eu sou proprietário de uma instituição de prestação de serviços ligada á prostituição e que uma funcionária de origem desconhecida (pois ela não fala e só utiliza a lingua como instrumento de trabalho) engravida.

Pergunta: Será que a gravidez pode ser considerada uma doença profissional ou um acidente de trabalho? Poderei vir a ser obrigado a indemnizar a funcionária em causa?

No final do ano brindem á saúde "até mais não"

O Ministro da saúde Luis Filipe Pereira informou os portugueses que os serviços de saúde privados vãp passar a funcionar da mesma forma que o serviço público de saúde. Ou o ministro é burro e então deveria ser ministro das finanças, ou é sadomasoquista pois no estado em que está a saúde em portugal, as pessoas tem que recorrer ás clinicas privadas, se aquilo que o ministro prometeu se concretizar, vamos assistir a clinicas privadas com listas de espera de 10 anos.
Eu proponho que troquem apenas de funcionamento, ou seja, os hospitais públicos passam a funcionar como os privados, enquanto que os privados passam a funcionar como as instituições públicas de saúde, recorrendo ao factor C (cunha) mesmo sendo a pagar.
Que giro que era o Bill Gates estar disposto a pagar dois milhões de contos por uma simples cirurgia numa clinica privada portuguesa, e ser-lhe recusado porque ele não conhece ninguem da administração da empresa. No final do ano vamos todos fazer tchim, tchim á saúde de todos pois alguem vai precisar.

3.12.03

O Entroncamento do outro lado do Atlântico

Na passada semana um grupo de funcionários de uma empresa de correios americana foi surpreendido por uma encomenda que se movimentava sozinha e que horas depois foi comida pelo elemento transportado. Imaginem que um corcodilo de metro e meio vos chegava a casa pelo correio......pois enganem-se aqueles que pensam que, a pessoa que enviou o animal vai ser punida por uma qualquer "lei de merda americana", por enviar pelo correio este tipo de encomendas. Segundo o que apuramos e por incrivél que pareça, a lei "fucking" americana só permite o transporte deste tipo de encomendas até meio metro de comprimento.
Coitada da alegada senhora de idade que por não interpretar bem a lei vai deixar de enviar corcodilos á sua amiga Suelli, que tão bem fabrica pantufas de corcodilo, para ocupar o tempo livre.

PS: Em breve iremos abordar o tema "transporte de gajas boas ilegais até 55kg"

huuuum!

Este blog 'tá a ficar um bocado desatualizado... e isso não é grande coisa!
Veremos...

18.11.03

Uuuuuuuuuuuuuhhhh!!!!!

É mau assobiar a selecção. Sobretudo antes do jogo, muito mau. Mas há coisas piores…
Por exemplo os jogadores virem queixar-se disso. ‘Tadinhos dos “rapazes”, são sensíveis e estão magoados. Mas porque é que os jogadores não aprendem que a sua função é jogar e não falar, que os melhores argumentos que têm são para apresentar no campo e não nas conferências de imprensa? (Começo a ter saudades de quando em frente aos microfones diziam sempre a mesma coisa sem qualquer tipo de conteúdo!) Raramente um jogador deve falar e na maioria das vezes quanto mais fala mais se enterra, seja no campo ou fora dele.
Nunca me hei-de esquecer da maior estupidez que alguma vez vi, e que parece ter sido o início deste fartar-vilanagem de conversa, quando João Pinto caiu na esparrela benfiquista de pedir desculpas aos adeptos por uma derrota pesada. Para mim esse acontecimento foi como ver um porco a andar de bicicleta.
Pior ainda, poderia ser por exemplo, os adeptos garantirem que desde o próximo jogo de preparação até ao último da selecção no Euro 2004, as nossas “meninas” fossem sempre assobiadas à entrada para os jogos. Talvez assim, o mal se tornasse um bem. Afinal, a apoiá-los nunca nos deram grandes vitórias, talvez motivados pelas nossas assobiadelas começassem a correr como nunca correram e a jogar como não costumam jogar. Talvez assim ganhássemos o campeonato, só assim. Talvez assim, mesmo que não ganhassem a prova, mas dignificassem o nosso futebol, talvez então merecessem um forte aplauso, que, melhor seria, receberem-no calados.

17.11.03

Atenção! Atenção! Que querem matar a nação

Oh Portugal, querem acabar contigo…
É verdade. Tu, velho país, que já foste maior que o mundo, que levaste a civilização onde havia barbárie, que trouxeste o que nunca havia sido visto, que descobriste, que exploraste… Tu, grande país, que sempre soubeste viver entre o mar e os outros, subjugando e resistindo, tu, que mantiveste inalterado, por séculos de mudança, aquilo que te fez sempre ser país, ser povo e nação, ser pátria, mátria e frátria… Tu que havias de ainda de ver o dia em que não querem mais que sejas país, nem Portugal, nem nada.
Oh, meu querido Portugal, séculos de grandeza te espreitam do passado, incrédulos no teu futuro. Oh Portugal, que não percebem o que te fez grande e duradouro — porque és autêntico —, não sabem porque razão existes — porque és diferente —, não querem saber da tua essência, querem vender-te pelo menor preço…
Minado por dentro, por cobarde inimigo, vozes se levantam para sorrateiramente acabarem com tudo quanto faz de ti um país sem comparação. Não sabem que és um velho tonto — o próprio rosto da Europa, como te cantaram o Camões e o Pessoa, com as barbas de molho no Atlântico. Não te percebem, adorável brincalhão de olhos salpicados do mar bravio em noites de nevoeiro, que inventas histórias de reis que hão-de vir, para te divertires emocionado. Não sabem que és como uma criança, em busca de desejos, atrás de pulsões, saltitando sem rumo num jardim à beira mar plantado. Corres que nem um doido atrás de uma borboleta africana, para quando a apanhas, a largares de novo livre como antes, censurando os teus pais que já a queriam guardar, presa num alfinete, numa caixa inglesa. Foges de casa por tempo indeterminado e voltas magro e doente, mais pobre que antes, com o brilho nos olhos de quem viu mais que alguns olhos hão-de ver, só porque foste por outro caminho onde já todos iam!
Mas que te interessa os outros e as suas opiniões, as suas regras — para ti não há espaço, nem tempo, não há razão melhor para viver que ser livre e aventuroso e se te disserem que há ouro na lua, não há maneira de te impedir de lá ir, nem que depois te esqueças dele. Porque importante são histórias que trarás para contar, de monstros e beldades, de aventuras e crueldades, de desgraças que não aconteceram por pouco, de mulheres, oh de mulheres lindas de morrer, mais belas que todas as que já viste até hoje, só porque nunca as tinhas visto antes…
Que poderão saber de ti? Porque estás velho e tonto, pensam que já não és tu, pensam que podem colocar-te de lado como fazem aos velhos, como tu, Portugal. Porque é que não te levantas e falas? Porque não lhes mostras como é viver? Como se vive em Portugal? Mostra-lhes, a esses estrangeiros nascidos nas tuas entranhas, emigrantes da vaidade que pensam poder pôr-te na ordem como a uma criança, ou arrumar-te num canto como a um velho. Mostra-lhes a alegria de acordar, o prazer de estar mais um pouco, de esperar por ir embora, de cortar mais uma fatia de pão, de beber mais um pouco de vinho e ouvir o vento invejoso nas oliveiras do caminho. Mostra-lhes como se cumprimenta o sol sem tirar o chapéu, como se arranja comida para mais um que acabou de chegar. Explica-lhes que uma amizade não se faz com hora marcada, que o amor não obedece ao tempo, que a vontade de fazer alguma coisa é mais importante que a maneira de a fazer — que um filho não se faz por decreto. Diz-lhes como se amassa o pão — que já não sabem — porque o pão que amassamos é como a cama que fazemos, e só assim sabemos que não foi o diabo. Diz-lhes que a felicidade não é quando tudo corre bem, mas sim quando tudo acaba bem e que dá mais gozo a felicidade por um triz, que um triz de felicidade. Explica-lhes que não é por obedecer a leis que se tornam menos porcos, que não é por cumprir regras que ficam melhores, não é por andarem de nariz no ar que são mais espertos. Diz-lhes que não é por darem aos outros o nosso governo que havemos de nos governar melhor!
Oh Portugal, que século trágico para ti, este! E como tu gostas disso, sempre com a ilusão que ontem é que foi bom e que amanhã será ainda melhor… Mas pode não haver amanhã. Podes não resistir Portugal, porque querem fazer de ti um bom aluno, asseado, pontual e cumpridor, eficaz e honesto e até rico, imagina bem! Não te rias Portugal, velho tonto… Ris-te porque sabes mais que eles todos juntos… Quase mil anos de história e tradição não se apagam assim.
Resiste Portugal, resiste que quando os romanos cá chegaram já nós tínhamos o pão nosso de cada dia, o azeite que nos alumiava e o vinho que nos aquecia. Por aí não nos ensinaram nada. E os mouros só se aproveitaram os que cá moraram. Os espanhóis não se demoraram como não se demoram. E tu Portugal ainda hás-de mostrar a todos que para viver… é preciso, por vezes, dar um par de estalos na mãe, deixar para amanhã o que não vale a pena fazer hoje ou ganhar um pouco de tempo olhando para o sol, a pôr-se, por cima da praia a pensar que se houver um caminho marítimo para a lua havemos de o descobrir.

14.11.03

Paulo Portas pode substituir José Castelo Branco

Algumas prisões do país manifestaram o desejo de querer ZeCaBra detido nas suas instalações. Ao que conseguimos apurar, os detidos portugueses reclamam o facto de só alguns terem tido como companheiro de cadeia José Castelo Branco, que ao que parece fez furor durante o tempo em que esteve detido. Alguns jornais afirmaram que ZeCaBra estaria de rastos devido á sua detenção, mas, ao que parece tudo foi mentira e ZeCaBra foi dignamente recebido. Um familiar nosso, também ele detido mas heterosexual, explicou com muita emoção tudo o que se passou quando ZeCaBra chegou: "Ele chegou acenando para todos nós com uma simpatia digna de uma estrela", introduziu a nossa fonte, "trajado a rigor (fio dental e salto alto) o Zé fez sucesso durante o tempo que cá esteve, chegando mesmo a afirmar que tinha pena de ir embora pois todos tinham gostado dele e ele gostado de todos, mas em especial do Barrote (um negro com dois metros condenado por violação) que o tratou muito bem, excepto em relação ao facto dos preservativos terem rebentado, pois a sua validade tinha acabado em 1987" afirmou a nossa fonte em remate final. Devido a tudo isto, prisões de todo o país reclamam agora o direito a receber nas suas instalações o... homem... aliás... o ser que mais animação e dinamismo trouxe aos estabelecimentos prisionais portugueses. Algumas prisões avançaram ainda com a hipotese de negociar um acordo de compensação, caso Paulo Portas venha a ser detido.

8.11.03

Jóias que ninguém quer

O famoso e másculo José Castelo Branco foi detido por transportar jóias não declaradas. Segundo o que apurámos, as jóias na sua maioria piercings para zonas húmidas com diamantes e pérolas, os adereços ideais para as partes baixas do corpo humano, que segundo as más línguas (ou boas línguas...já não sei) é a área que ZéCaBra (diminutivo de José Castelo Branco) domina há mais tempo. As autoridades portuguesas responderam: "não estamos para paneleirices". Indignada com a situação, Teresa "Tarada por putos" Guilherme, amiga de ZéCaBra, saiu em sua defesa afirmando que ZéCaBra nada tinha a ver com paneleirices, e que o facto dele estar casado com uma velha em putrefacção, não quer dizer que ele seja homossexual, até porque este casamento serve de fachada, não para esconder a rabetice, mas sim para encobrir o verdadeiro amor de ZéCaBra, a voluptuosa Belle Dominique, também conhecida pelo "paneleiro do minas e armadilhas", "mas ...isso agora não interessa nada" rematou Teresinha. A também famosa e entesuada Elsa Raposo (considerada por muitos a única gaja do planeta a ser dona de um património em plástico e silicone superior à "tupperware"...adiante) não deixou de apoiar ZéCaBra afirmando, que ela também namora um velho em decomposição não sendo lésbica. A verdade é que nem ZéCaBra nem El Rapo gostam de jóias... pois sim, são eles as jóias da coroa que ninguém quer.

PS-Iremos muito brevemente revelar a história que relaciona duas pessoas que são uma só: ZéCaBra

5.11.03

O grande desígnio: vai e compra!

Hoje ante-estreia a terceira parte da saga Matrix. Antigamente os filmes eram únicos, como qualquer obra de arte. Por vezes a regra era quebrada como acontece também nas obras de arte (trípticos). Mais tarde introduziu-se as sequelas, depois as prequelas, hoje os filmes aproximaram-se das séries.
Como a estreia é mundial adivinham-se milhões de fans a quererem ser os primeiros a ver o filme. Filas enormes para compra de bilhetes, gente que se acotovela devido ao excessivo número e salas lotadas com gente para ver e ouvir as novidades do mundo Matrix. Nada disto é confortável, nada disto dá prazer a não ser o simples facto de serem dos primeiros a assistir ao filme. Comparado com 8 horas de fila, ao frio, durante a noite para comprar o novíssimo disco de um qualquer cantor ou cantora popular, até que nem é um grande sacrifício. Porém, o filme vai estar em cena durante muito tempo em cinemas calmos e arejados e o disco mesmo que esgote, numa questão de dias voltará a estar nos escaparates. É óbvio, que isto nem sequer é parecido com o sacrifício de comprar um bilhete de concerto ou de futebol. O concerto é unico, o jogo também, como o seria uma edição limitada de um disco, ou a possibilidade de o autor o autografar (e mesmo assim!). Então porquê esta fúria consumista? Porquê estes sacrifícios para alcançar algo tão efémero e etéreo, quando o consumismo deveria ser prazer e conforto?
Suponho que este é o mundo em que vivemos. Onde algo tão aparentemente fútil é a almejada marca de distinção que alguns buscam independentemente do sacrifício. São causas, são motivos para se superarem, são medalhas que se ganham, feitos que se conquistam... E aqui estamos nós reduzidos à pequenês da Ilíada dos pobres de espírito. Restam as questões: será que isto demonstra que nos nossos tempos, até o comum dos mortais pode ter um feito a alcançar, como noutros tempos nunca teve por falta de condições, liberdade, etc., ou quer isto dizer que apenas deixámos de pensar grande para pensar e fazer mesquinho? E o individualismo destes feitos, não serão a causa da sua redução? E os marinheiros portugueses das descobertas? E que mais poderá haver para conquistar senão isto? E os heróis actuais?...
É o mundo que temos... ou fazemos?

29.10.03

Finalmente a resolução do caso Casa Pia!

Vamos todos esquecer... Bibi? Quêm? O Cruz o quê? Já não o vejo há tempo, que é feito dele? Deve estar de férias, com certeza. O Pedroso? É aquele deputado com cara de anjinho? Que tem ele?...
Eu conseguia esquecer. Mas deve ser difícil alguém esquecer que levou no cú! Muito difícil... Por isso não vamos conseguir esquecer o caso Casa Pia. Porque nos estão a enrabar, lá isso estão! Só não se percebe de quem é o piço que anda metido nas bordas deste processo. (Peço desculpa pelos palavrões, mas deu-me um ataque de presidente da República e zás!...)

Vamos reabilitar as bichas

Já ninguém põe em causa que uma mulher pode perfeitamente fazer o trabalho de um homem. A excepção, dos poucos trabalhos marcadamente físicos ainda existentes, apenas confirma a normalidade da ideia. Por isso parece bastante aceitável também poder pensar que um homem pode perfeitamente fazer o trabalho de uma mulher. Com as suas devidas excepções (desde logo o trabalho de parto), um homem consegue desempenhar na perfeição trabalhos que requerem a atenção terna aos detalhes, a amabilidade sedutora do tratamento, os gestos finos e redondos, os movimentos graciosos e prudentes… O segredo é que este homem tem que ser uma bicha. Ou apenas muito efeminado (vulgo maricas). Em qualquer dos casos, ajuda, se se tratar de um brasileiro. Parece então que a condição masculina começa de novo a ganhar algum respeito perdido desde a emancipação das mulheres e das bichas, com a ajuda destas últimas até agora tidas como absolutamente inúteis para a causa.

TVida boa...

Passava os dias em casa. Dormia quando dormia e quando acordava, acordava. Ficava então a pensar, com a alegria de ter acordado. Nem sabia as horas, nem as horas o sabiam a ele. Ligava o rádio e ouvia as notícias da hora. Ouvia-as outra vez para ter a certeza de as ter ouvido e como nem por isso ficava mais animado, dormia de novo um pouco mais. Depois então levantava-se. Evitava a varanda porque lhe fazia lembrar “lá fora”. Quando tinha fome, pensava nisso e quando lhe doía, comia. Aproveitava a boleia para ir à casa de banho. Sentava-se no sofá e dormia um pouco mais na televisão. Acendia outro charro e fumava um pouco mais, pra daqui a pouco fumar outro, só por puro tédio. Às vezes começava a ter uma ideia ou um pensamento absolutamente fabuloso. Mas normalmente desistia pra não se chatear. Deixava-se estar, ora deitado, ora estendido, a maioria das vezes pró lado da televisão. Depois, quando se fartava da vida, mudava de canal.

27.10.03

Governo está de parabéns

Carlos Sousa ganhou a taça do mundo de todo-o-terreno, logo na estreia na competição. Na última etapa da prova no Dubai, o português podia ter afirmado, “estou agradecido aos governos portugueses das últimas três décadas, o facto de manterem em óptimas condições para os meus treinos, as estradas do nosso país”.
Melhor que Carlos Sousa na deslocação rápida entre continentes só Fátima Felgueiras, que atingiu a magnifica marca de chegar ao Brasil tão depressa que nem os “juízes de prova” conseguiram verificar os tempos. O mesmo não se poderá dizer do regresso pois Carlos Sousa já regressou a Portugal assim como todo o equipamento, ao passo que Felgueiras ainda lá mora. Tudo porque, descobriu-se recentemente, Fátima Felgueiras sofre de um grave problema de pornolalia. Ora a senhora, não se contém e diz constantemente asneiras absolutamente irreproduzíveis num jornal ou televisão que quisesse publicar as suas conversas telefónicas privadas, no âmbito da investigação à Câmara Municipal. Diz-se mesmo, que foi o Procurador Geral da Répública, o tolo Moura, que lhe pediu "por favor não volte!", ao que ela respondeu, "Foda-se, não voltarei, caralho, estou-me a a cagar de repuxo para ti e para o asneirento do Jorge Sampaio!", que como se sabe diz cinco palavrões por atendimento de telefone, ou seja "zás!".
"Olha!, que se foda!", houve ainda quem dissesse a propósito das declarações de todos.

22.10.03

Onde é o"Cu de Judas"?

Um estudo de origem americana desvendou mais um dos grandes segredos da humanidade, “onde é o Cu de Judas”. De autoria dos professores Duo Deno e Isaac Abraão, que ainda à bem pouco tempo divulgaram um outro estudo que concluiu, que o muro das lamentações não é na terra santa mas sim em Portugal, mais concretamente no Largo do Rato, regressam agora com a prova que o cu mais traidor da humanidade está em Portugal. Ainda em relação ao muro das lamentações, tudo ficou provado quando alguns membros da seita que alegadamente está ligada ao ramo das comunicações telefónicas no nosso país se lamentaram utilizando expressões como, “estou-me cagando” e “cabala”.
Mas, voltando ao estudo sobre, “onde é o Cu de Judas”, tudo leva a crer que Portugal vai passar a ser conhecido pelo verdadeiro país do cu de Judas, não que Judas tivesse estado no nosso país mas porque existem indícios fortes da presença de um “Cu clone de Judas”.
Este mesmo “Cu Clone” já foi visto na zona do Restelo e também em todo o distrito de Bragança, apesar de ser mais provável que o “cu Clone” de judas tenha sido utilizado numa cirurgia plástica de reconstrução física, que ao contrário do que se tem dito, nada tem a ver com a cara de Lili Caneças, mas sim, com a peida de Joel, esse sim o verdadeiro traidor daqueles que tanto lutaram para que as crianças da Casa Pia tivessem colocação no mercado de trabalho. Esperamos agora, pelo momento em que o Cu de Judas se vai sentar no banco dos réus.

21.10.03

Acho disso o mesmo que o Ferro do segredo de justiça...

A vida política nacional está sem duvida num ponto de viragem. E independentemente de não sabermos para onde é que isto se vai virar, podemos perceber a importância desta mudança na simplicidade e no simbolismo de algumas expressões e acontecimentos recentes. Nada mais eloquente: Ferro Rodrigues que se estava “cagando” para o segredo de justiça, já não tem razões para o fazer. Não fosse alguém estar também “cagando” para o segredo de justiça e nunca teríamos sabido que ele estava naquela situação (de resto muito delicada) relativamente ao mencionado segredo que deixou de o ser.
Isto, levou a que se dissesse que o “PS não é de Ferro”, ou terá sido que o “PS não é de ferro”? Seja como for não é. Nem o país a aturar gente desta. É verdade que se diz muita coisa ao telefone e conforme os contextos se diz muita merda mesmo. Mas supunha-se que aqueles que nos governam (neste caso, tentam governar) falassem de outra forma. Afinal, Ferro, e porque não Durão e Portas são pessoas normais, gente como nós, palermas que se estão a cagar. E assim já generalizei à classe política, como de resto eles merecem. Se restavam dúvidas quanto à falta de qualidade dos nossos eleitos, agora temos a certeza que eles não são os melhores, são sim muito piores que a maioria de nós. Assim vai a democracia.

Figo seco

Luís Figo demonstrou uma vez mais porque razão é o melhor jogador português: jogando por antecipação, “driblou” tudo e todos e anunciou que se retirará da selecção no final do Euro 2004. Como que adivinhando que o iríamos querer mandar embora após o mais um desaire da selecção, desta vez a (ver) jogar em casa. Depois, demonstrou também porque além de jogador é também um grande homem: advertiu para a falta de razoabilidade de se pedir o título à nossa selecção, só porque jogamos em casa e temos o Scolari. Só mesmo fanáticos da bola, gente que coloca o coração no lugar tomates e não tem coragem para perceber que, a nossa selecção pelo que sempre fez e continua a fazer está tão longe de ganhar o campeonato como o Vítor Baia de participar nele. Mas claro, em futebol tudo pode acontecer.