14.7.04

Demito-me

Hoje, vi um espectador num programa de televisão a dizer uma barbaridade. É um daqueles programas que usam politicos articulados para comentar a situação política. O homem, ao telefone, estava indignado com Ferro Rodrigues. “Então não é que Ferro Rodrigues também se demitiu! Guterres demitiu-se, Jorge Coelho demitiu-se, isto é uma moda’ Agora quando as coisas correm mal as pessoas demitem-se”. O homem argumentava que tratar-se de “uma falta de responsabilidade, as pessoas agoram voltarem as costas aos problemas em vez de lá ficarem a apurar responsabilidades e a resolver os problemas”.
Durante algum tempo os políticos foram acusados de, face às consequências dos seus erros não se demitirem, não havendo assim apuramento da responsabilidade política, ficando na impunidade. Depois começaram a demitir-se perante a sua incompetência, agora vem este homem argumentar o contrário. Mas eu acho que ele tem razão.
Então vejamos: os políticos são os políticos, eles existem e estão lá, de que serve demitirem-se? Vão para sempre abandonar a política? Não! Quer isso dizer que assim vai para lá um não político? Livra! Aquilo no fundo é uma classe, que bem vistas as coisas não é muito bem vista e é uma maçada alguém ter que tornar-se político. Vejam os crânios da nação: não estão na política (nem o Vitorino, que é político quis voltar ao rame-rame da política nacional!). Pelo que os políticos que se demitem vão acabar por ter novos cargos – Guterres pode vir a ser Presidente da República, Jorge Coelho só não é líder do PS porque não quer, mas ainda terá outros cargos políticos no futuro – logo o ideal é que eles não se demitam e não passem a batata quente ao próximo. E depois ainda por cima parecem tordos a cair com o barulho de bombinhas de carnaval a rebentar!...

Há aqui qualquer coisa

Se agora todas as eleições não legislativas são consideradas intercalares e avaliam a prestação do governo então esqueçamos a ideia ingrata de que os governos só governam em ciclos de quatro anos, onde o últimos ou os dois últimos são eleitoralistas (e por isso menos bons para o país). Agora todos os anos são eleitoralistas…
Oi! Está aí alguém… Oláaaa!… Que se lixe…

13.7.04

Desmentido

Venho por esta forma desmentir que me tenham feito qualquer convite para o Governo, nomeadamente para qualquer cargo com uma alta remunerção e uma baixa taxa de produtividade de origem sistémica. Da mesma forma venho afirmar que não é por conhecer a tia do pai de um vizinho do motorista da Figueira da Foz do excelso DOUTOR Pedro Santana Lopes que agora me sinto no direito de vir a ter um cargo de relevância política. Isto apesar de todos conhecerem a minha dedicação à causa pública, nomedamente através de uma prima minha. Mas é óbvio que acalento o sonho de um dia ser sub-secretário de Estado para o Lazer. Uma área de iminente importância nacional.

12.7.04

Casamentos...... a desgraça intestinal

Os casamentos são normalmente uma grande festa, nem que seja para os noivos e os convidados que aproveitam para beber copos de borla á fartazana, dando, como não poderia deixar de ser, um maravilhoso espectaculo de canto gregoriano, que começa com hits como "a mulher gorda não me convem" e "não sou o único" para acabar num fabuloso trabalho artistico de cores quentes, exposto logo antes do copo de água na galeria da casa de banho.

Outros exemplos caracteristicos dos casamentos, mas não tão relevantes, são:
Engravatados com a marca da "ganadaria tinto" na gravata e camisa.
Velhas que casam o último neto e que se despendem do mundo da dança.
Gajas boas, mas tão totós, que nem os bebados lhe tocam.
Pitas bem vestidas, que mesmo totós marchavam.
Mulheres emocionadas e aparentemente felizes, na sua maioria solteiras trintonas, que afinal choram de inveja porque os homens só as querem para fuder.
Homens emocionados e felizes com o facto do amigo se casar, e ele ficar solteiro.
Noivos que só no dia do casamento é que se questionam, "como é possivel ela estar grávida ao ponto de termos que casar, se ela é virgem, pois só logo á noite é que vamos inaugurar o santo graal"; santo graal porque toda a gente o quer mas ninguém consegue (pelo menos é aquilo que o noivo pensa).
Gajos parvos que para além de no dia-a-dia andarem de fato e gravata ficam fudidos, porque existem sempre alguns que tem a coragem de nem para o casamento levarem essa indumentária.
Padres com erecção durante a cerimónia do casamento.
Fieis que durante a cerimónia do casamento libertam de uma forma gasosa, a alegria da despedida de solteiro da noite anterior.
Marisco-devoradores.
Fumadores de charuto sazonais e profissionais que laboram apenas nos casamentos e passagens de ano.
Fred astaires.
Vinhos muito maus.
Sorvettes de limão.
Empregadas muito boas e acessiveis a partir das duas da manhã.
Limusines ou sucatas andantes que se alugam por balúrdios para que os noivos possam fazer figura de parvos mesmo até á entrada do recinto.
Uma ou duas gajas com a pancada de fazer broches em festas de casamento.
Empregados de mesa mais bebados que o padrinho do noivo.
Padrinhos que aproveitam a desinibição do alcool para andarem a fazer-se a pitas boas, sempre filhas do melhor amigo.
Punheteiros que mesmo bebados não tem coragem para se meterem com as solteiras que restam, acabando por terminar a noite num qualquer bar de alterne.
A moda do noivo trocar de roupa com a noiva.(afinal a despedida de solteiro serviu apenas para dizer adeus á heterosexualidade).
Imperial a jarro.
Wisky marado.
Tocadores de gaita de beiços.
Velhos tarados.
Gajos que levam a streeper da despedida de solteiro para o casamento.
E para terminar desarranjos intestinais terriveis, por beberem e enfardarem á bruto tudo o que lhes apareceu á frente, incluindo a terrina de inox com agua e limão para tirar o cheiro a marisco das mãos.
Enfim.............os divórcios são melhores.

Há de novo pequenas grandes coisas ...

...pelo que voltàmos para... coisar!

4.2.04

A mística benfiquista

O Sport Lisboa e Benfica a cada dia que passa demonstra que consegue sempre que os seus jogadores atinjam limites que noutros clubes eram completamente impossíveis, exemplos: O Roger nunca, em nenhum clube, teve performances tão más, mas no Benfica, com toda a mística em volta da Luz o “pequeno” brasileiro conseguiu fazer as piores épocas da sua vida. Outro bom exemplo para comprovar esta minha opinião, é o de Fyssas, que chegou à menos de um mês ao clube encarnado, rotulado como um dos poucos jogadores que, felizmente para ele, nunca se lesionou. Mais uma vez a mística benfiquista conseguiu que o jogador internacional Grego, atingisse mais um objectivo na sua, já bem sucedida carreira, ou seja, em menos de um mês o SLB pôs Fyssas no estaleiro.

3.2.04

Por favor?

Quem viu há dois meses atrás o treinador do FCP dizer que só ia embora, quando o “Papa” quisesse, acha estranho, que a expressão “por favor” faça agora parte do vocabulário do José “mau feitio” Mourinho.
È interessante que aquele que é considerado o treinador mais arrogante e rude da primeira liga utilize agora expressões como “por favor” e “se deus quiser”.
Eu no lugar do Mourinho também não admitia que, depois de dizer que um determinado jogador deveria morrer em campo, este ainda esteja vivo e de saúde.
Mourinho não está farto do Futebol em Portugal, ele só agora percebeu que o Pinto da Costa é o “Papa” e não o Dom Corleone, que pode aniquilar quem se atravesse à frente dos objectivos estipulados.
Será que o Rui Jorge como já esteve ligado ao “Vaticano” chibou-se, e o Sporting surpreendeu o FCP utilizando os mesmos métodos.
Uma fonte segura informou-nos que o União de Leiria se prepara para participar no campeonato do Iraque daí que, segundo a mesma fonte, a atitude de Mourinho em relação ao Rui Jorge está integrada no estágio de preparação para o difícil campeonato Iraquiano, que como sabem é observado pelas forças de segurança da GNR o que obriga a um vocabulário diferente.
Uma outra fonte avançou-nos com a informação, de que, Mourinho se estaria preparar para ser treinador principal de uma qualquer equipa inglesa, justificação mais que suficiente para que o Treinador de Setúbal esteja a renovar o seu vocabulário com expressões como, “Please” e “God help us”.
A 2ª fase de enriquecimento vocabular vai ter inicia quando forem assimiladas as expressões, “Fuck of” e “Suck my dick”.

29.1.04

Abortos em liberdade

Se querem que a lei do aborto seja revista, preparem um programa de debate sobre o tema, tendo como painel de convidados (alguns exemplos), José Castelo Branco, Zé Cabra, Tino de Rans, Linda reis, António Calvário, Alex, Bibá Pitta, Serenella Andrade, Iládio Clímaco, e José Figueiras, que (como confidenciou um familiar) é conhecido em casa pelo nome de "Mistake", vá-se lá saber porquê.
Com um grupo de paineleiros destes como exemplo todos os portugueses votariam a favor da despenalização do aborto.

PS: Com tanta gente desta por aí em liberdade ainda dizem que o Aborto não é livre.

Literatura ou diarreia?

Hoje vi a capa de uma revista onde estava a Margarida Rebelo Pinto.
E imaginei um dialogo comigo e com: a escri...não!...a artis...não!...a mulh...o ser humano que para além de não saber o que é um "fast booK" (livros escritos durante uma crise de diarreia cerebral) acha que os homens não prestam, e, talvez por isso tenha fornicado apenas com pouco mais do que o numero de mortos no acidente do Titanic.
À pergunta, gosta de literatura? Margarida respondeu: "Gosto mais de escrever".


Conselho: "Há quem diga que a Coca-Cola resulta nas diarreias, se assim for temos o problema resolvido"

Pontes para tudo

A conhecida artista portuguesa, Dulce Pontes anda numa roda viva por todo o mundo, promovendo o seu novo álbum com o cunho de Enyo Morricone.
Pelo que sabemos a tourné tem sido um sucesso a todos os níveis, mas parece que algumas pessoas não estão muito satisfeitas com o rumo da carreira artística da Dulce, por exemplo:
José Saramago no dia em que Dulce Pontes actuou em Miami disse “hoje não me consigo concentrar com esta barulheira toda, no inicio pensei que este barulho vinha de cuba, devido ao meu divórcio com o Castro, mas afinal ele não quer boicotar o meu novo livro sobre a liberdade”.
Um representante do Circo Cardinali manifestou o seu interesse no trabalho da cantora, afirmando: Nós queremos promover o nosso espectáculo a nível mundial, no inicio pensamos no “emplastro” mas a Dulce Pontes tem melhor dicção”.
A empresa de cortinados “Corte & Costura” agradeceu : “ Obrigado Dulce por vestires os cortinados que sobraram da colecção do ano passado, bem haja”.

O amor de Kadhafi e Simara

Ultimamente, como não tenho tido oportunidade para ver televisão, e por isso tenho dado bastante trabalho ao meu vídeo gravando “tudo e mais alguma merda”.
Ontem vi a cassete que continha um dos últimos “Herman SIC”, que foi enorme e por várias razões. Para pereberem melhor, uma das convidadas foi a Simara que afirmou: “não tenho namorado e estou à procura”.
Não sei porquê, mas, lembrei-me logo do Luis Filipe Vieira.
E perguntam vocês, porquê?
Então o Luis Filipe Vieira não è o homem em Portugal que mais sucesso tem com pneus, tendo sido mesmo “alcunhado” de “ Kadhafi dos pneus”! Faz sentido, não?

23.1.04

SIC poupança

A SIC anunciou que em 2004, as despesas da estação irão ser reduzidas para metade.
Pinto Balsemão já tranquilizou os funcionários do canal televisivo, dizendo que se analisarem bem a questão, verificarão que as alterações não são muitas.
Um “Bufo” da estação de carnaxide “chibou” tudo afirmando que, “apenas foram anuladas as despesas relativas a umas mamas novas para a Silvia Alberto, um carregamento de “coca” para a Felicia Cabrita, um pack anual para abortar os putos indesejados pela direcção da estação televisiva, uma carcaça nova para a Fernanda de Freitas. Segundo a nossa fonte, o corte mais significativo está relacionado com a alargamento (não da UE) da boca da Clara de Sousa para a apresentação do “Jornal da Noite”, concorrente directo do “Jornal Nacional” apresentado por Manuela Moura Guedes”. Assim é impossível que uma estação de TV privada, possa fazer serviço público.

Portugueses nomeados

Uma multinacional farmacêutica prepara-se para avançar com os nomes dos nomeados para a entrega dos galardões anuais que em Julho de 2004 se irão realizar na Suíça.
A multinacional em causa premeia todos os anos aqueles que, devido a alguma doença ou dependência mais utilizaram os produtos da marca.
Segundo uma fonte próxima da empresa farmacêutica, pela primeira vez existem portugueses entre os nomeados para as várias categorias, são eles: José Castelo Branco nomeado para o “clister de ouro”, Paulo Portas que depois de recuperar de uma perigosa e “moderna” depressão (graças a um dos produtos da empresa), está agora nomeado para a categoria “supositório de ouro”. Saliente-se, que toda a população portuguesa está nomeada para o galardão “vaselina de platina”, nomeação que segundo especialistas na matéria, como Marcelo Rebelo de Sousa e Nuno Rogeiro, se deve ao facto das vendas do conhecido lubrificante terem aumentado drasticamente nos últimos dois anos. Há quem diga que estas nomeações só são possíveis devido ao bom trabalho realizado tanto pelo governo português, como pela Casa Pia.

23.12.03

Natal (FODA-SE, QUEM FOI O CABRÃO QUE INVENTOU ESSA MERDA)

Estava a pensar escrever sobre o Natal, mas, vou esperar que ele passe, pois não tenho coisas boas para dizer. Fiquem á espera!

PS1: Boas broas/bezanas/tosgas/cardinas/borrachas/cadelas.......etc,etc no fim de ano...e...não se esqueçam da última e da primeira "brelaitada" do ano...ou no anus.

PS2: Em relação ao gajo que inventou a merda do Natal, vejam lá se deixam de acusar o menino Jesus, pois não acredito que um gajo que ou anda quase nu, ou barbudo e gadelhudo fosse inventar uma merda dessas. O Natal é tão tótó que se o José Castelo Branco tivesse nascido á 2003 anos, eu diria que tinha sido esse paneleiro a inventar a merda do Natal.

Estrangeiros ou surdos

Esta semana fiquei com a ideia que os emigrantes de Leste que habitam no nosso país sofrem de surdez aguda.
Com isto não estou a dizer que a culpa é deles , mas sim, de todos os portugueses.
Ora vejam: no outro dia acordei a horas decentes (13.00h) e desloquei-me a vários estabelecimentos comerciais mais conhecidos como o comércio tradicional (um tema a abordar mais lá para o ano), em todos eles as caixeiras (nome atribuido ás funcionárias do cómercio tradicional) gritavam com os senhores de Leste que, naturalmente, não entendem bem a nossa lingua nos primeiros tempos. Haja alguém que explique aos portugueses que se os estrangeiros não entenderem o que dizemos, não é por falar mais alto que eles vão entender.

PS: o mesmo se passa com os telemoveis sem rede........ pois meus amigos, há por aí muita gente que não necessita de telemovel, pois falam tão alto, tão alto que a Dulce Pontes comparada com eles é muda.

10.12.03

A arte de ser português: uma história da vida real

Isto de ser português tem muito que se lhe diga. E se alguma vez se perguntaram como foi possível que uma pequena nação de gente tão aparentemente tão complicada tivesse conseguido descobrir o mundo e conquistar metade dele, eu posso ajudar a responder à questão. A história que se segue, porque me foi contada num contexto profissional, não pode ter muitos pormenores identificativos por uma questão de respeito. No entanto, pouco se perderá. Vou contá-la como a ouvi não havendo razão nenhuma para que seja falsa. Os floreados que vou fazer, foram também eles instigados por quem me a contou.

Uma ideia portuguesa com certeza
Dois portugueses abastados, um pouco megalómanos, um pouco eufóricos e um pouco chicos-espertos, porque faziam anos decidiram oferecer uma prenda a eles mesmos. Decidiram que as suas empresas haviam de fazer algo especial para ilustrar o dia, algo que não deveria oferecer muita dificuldade e que “ficava bem”.
A responsabilidade e a parte pesada do assunto ficava para a empresa do menos abastado, obviamente. E foi com animo leve que aquele explicou à sua equipa o que queria. A ideia era simples: bastava fazer uma operação, num só dia, que normalmente costuma levar várias semanas a preparar, executar e finalizar. A equipa explicou-lhe então que o problema passava sobretudo pelo facto de ser impossível, nada de especial… Mas o homem queria à força e disse as palavras mágicas para que qualquer um que sabe distinguir o possível do impossível perca a cabeça e comece a achar que é capaz de fazer qualquer coisa: digam o que precisam, tudo o que precisam que eu arranjo (que é como quem diz, pago!).

A importância da inutilidade
E assim se começou a trabalhar no projecto impossível. A questão era tanto mais complicada que para percebermos a dimensão da operação é necessário esclarecer que não se conhece no mundo operação do género, pelo menos desta dimensão, na Europa seguramente nunca se fez. Mas os portugueses iriam conseguir, contra as suas próprias opiniões do que é possível e não é, iriam conseguir. Porém, devemos desde já explicar, que, para além de extremamente difícil, esta tarefa sofria de outro problema que contribuía para a falta de antecedentes: é absolutamente inútil, isto é, esta operação, que normalmente leva semanas a fazer, não se faz num só dia e de uma só vez porque além de impossível (pensava-se) não serve para nada, a não ser, submeter ao risco de falhanço uma tarefa que se pode fazer em segurança.

Americanos, espanhóis e artimanhas
E assim foi, que, um grupo de portugueses, decidiu fazer o impossível. Para tal foi necessário mandar vir maquinaria do estrangeiro. E veio. Topo de gama, tecnologia de ponta, acompanhada pelo respectivos técnicos americanos e espanhóis. Estes, coitados, quando chegaram e perceberam o que se ia passar não conseguiram conter os sorrisos a princípio e as gargalhadas pouco depois. Despreocupados, porque bem pagos, ainda haviam de chorar.
Aproximava-se o dia D e estava tudo preparado. Em grande. Tão grande, que a ideia de que iria ser um fiasco só não era mais forte que o medo de perder o emprego! Por isso lá se foi preparando tudo. Fizeram-se ensaios sobre ensaios, para perceber que o mais difícil era conseguir que tudo saísse bem. Encontraram-se as mais divertidas e absurdas soluções para colmatar a falta de preparação técnica e de know-how para a operação — estava-se em território virgem e qualquer artimanha passou a ser uma técnica de trabalho.

Um pequeno problema…
Finalmente chegou o dia. Um último exercício apenas melhorou um pouco os problemas do anterior, mas o tempo tinha acabado. Esperava-se o momento.
Dezenas e dezenas de pessoas estavam a postos e supostamente preparadas para darem inicio à operação. Tanto americanos como espanhóis já não riam porque estavam a trabalhar. O chefe da equipa, do alto dos seus “trinta e muitos anos daquela merda” pensava o que pensam estes homens naqueles momentos: sabendo que não é possível, estão há muito absolutamente convencidos que tudo vai correr bem, basta um pouco de “descontração e estupidez natural”. E sobretudo, basta sentir-se com sorte e agarrar as pontas à equipa. O resto é um dia atrás do outro e o que for será.
Em cada minuto, dos sessenta da operação, poderia surgir um erro que poderia não só manchar toda a operação como impedir que pudesse chegar ao fim. O momento aproximava-se e a tensão nervosa sentia-se no ar. Cerca de duas horas antes o inevitável aconteceu: deu merda. A maquinaria foi abaixo, os computadores de repente apagaram-se!

… um grande problema!
Não nos esqueçamos que esta era a responsabilidade de americanos e espanhóis. É verdade, que nós portugueses não estávamos preparados para o que íamos fazer, mas a maquinaria era responsabilidade deles, por isso era um problema deles. E os homens, profissionais como são viram-se apertados. Suavam às estopinhas com fios para lá, cabos para cá, teclados para um lado, rato para o outro… Com potentes telemóveis do tamanho de caixas de sapatos falavam com técnicos ainda mais superiores que eles, nos Estados Unidos, para resolver o imbróglio. Nada. A equipa estava tensa, os estrangeiros atarefados…
Faltava pouco menos de uma hora e parte substancial da operação estava no escuro de um ecran de computador. Fazer o restante, por muito bem que saísse, seria um fiasco…

O sucesso
Mas não haviam de ser americanos e espanhóis a colocarem-se na frente de mais um grande desígnio nacional. Quando a operação começou, poucos segundos haviam passado quando surge o primeiro erro. A equipa conteve-se. O tempo como que se enrolou por momentos para a seguir se desenrolar numa viagem eufórica e vertiginosa para o fim da operação — e aquele marcaria o caminho para o sucesso ou para o fracasso. Foi nesse momento que o chefe da equipa, perante o erro, sorriu, troçou dele mesmo como que escarnecendo da sua sorte. A equipa sentiu-se aliviada e esqueceu-se da possibilidade de poder falhar. Dali ao final foi tudo muito rápido, muito cadenciado, muito certinho, como nunca tinha sido. A hora terminou com outro pequeno erro que também não conseguiu manchar a empresa. Foi um sucesso que muitos, ligados ao ramo, tiveram dificuldades em acreditar. Estrangeiros e colaboradores ficaram deslumbrados. E claro, os abastados aniversariantes congratularam-se mutuamente, pensando talvez voltar a repetir um dia destes. A equipa sentiu-se recompensada e orgulhosa por ter feito o impossível e nem o facto de ser inútil tirou brilho a um feito inédito em muitos aspectos. E assim, mais uma vez, os portugueses mostraram o seu valor e do que são capazes…

Moral da história
Mas falta contar parte da história… Estávamos a poucos minutos do início da operação e a maquinaria, os computadores estavam em baixo. Os técnicos estrangeiros no local não sabiam o que fazer e falavam para os Estados Unidos em busca de auxílio. Em redor deles, equipa e colaboradores sentiam-se como se sentem os portugueses nestas alturas: ver falhar um americano e um espanhol, mesmo que nos foda a vida dá muito gozo. Mas chega de sofrimento… O Zé… O Zé, que é um português e bom rapaz, electricista de profissão que gosta de jogos de computador nas horas vagas e até percebe um bocadito daquilo, por alguma razão tão irrelevante, como por mim desconhecida, perante a azáfama dos estrangeiros, decidiu investigar. Foi-se chegando e olhando, pediu licença, e perante o olhar perplexo dos americanos, com dois toques de teclado, lá disse qualquer coisa como: “Oh, isto é fácil, basta… isto e… isto eeee… já está!”

8.12.03

Furtado ou frustrado

Aqueles que quiserem ser actor ou actriz principal de uma qualquer peça de teatro (mesmo sendo de autoria de Sam Shepard) podem agora recorrer ao inovador sistema "seja uma estrela, mesmo que o seu trabalho seja uma merda". Este novo caminho para o estrelato é muito melhor que qualquer programa de tv ou reality show, pois assim é o concorrente quem manda no seu futuro, sendo sempre o melhor do mundo em tudo o que faz.
Estão a achar confuso? eu já vos dou um exemplo elucidativo, mas antes, deixem-me acrescentar um pequeno pormenor nada importante, é que neste novo formato é o concorrente que paga o programa.
Agora o exemplo: lembram-se da Catarina Furtado pintar o cabelo de loiro por estar a participar numa peça de teatro de autoria do Sam (já citado neste texto) onde era a actriz principal? ela foi a pioneira no novo caminho para o estrelato, ou seja, deslocou-se até aos EUA comprou a peça e escolheu os actores (até nos castings é péssima). Pelo menos não teve que dormir com o Sam para conseguir o papel (seriedade profissional acima de tudo).

Há quem diga que o programa "pequenos e terriveis" que a Catarina apresentava na SIC era uma homenagem aos papeis dela no cinema e teatro.

5.12.03

Legalização da prostituição, eis a questão

Ultimamente tenho pensado muito na legalização da prostituição, até porque eu próprio queria entrar no ramo, mas com tanta falta de informação, e com os sindicatos tão activos tenho algum receio em aderir á ideia.
Por exemplo, imaginem que eu sou proprietário de uma instituição de prestação de serviços ligada á prostituição e que uma funcionária de origem desconhecida (pois ela não fala e só utiliza a lingua como instrumento de trabalho) engravida.

Pergunta: Será que a gravidez pode ser considerada uma doença profissional ou um acidente de trabalho? Poderei vir a ser obrigado a indemnizar a funcionária em causa?

No final do ano brindem á saúde "até mais não"

O Ministro da saúde Luis Filipe Pereira informou os portugueses que os serviços de saúde privados vãp passar a funcionar da mesma forma que o serviço público de saúde. Ou o ministro é burro e então deveria ser ministro das finanças, ou é sadomasoquista pois no estado em que está a saúde em portugal, as pessoas tem que recorrer ás clinicas privadas, se aquilo que o ministro prometeu se concretizar, vamos assistir a clinicas privadas com listas de espera de 10 anos.
Eu proponho que troquem apenas de funcionamento, ou seja, os hospitais públicos passam a funcionar como os privados, enquanto que os privados passam a funcionar como as instituições públicas de saúde, recorrendo ao factor C (cunha) mesmo sendo a pagar.
Que giro que era o Bill Gates estar disposto a pagar dois milhões de contos por uma simples cirurgia numa clinica privada portuguesa, e ser-lhe recusado porque ele não conhece ninguem da administração da empresa. No final do ano vamos todos fazer tchim, tchim á saúde de todos pois alguem vai precisar.

3.12.03

O Entroncamento do outro lado do Atlântico

Na passada semana um grupo de funcionários de uma empresa de correios americana foi surpreendido por uma encomenda que se movimentava sozinha e que horas depois foi comida pelo elemento transportado. Imaginem que um corcodilo de metro e meio vos chegava a casa pelo correio......pois enganem-se aqueles que pensam que, a pessoa que enviou o animal vai ser punida por uma qualquer "lei de merda americana", por enviar pelo correio este tipo de encomendas. Segundo o que apuramos e por incrivél que pareça, a lei "fucking" americana só permite o transporte deste tipo de encomendas até meio metro de comprimento.
Coitada da alegada senhora de idade que por não interpretar bem a lei vai deixar de enviar corcodilos á sua amiga Suelli, que tão bem fabrica pantufas de corcodilo, para ocupar o tempo livre.

PS: Em breve iremos abordar o tema "transporte de gajas boas ilegais até 55kg"