14.1.05

Sexo durante uma hora: será que conseguem?

Está aí a terceira temporada da série de televisão “24”, original da americana Fox e que tem passado na 2: Será a 24.3? Na América vai na 24.4! Será que é para continuar muito mais tempo? Poderemos vir a ter uma 24.137?
Provavelmente, não! Isto porque tenho informações de fonte confidencial que não posso divulgar para não me trair a mim próprio, que a série poderá no futuro vir a alargar-se e assim passar a chamar-se 48! Ou mesmo 72. Ou 96, ou mesmo 120!
Afinal de contas, ao todo, já vai para o episódio 96, passaram cerca de seis anos desde o primeiro dia e Jack Bauer, do que vimos, tem tido uns dias de merda. De tal forma, que o homem não tem tido tempo nem para ir à casa de banho ou como notaram os sindicatos norte-americanos, tempo para comer com calma! Pelo menos uma hora de almoço a que tem direito!
Foi por isso que na quarta temporada, Bauer passa um episódio no KFC e metade de outro a passear na Internet e a outra metade na casa de banho — coisa que também já tinha direito! É claro que houve logo quem dissesse que os guionistas estavam a ficar preguiçosos… Más línguas, porque segundo outros, isto é um passo à frente na arte da televisão. Proponho que na quinta série, Bauer que é um homem de coragem como já se viu, passe um episódio inteiro só a dar uma queca. E então vamos ver a América invejosa a explodir de indignação. Será que têm tomates? Pelo menos durante uma hora…

Uma grande nação

Os americanos estão a ficar moles! Andam para aí a dizer que o Bush isto, o Bush aquilo… O Tom Zé é que tem razão, o homem é um embuste. Que é muito mau e muito ruim e cowboy e faz a guerra e coisas que tais: é um cordeirinho, tóininho.

Uma das coisas que sempre pensei acerca da guerra no Iraque era que, a desculpa era muito boa! A ideia de dizer que o Iraque tinha armas de destruição massiva era muito boa. E agora que finalmente desistiram de encontrar as famigeradas armas, repito: os americanos estão a ficar moles e Bush é um cordeirinho! Isto porque, nos velhos tempos da América forte, teriam encontrado no Iraque armas de destruição maciças que chegavam para matar dez vezes toda a população mundial e outras coisas tão estranhas que daria para acusar Saddam de acontecimentos futuros durante pelo menos dez anos. Sempre pensei que Bush tivesse a decência de pelo menos lá colocar uns vestígios fortes de armas destruidoras, para não ter dois problemas num: por um lado fez uma guerra, já é um problema, por outro não conseguiu provar as desculpas que deu para a fazer!
Honra lhe seja feita, conseguiu pôr a América a ganhar guerras, coisa que no passado não acontecia. Mas é claro que agora estão a aprender como se faz depois de ganhar uma guerra. E claro, estão a sair-se mal. Mas com o tempo vão lá. Mais uns séculos e a América ainda vai ser uma grande nação!

13.1.05

Actualidades de reis

Perguntava uma mulher, por causa de um restaurante oriental na
Africa do Sul chamado Tsunami Food Emporium, aos donos do mesmo: “Você viu alguém abrir uma Churrasqueira Onze de Setembro?!”.

Não! Mas sei de um restaurante em Berlim só para anoréticos e bulímicos! Segundo parece servem meias porções (do género da cozinha francesa, mas metade disso) e há pratos chamados “Fome de Lobo” , que mais não é que lombo de cordeiro. Cheira-se o lombo ao cordeiro e passa-se a fome do lobo. Há também “Alma” que é “capuccino com bolachas” (!), dizem eles, mas deve ser como a palavra indica — algo que parece que existe, mas nunca se viu bem. Suponho que deve haver também Guisado de Coisa Nenhuma acompanhado com Pequenos Nadas e servido ao ar, para além dos famosos Cozidos de São Gregório para os mais bulímicos!...

Francamente um dos problemas maiores que enfrentamos nos dias de hoje, não é o excesso de liberdade, a ausência de valores, a deficiente educação, a criminalidade, etc. etc. O maior problema é, e sempre foi, a doença mental. O que é preocupante, de tal forma, que ela é causadora de 58 mil mortes por suicidio na União Europeia. Mais que acidentes de viação. Normalmente, é a depressão a causadora. A não ser que queiram liberalizar o suicídio tornando-o uma opção de vida!?... Mas suponho que ainda não chegámos aí. Por outro lado, no que toca ao suicídio as mulheres ganham em esperteza aos homens. É verdade! Apesar de serem elas que mais tentam pôr fim à vida, são os homens que acabam a morrer em maior número por serem mais eficazes!...

A doença mental não dá só para o suicídio como sabemos. Também dá para ir para a política! A pré-campanha está a ir bem. As listas já estão feitas. Os programas estão quase. E espera-se que logo depois das eleições os partidos anunciem o que estariam dispostos a fazer se tivessem sido eleitos. Excepção feita para o partido mais votado que irá lamentar-se do que poderia fazer se pudesse!

Entretanto Santana Lopes diz que, com outra legitimidade, tudo será diferente. No fundo, explicando que uma asneira com legitimação é muito melhor que uma asneira sem legitimação. Tem lógica... Sobretudo contra ventos e marés, como os descobridores portugueses. Só que sem rumo, porque Sócrates é que tem o rumo.

Mas suponho que Sócrates queria dizer Cuba Libre. Ou seja Rumo com Cola. E continua preocupadíssimo com o ambiente. De tal forma que não perdeu o hábito adquirido no Ministério do Ambiente e continua a aplicar os três R’s, sobretudo reciclando. E assim tem andado a reciclar o guterrismo.

Temos acima de tudo de ter orgulho na nossa capacidade de lidar com a água! Vêm aí as Auto-estradas da Água. Já tinhamos auto-estradas de betão do tempo do Cavaco com o dinheiro da UE, depois houve o advento das Auto-estradas da Informação no tempo de Guterres e agora em plena época Barrosista-Portista-Santanista chegámos às auto-estradas da água. Tem lógica! Segundo parece vão ser três a quatro vezes mais extensas que as de betão. Muito bem! Não me admiraria que no futuro possamos falar das Auto-estradas da Estupidez... Até porque como sabemos, a estupidez humana não tem limites...

Entretanto e por falar em humanos: Portugal tem humanos! É verdade. Não só tivemos uma resposta fantástica ao apelo de solidariedade para com as vítimas do Tsunami, como temos comprado o álbum do Variações que, coitado, é melhor tratado agora do que quando era vivo. Mas é o preço a pagar por nascer fora de tempo e de sítio. Mas não me parece mal, nem que ele se chateasse muito com isso.

Finalmente, uma boa noticia para a paz mas que é uma má noticia para os ursos. Sim, porque a vida de um urso não é fácil. Isto é, não é fácil hoje em dia! Apesar de tudo o urso é conhecido por fazer o menos possível. De tal forma que no Inverno, quando é difícil sobreviver, hiberna. O problema é que ele regula-se pela temperatura, que nós humanos temos alterado. Por causa disso, os ursos russos estão prestes a ficarem fulos. É que a temperatura na Rússia está nuns amenos sete graus e os pobres ursos acordaram do seu sono. Só que vão descobrir em breve, quando a temperatura voltar a descer, que acordaram cedo de mais. Pior está o urso do Zoo de Moscovo que ainda não conseguiu pregar olho este Inverno. Um mau Inverno para os ursos. Longe vai o tempo em que o Inverno era General, e com os seus 40 graus negativos derrotava os inimigos da Rússia, como o poderoso exército de Hitler ou de Napoleão. Não se aconselha no entanto, nenhuma invasão ao país dos czares, porque segundo parece há um bando de ursos à solta e muito, muito chateados!
(Ursos, Russos, Rússia, Úrsia... hum...)

Circula por aí...

Revistas Femininas do Tempo dos Nossos Avós...
Frases retiradas de revistas femininas da década de 50 e 60:

Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas. (Jornal das Moças,1957)

Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afecto. (Revista Claudia, 1962)

A desarrumação numa casa-de-banho desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa. (Jornal das Moças, 1965)

A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos. (Jornal das Moças, 1959)

Se o seu marido fuma, não arranje zanga pelo simples facto de cair cinzas nos tapetes. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa. (Jornal das Moças, 1957)

 A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar a uma mulher que não tenha resistido a experiências pré-núpciais, mostrando que era perfeita e única, exactamente como ele a idealizara. (Revista Claudia, 1962)

Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida, 1954)

... noivado longo é um perigo. (Revista Querida, 1953)

 É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido. (Jornal das Moças, 1957)

LUGAR DA MULHER É NO LAR. O TRABALHO FORA DE CASA MASCULINIZA. (Revista Querida, 1955)

10.1.05

Querido diário,

Já não falta muito para o Carnaval. Agora que as festas acabaram, esperemos que o Entrudo seja mais animado.
Estou a pensar mascarar-me de um personagem engraçado e que faça rir, mas ainda não me decidi. Já pensei em mascarar-me daquele senhor simpático que é primeiro-ministro e que se demitiu depois de ser demitido e que continua a não acertar uma. Mas o gel faz-me mal ao cabelo. Também pensei em mascarar-me daquele outro senhor simpático que demitiu o outro e que é presidente e que até dizem que está a ficar ché-ché. Mas acho que não é uma boa hipótese porque não sei como é que me hei-de comportar a fazer dele. E se fosse de economista: punha um ar muito preocupado, estava sempre a dizer que isto está muito mal com uma cara muito séria… Hum? Não! Também podia mascarar-me daquele senhor… ou… não sei bem, acho que é um senhor e que ganhou um concurso a fazer de senhora. Não percebi bem, por isso é melhor não me mascarar dele. Outra hipótese era ir de férias para São Tomé e Príncipe mas não tenho dinheiro para alugar aviões. Por isso vou ter mesmo que passar cá o Carnaval. Portanto deixa ver… Já sei podia mascarar-me de Herman José! Mas não, não tem piada nenhuma… Hum?... Já sei! Vou chegar atrasado e mascarar-me de Liedson! Talvez não… Ainda era atacado por benfiquistas em fúria tiffosi! Então… Não me resta outra hipótese. Vou mascarar-me de português, pego no meu cartão de eleitor e vou fazer figura de parvo para as eleições! Boa ideia!
Ou não!

É preciso descobrir!

Roubámos o país à mãe, ao espanhóis e aos mouros. Depois fomos roubar os mouros em Marrocos e os africanos por ali abaixo. Roubámos o comércio do Oriente e o próprio Oriente. Depois roubámos o Brasil ao espanhóis e roubámos o ouro ao Brasil. Continuamos a roubar as colónias e roubámo-nos as mesmas colónias a nós mesmos. Depois fomos roubar a CEE e depois a União Europeia. Agora acabou! Não há mais onde roubar, começa tudo a ralhar sem razão e pior que isso: dizem que agora temos de trabalhar. Meus amigos portugueses! Vamos pôr a questão como ela se deve pôr! Somos uma nação de gente empreendedora, de gente com força, com ideias que deu mundos ao mundo! Era só o que faltava, que agora ao fim destes séculos todos venham uns empertigados europeus dizer que temos de trabalhar: trabalhem eles! O que nós temos todos obrigação de fazer, é descobrir onde ou quem raio nos vai sustentar agora! E não acredito que ninguém encontre uma solução. Já lá vão quase nove séculos e sempre encontrámos uma solução. Não me venham agora dizer que não se lembram de nada! Eu não me lembro assim de nada, agora… Mas dez milhões de cabeças pensam melhor que uma! Ou não?!

8.1.05

Inside trading

Meus ricos, a moda para a Primavera-Verão já aí está e vocês todos e todas, ou todes, não a devem perder por nada deste mundo… Ou deveria eu dizer, "num devereis perdeêr por nade deste muhundo!" É verdade, a moda para a próxima estação vem directamente do Mercado do Bulhão. Quem diria?! De lá saltou a nova estrela nacional que nos vai dirigir na moda assim que o tempo adornar: José Castelo Branco, primeiro descoberto naquele mercado da cidade "inbicta", acordou para o país ainda em pleno Inverno, para poder ditar todas as modas assim que chegar a estação dos namorados.
Saudações de moda deste Vosso criado e guru fashion, Coisinho Barraca-Chique...

Festim das poses

Na extensa planície africana, a experiência da vida é muito dolorosa e cruel e, as pobres zebras, apenas podem correr na esperança de não serem elas a acabar na boca dos rudes felinos. Mas, é quando os leões saciados se afastam que começa o festim das poses. É então que aparecem empertigados os mais temíveis inimigos. Abutres e corvos, de diversas espécies irmãs digladiam-se freneticamente em cima e ao redor das carcaças para ver quem vai rapar mais ossos. E assim, estão quase prontas as listas dos dois principais partidos da politica nacional, onde para sobreviver a manada tem que deixar alguns dos seus para trás. Mas a vida continua, na planície africana e é ali que mais valor a vida tem!

Não sei o que ela andou a fazer no cabo porque eu não vi que não tenho cabo!

A Anabela é meio parva, admitamos. Outro dia estava a ver o Jornal 2: e o Vasco Matos Trigo estava rouco a falar. Mas tão rouco, que até a mim me custava que ele falasse. O homem lá se aguentou, coitado, até ao final e na despedida lamentou-se e lançou um apelo à esperança — que no dia a seguir estivesse melhor. Mas não. No dia seguinte estava na mesma. E a Alberta Marques Fernandes estava-se a cagar. Lembrei-me então, que uns dias antes, tinha visto a Anabela Mota Ribeiro a fazer o mesmo no final do Magazine — desejou-se a si própria que no outro dia estivesse melhor. Mas a minha surpresa foi enorme porque eu não lhe notei nada. Nada de anormal. Para mim ela estava normal! Há três hipóteses:

a) Ou ela normal não é muito diferente de constipada, e agora que penso nisso, ela é um pouco esquisita a falar;
b) Ou ela é tão egocêntrica que uma ligeira constipação que não se nota é motivo para chamar a atenção para si… sobretudo porque podia ter passado despercebida e ela precisava que as velhas preocupadas rezassem por ela, porque isso ajuda às melhoras;
c) Ou então ela espirrou no inicio do programa e eu não vi, porque não vi tudo de início.

Por um lado sou levado a optar por esta ultima ideia. E isso remete-me para a ideia de que o Carlinhos podia ser malandro mas era bom. E este espaço com a saída dele nunca mais foi o mesmo. Tem coisas novas é certa, mas a Anabela é parva.
Por outro lado, opto pela solução do meio que é onde está a virtude!
Saudações Culturais

Bem feita!

Um dos melhores anúncios actualmente na televisão, há que dizê-lo, não é o anúncio do Johnny Walker. Porque já não está a passar. O melhor agora é mesmo o do Quem Quer Ser Milionário. Uma coisa extraordinária! Trata-se do novo jogo do 24 Horas, um jogo de tabuleiro, pois claro, a ser distribuído pelo jornal. O anúncio é fantástico e é daquelas peças de televisão onde tudo bate certo. Desde o narrador até à simulação de pergunta tudo foi pensado ao mínimo pormenor. Repare-se que as respostas, difíceis de captar à primeira devido à dinâmica do anúncio, são:
a) Tonto b) Alienado
c) Acéfalo d) Distraído
Reparem que são todas respostas válidas! Isto significa que o jogo é fácil e as pessoas devem comprar. Comprar… Tontos… Toca a comprar… Alienados… Vá lá a comprar… Acéfalos… Está lá a resposta… Distraído… Já está! Comprado!
Mas até vou mais longe! Este é um exemplo claro de um anúncio onde se notou um esforço enorme para conseguir o anúncio mais estúpido alguma vez feito em Portugal. Esforçaram-se e conseguiram. Os meu parabéns que eu sou a favor de coisas bem conseguidas!

5.1.05

Ai o catorze!

Eu sabia que o Bono era meio burrito, coitado. Mas a este ponto?! "Uno, Dos, Tres... Catorce" Mas que é isto?! Alguém para o ensinar a contar, por favor... Em castelhano, claro!

Ex-votos!

Andam para aí a perguntar: “Quais são os seus votos para 2005?”. Mas que é isto? Então o voto não é secreto? Ninguém tem nada que dizer que votos tem para 2005. Mas eu, que sempre votei igual, digo: os meus votos para 2005 são como sempre, em branco, sem ir à cabine de voto! Acho que assim, isto quer dizer, que não desejo nada de especial para 2005. Isto é, o que for será. Como o que quero é quase impossível, prefiro ter o que for, a escolher entre o menos mal! E tenho-me dado bem. O povo é sereno e vota sempre bem. Até agora sempre votou em quem foi eleito... Acham isto parvo? Vejam lá a América...

RQP - O Raio Que os Parta!

A campanha já começou e eu já estou chateado. Começa a enervar-me aquela coisa do “portugueses e portuguesas...” Isto chateia-me! Mas porquê? Porque raio hão-de eles dizerem sempre “portugueses e portuguesas”, mas que merda é esta? Quando isto começou há uns anos, ainda pensei que era uma paneleirice passageira. Mas não. Pegou-se, e quase toda a gente que é candidato a candidato diz isto. É uma coisa mais ridicula que conheço no vocabulário político nacional. E eu, como português sinto-me insultado com isto. E daqui reivindico que se querem dizer essas paneleirices então façam-no como deve ser. Se “portugueses” não serve para as mulheres, também não serve para os homens! Por isso quero ser chamado de “portugueso”. Digam portanto, “portuguesos e portuguesas”, ou então calem-se para sempre...

Tsunami Boy

Tsunami Roy, é um indiano que nasceu no meio e por causa da catástrofe. Os pais decidiram por isso dar-lhe este nome extraordinário. Mas já se sabe que o rapaz não vai gostar. É que Tsunami na Indía é nome de mulher!! Não percebo porque há-de ser feminino o nome de uma coisa que fode tudo! Só se na Indía as mulheres estão mais à frente... ou os homens mais atrás!... Não sei... Mas também não me interessa muito, diga-se de passagem...

Ingratidão, ingratidão...

Estou ainda a recuperar da passagem de ano. Não que tenha abusado, que abusei, mas porque passei o fim de 2004 preocupado e entrei em 2005 ainda mais preocupado. Para começar foi o tsunami, mas muito pior que isso foi o saber que havia gente que não ia receber o subsidio de desemprego e as pensões ainda antes do fim do ano. Mas lá receberam alguns e fiquei mais descansado. Mas ainda não foi por isto que estava muito preocupado. Compreendo agora a minha mãe que se queixa sempre que eu não dou noticias porque fica preocupada. Agora compreendo o que ela passa. Estava mesmo preocupado com o paradeiro incerto do Liedson! É um ingrato, vai-se embora e não dá noticias, não diz nada...

29.12.04

Actualidades de fim-de-ano

Gosto da forma como a comunicaçãoo social e a comunidade científica coloca a questão da possibilidade de um asteróide vir a colidir com a terra: Asteróide pode colidir com o planeta Terra em 2029. Ou não.

Os ucranianos (abreviatura de ultra-traumatismos cranianos) continuam de volta das eleições já que o outro Victor, também envenenado, decidiu agora contestar as eleições. Aí vão eles para a quarta volta, quarta rodada, agora paga o Victor! Ou não...

Quem não tem problemas com eleições é Cuba. E assim têm mais tempo para fazer o absolutamente nada. Tanto mais que Fidel, com a ajuda dos canadianos, decidiu presentear-se a ele e à ilha com umas jazidas de petróleo! Mas também têm níquel. O que já deve dar para mais 50 anos de embargo, pelo menos. Os Estados Unidos, coitados devem sentir-se cada vez mais isolados no continente. Por isso é que eles andam no médio oriente a recrutar muçulmanos que depois colocam em Guantanamo para mediar relações com os cubanos. Mas a coisa não está a resultar...

O que também não resulta para os americanos é o Natal nos hospitais. Um estudo indica que morrem mais americanos no Natal e passagem de ano do que no resto do ano, mesmo retirando as mortes relacionadas com a altura do ano, como sejam os acidentes. O que se passa é que por um lado as pessoas levam mais tempo a ir ao hospital nesta altura (preferem ficar na festa) e por outro lado os cuidados prestados nos hospitais nesta altura são menos eficientes que noutras alturas do ano. Médicos e enfermeiros já contestaram, dizem que é tudo mentira, as pessoas é que morrem sozinhas, eles não têm nada a ver com o assunto!

Nós por outro lado andamos a morrer menos. Este ano, depois do Natal, ainda só tinham morrido 1112 pessoas de acidentes de viação. Menos 235 que no ano anterior. O que é bom. Lanço daqui um apelo a todos, no sentido de tentarmos para o ano só morrer 876! Sei que é ousado, mas organizem-se lá de maneira a que só 876 quinem! Ok?

Em Portugal fartamo-nos de queixar que somos do pior e tudo e tudo e tudo, mas também não é bem assim. Sei que não depende só de nós, mas a verdade é que ainda vivemos muito bem. Basta ver que tivemos um sismo há pouco tempo e eu nem senti nada. No oriente eles também tiveram um sismo... A diferença é que 60000 nunca mais vão sentir nada...

O que acho mais extraordinário é que cada vez que há um sismo em qualquer lado, cá ou no estrangeiro, vem alguém alertar para o facto de Lisboa não estar preparada para um sismo como o de 1755. Pois... Não está, não. Aliás, não estava preparada em 1755 e desde 1756 que todos os anos podemos observar que continua a não estar. A sorte mesmo é que os sismos que temos tido estão preparados para Lisboa. Enquanto for assim, ‘tá tudo bem. Também era chato ficarmos preparados e logo de seguida termos um sismo como o do oriente!... Talvez morressem menos pessoas... P’rái 876 a menos... Não sei!

Atenção pessoal, e em especial para o Coisa: a Kylie Minogue fez um concerto especial de Natal, privado, para um grupo de empresários russos, onde supostamente estava o Abramovich, por apenas um milhão de euros. Em Julho passado a cantora fez um casamento por apenas 300 mil euros... Suponho que também fará baptizados e aniversários e, quem sabe, despedidas de solteiro! Não a consigo tirar da cabeça...

Sempre gostei de Pampilhosa!

Dizem que a grande questão para as próximas eleições, no fundo, é: Santana Lopes — confia neste homem para primeiro-ministro de Portugal? Eu acho mal. Não se devem colocar as coisas assim. Porque as pessoas podem utilizar o mesmo critério, por analogia, para os outros candidatos e chegar á conclusão que não querem eleições. Por acaso não me importava de manter o governo de gestão: contratavam-se gestores competentes para o governo, o presidente fazia de administrador e se eles se portassem mal, demitia-os. Que é o que ele sabe fazer bem. Os políticos podiam ficar na Assembleia a falar para as paredes do palácio que são muito bonitas. Mas como istoo não vai acontecer, cá ficamos à espera do Carnaval!

Um Grande Ano de 2005 para todos!

27.12.04

Três dedinhos apenas...

Este período entre o Natal e a passagem de ano é como o espaço que há entre o ânus e a vagina de uma mulher. Antes de mais é um período que não serve para nada mas está entre duas datas importantes. E não é que o Natal seja um bocado pó cú e a passagem de ano uma festa. Não. Pode-se ver a coisa de outra forma. O Natal verdadeiramente é um bocado enconado, enquanto as passagens de anos… são mais interessantes…

24.12.04

Se o velhote vier à minha chaminé ligo o exaustor!

Estou farto do Pai Natal. Para um gajo que não existe, dá muito nas vistas! Está em todo o lado, só se fala nele, há manifestações de Pais Natal, as “maaairoes do muuundo” e para além disso nós é que temos que acabar por fazer o trabalho dele. A porra é essa. O gajo tem um ano inteiro só para pensar nisso… Supostamente, se existisse. Mas como “é pá boca”, quem tem que fazer isso somos nós com um só subsidio de Natal e com menos de um mês. O que para mim é pouco. Eu, para conseguir comprar todas as prendas de natal para a minha família e amigos precisava de pelo menos três subsídios de natal e seis meses. Mas seis meses em exclusivo! E até entregava as prendas pela chaminé! …Bem, nem tanto…

Ainda por cima o fulano é estrangeiro e vive no norte do planeta. Não acredito que saiba falar e ler português e de certeza que não sabe o que quer dizer “gaja perdida de boa” que é o que tenho pedido vai para dez anos e nada. Assim, por tudo isto, tenho uma proposta eminentemente nacional a fazer. Afinal de contas se o Pai Natal não existe, não trabalha e todos acreditam nele, tem o perfil ideal para ser português! Por isso proponho a nacionalização do Pai Natal! É muito simples. Pode continuar a morar na neve. Arranja-se uma casita na Serra da Estrela. Troca o gorro por um barrete ribatejano, troca aquela vestimenta vermelha meio apalhaçada por uma boa capa alentejana e pode até manter as barbas, mas não tão brancas! Convém que tenham um pouco de sebo de forma a ficarem meio acastanhadas. Arranja-se ainda uma carroça para substituir o trenó, e em vez de renas, dois burros (machos!) chegam muito bem. De carroça pode andar por todo o lado mesmo sem neve. Aprende português e pode fazer o que o outro faz — nada. Para além de muitas vantagens, as cartas que eu mando todos os anos ficavam-me mais baratas e pelo menos eram lidas por alguém!

Seja como for, um Grande Natal para todos!

22.12.04

Não percebi. Podem explicar melhor?

O Governo publicou nos principais jornais nacionais um encarte sobre o Orçamento de Estado para 2005, para explicar à população o que é o orçamento e como se vai gastar o dinheiro de todos nós. A oposição disse que se trata de propaganda. Até porque a revista a cores que foi distribuida custou ao estado 100 mil euros, o que não parece ser um preço “moderado” como anunciado antes pelo governo.
Lembro-me da história/anedota dos discursos de Fidel Castro. Um estrangeiro, de visita a Cuba, acompanhava alguns amigos cubanos num discurso de Fidel. Lá pela sexta hora de discurso, o estrangeiro perguntou em tom de censura como era possível aquilo. E os cubanos responderam-lhe: na tua terra, a vida é boa, os politicos são breves e mesmo quando falam tu não sabes nada do que se está a passar; aqui o Fidel fala muito, a vida é dificil, mas ele explica-nos tudo tim-tim por tim-tim!

Uma mensagem de Natal

Então Zé pareces preocupado! Aliás, tu não pareces preocupado, pareces desgraçado. Bem visto, estás com uma cara de meter medo! Mas que se passa contigo? E o Zé explicou-me. Anda aflito com umas contas! Porque o Zé deixa tudo para a última da hora como bom português, em vez de poupar durante o ano, para pagar as contas de fim de ano, quando chega a esta altura anda aflito. Parece que lhe faltam 740 milhões de euros para equilibrar as contas. Se o Zé fosse um clube de futebol, não tinha que se preocupar, que esses nunca pagam as contas e costumam andar tão desiquilibrados de contas como de resultados desportivos. Mas o Zé tem que pagar. Ou não.

Há quatro anos o Zé equilibrou as contas vendendo o nada que permite os telemoveis de terceira geração comunicar. Mas isto das gerações leva muito tempo e ninguém quer comprar licenças de quarta geração.
Há três anos o Zé cagou no assunto, não equilibrou as contas e anunciou o pantâno.
Há dois anos passou-se. Utilizou o perdão (fiscal) para convencer os caloteiros a pagar-lhe o que lhe deviam, pôs portagens na CREL e vendeu os cabos que permitem os telefones fixos comunicarem. Andou maluco mas conseguiu.
O ano passado rebentou com as contas e para poder equilibrar teve que fazer de equilibrista: titularizou créditos, absorveu fundos de pensões, ainda ganhou com o perdão do ano anterior e foi buscar receitas ao ano seguinte (este!). Conseguiu.
Este ano... Bem, este ano, ‘tá fodido!

Se quiserem ver o Zé ele está juntamente com o Bagão Félix à porta do Ministério das Finanças a pedir esmola para equilibrar o défice público. É Natal e é uma causa justa, vamos todos lá dar uma esmolazita caridosa. Eu só não vou lá porque, para esse peditório já dei. Desculpem lá...