5.6.06

Toda a gente anda a tentar alguma coisa X

O Governo anda a tentar fechar as maternidades, mas os problemas não param de nascer.

3.6.06

(Também) Sobre o tamanho

“Mais vale uma mini fresca, que uma XL mole”

1.6.06

Da cozinha


Segundo um estudo recente, os homens estão a tornar-se mais femininos. O que não se aplica a Cláudio Ramos que só pode ficar mais masculino. É verdade que até fez um filho e tudo, mas fora isso, não tem feito muitos mais progressos. Já Castelo Branco é o “benchmark” para a possibilidade teórica de um homem no feminino.
Um dos argumentos do estudo era a entrada dos homens em terrenos anteriormente femininos, como é o caso da cozinha. O que não admira, já que, com os hábitos modernos de relações em “outsorcing”, os homens a viver sozinhos tiveram que aprender a mexer-se em terrenos anteriormente da mulher.
Vivi sozinho durante algum tempo e aprendi algumas coisas interessantes. Um homem na cozinha, não deixa de ser um homem: o meu problema é a loiça. É que a minha loiça não gosta de mim. Detesta-me. Não me pode ver nem coberto de sonasol. É a única explicação para ela se juntar toda, toda suja, no lava-loiça. Estou convencido que a culpa é das tupperwares. As tupperwares são arqui-inimigas dos homens. Desde há muito, eram o “leitmotiv” de reuniões privadas de mulheres, em acções nítidas de conspiração contra o género masculino. As tupperwares são o prinicpal obstáculo à conquista moderna da cozinha pelos homens. Por alguma razão, todas as namoradas que tive deixaram uma tupperware em minha casa. É como uma espécie de marca territorial/maldição eterna. E são elas que organizam estas manifestações de loiça suja que fica ali durante dias, semanas… Ok! Eu confesso, não gosto de lavar loiça…
Mas também só chego a lavar a loiça quando os meus vizinhos se chateiam e aquilo começa a fazer muito barulho. É que vocês não fazem ideia o que são as rãs na época do cio. Depois já sei, tenho de lavar a loiça. Então lá me preparo: isolo o perímetro, coloco um fato com luvas, um colete reflector (dos homologados) e uma máscara. Pego em dois bidões de desinfectante e passo um dia inteiro a tornar de novo habitável toda a cozinha. E eis-me a chamar os amigos: é hora de petisco!
Neste ritmo, é claro levei alguns meses para aprender a cozinhar, mas aprendi outras coisas… Apesar de darem algum jeito para lavar a loiça (embora rápidas são muito aldrabonas), aprendi que o lugar das mulheres não é definitivamente, na cozinha. Até porque hoje em dia, meus amigos, elas já não sabem cozinhar! De facto, eu cozinho muito melhor que as elas. Pelo menos, melhor que as mulheres de agora. Porque já não há mulheres como antigamente. (Quer dizer, haver há, só que estão velhas…)
Por isso, acho mal os homens que deixam a cozinha para as mulheres e se sentam na sala a ver televisão e a beber cerveja. Desde logo, porque a cerveja fresca, está na cozinha!
Por isso meus amigos deixem sair as vossas mulheres da cozinha. Deixem-nas ir à sala… Levem-nas à rua… sei lá, para fazer as necessidades, que elas estão sempre aflitas quando saem à rua… Às vezes fico com a ideia que vocês passeiam mais os vossos cães que as vossas mulheres e isso pode não fazer sentido…
Ou então vão vocês ter com elas à cozinha…

31.5.06

Toda a gente anda a tentar alguma coisa IX

Há pessoas que andam sempre a tentar outras pessoas... As mulheres, por exemplo, andam sempre a tentar encontrar a sua alma gémea. Já os homens andam sempre a tentar engatar duas gémeas.

29.5.06

Toda a gente anda a tentar alguma coisa VIII

Os Sub-21 andaram a tentar jogar futebol (directo), mas a única coisa que conseguiram foi mandar o alemães (directamente) para casa. Já os portugueses sentiram-se em casa...

26.5.06

A Redacção – (semente preversa)


O jornalista, coitado, na sua secretária descansadinho (que na rua gasta-se muito dinheiro, diz o patrão), com uma mão no teclado e outra no livro, … não seguramente, o código deontológico… mais provavelmente, o dicionário para principiantes… não o de português, essa língua morta, mas sim o de espanhol que se fala na estância de neve das férias de sonho de Inverno … vai daí, telefona a senhora da agência.
É sempre uma senhora que telefona para o jornalista… às vezes é um senhor para a jornalista… Pensando bem também há senhores para alguns deles… E o que é que o jornalista faz? Diz que não está. Lá está aquela chata a impingir outra irrelevância qualquer pela milionésima octogésima vez. (Gosto da palavra octogésima… é agressiva…) Mas a senhora não é de modas, depois de 24 tentativas só na parte da manhã — o que para a maioria dos jornalistas significa cerca de 43 minutos; depois chega a hora de almoço — finalmente consegue chegar à fala com o entediado jornalista. Ela de espírito alegre e primaveril, mais não quer, que confirmar se o seu email chegou bem. Sim, porque isto dos emails é complicado, há sempre problemas de envio e recepção (raio do departamento de informática, que são uns “nerds” e só servem para "arranjar" DVDs e iPods piratas…). Por isso, e apesar de ter recebido o recibo de entrega e o de leitura, ela achou que o melhor era confirmar! Confirmado! Leu? Claro que li! E então vem? Vou onde? Ah seu despassarado, então já não se lembra do email… vou-lhe lembrar: estamos a pensar apresentar os nossos resultados numa conferência de imprensa e queríamos saber se vai estar presente.
Se vou estar presente?… (Esta gaja pela voz deve ser podre de boa… para além que elas para trabalharem em agências de comunicação ou são muita boas ou são muita boas, pode ser que esta seja das como o milho!) Sim em principio vou se não houver aqui muito trabalho… Ah mas fazíamos gosto que viesse e gostaria muito de o conhecer em pessoa… já que falamos tantas vezes e ainda não nos conhecemos… (Falo eu, muitas vezes, mais com a telefonista, que com este bandalho que para ser jornalista e não estar na televisão deve ser feio que nem um corisco…)
Pronto, pronto eu vou tentar ir. É o melhor que lhe posso fazer. Já agora isso é quando e onde que afinal acho que apaguei o email sem querer. Ah não se preocupe que isso passa a vida a acontecer-me, emails e discos rígidos, apago tudo. Eu sou um caso raro de capacidade para apagar discos. Pelo menos é o que dizem aqui os simpáticos da informática. Limpo-os a todos! Aos discos, claro. Mas eu vou-lhe falar da nossa pequena e singela reunião: é durante uma semana na estância de neve da moda, o local ideal para apresentarmos os nossos resultados que estão quentes este ano… e onde o frio aproxima as pessoas e as lareiras das suites aquecem os corações e as almas… Que me diz?...
Estou? Está aí? Sim, sim, estou, desculpe mas caíram-me os livros ao chão. Na neve diz você?! Não sei se o meu jornal me paga a viagem… Não se preocupe, não queremos que um pequeno problema financeiro — nós sabemos como é difícil libertar verbas (acho que devia haver liberdade para a verbas… coitadinhas…) — o impeça de fazer o seu trabalho! E afinal de contas (pequenas que este até é barato) você é nosso convidado, por isso nós tratamos de tudo!
Muito bem, digo-lhe mais, sendo assim, vou aqui mudar a minha agenda e vou estar presente. Pode contar comigo… Mas sabe, lembrei-me agora, tenho um problema… Diga, diga… É que não tenho fato de neve! Não se preocupe! Não? Tomei as previdências necessárias e está um estafeta na recepção da sua redacção a entregar um fato patrocinado por nós numa oferta da nossa subsidiária. Que lhe parece? Parece-me bem… Esta cor até me fica bem… (Qualquer cor me fica bem...) Muito bem pensado, sim senhor… Mas sabe?... Sendo assim vai ter que me ajudar. Estou à sua disposição. Eu sei que isto não é muito ético, mas afinal já nos conhecemos há muito tempo e já temos até uma certa intimidade… você depois ajuda-me… a aprender… a esquiar! Não se preocupe, já lhe disse. Só tem que vir. Você já está inscrito na aula para principiantes. Afinal de contas, as contas que lhe vamos apresentar só duram meia hora e a estadia é de uma semana, vai voltar a esquiar e com um bronze de fazer inveja ao seu colega do arquivo.
— Oh menino! Onde é que está a breve que eu lhe pedi ontem? Pensa que isto é para passar o tempo a falar com as meninas da agência? Vê lá se queres ir estagiar para a Maria na secção das cartas dos leitores!...

25.5.06

A Culpa

A Culpa é como a Lili Caneças: por muitas caras que tenha, anda sempre sozinha.

Diz que a culpa agora, é das agências de comunicação. Malandras! Já as farmacêuticas é a mesma coisa. Sempre a tentar… Como os construtores civis. Eles é que têm a culpa. E os traficantes e os altos dirigentes de futebol. Todos malandros. Os outros são os desgraçadinhos. Falo do Hipócrates, do Deontológico, da Causa Pública, da Honestidade e da PL*!

* Puta da Lei.

24.5.06

Ele há coisas! III

“No jogo dos Sub21, só o cabeleireiro é que fez um bom trabalho.”
(Rui Moreira na RTP N)

23.5.06

Toda a gente anda a tentar alguma coisa VII

HÁ PESSOAS QUE ANDAM A TENTAR DORMIR DESCANSADAS! (Esta é para o meu vizinho de cima caso ele leia blog...)

22.5.06

O sentido e o humor

Em todos os inquéritos as mulheres elegem o "sentido de humor" como a qualidade mais importante num parceiro. Não é difícil perceber porquê: qualquer homem sabe que, assim que se aproxima de uma fêmea ela fica com cara de enjoada e num aparente mau estar profundo. O que, normalmente, significa que ela até foi com a nossa cara. É claro que, é necessário um homem ter sentido de humor para fazer rir aquele ser de trombas que nos olha de lado como se fossemos violadores nojentos prestes a meter-lhes a mão nas mamas enquanto dizemos coisas como: coisinha boa, baixa lá as calcinhas... Mas isto é a imaginação delas a voar porque um homem naquela situação tem tendência para não conseguir sequer pensar, quanto mais deixar voar o pensamento.
Mas o fantástico acerca das mulheres e do sentido de humor dos homens, é que elas, enquanto nossas companheiras, deixam de valorizar o nosso sentido de humor e passam a tentar reprimi-lo. Sobretudo quando nós encontramos humor nas coisas sem sentido que elas dizem muito sérias e preocupadas, normalmente com o intuito de nos levarem a fazer qualquer coisa. Normalmente, qualquer coisa, de que um ser humano com um bocadinho de sentido de humor só pode rir!...

21.5.06

Ele há coisas! II

"Não percebo o que é que os ecologistas tem contra as touradas."
(Paula Bobone na Tv Record)

19.5.06

Ele há coisas! I

“Graças a deus que sou ateu!”
(Carlos Magno na Antena 1)

Coisas do Bush


O Presidente dos Estados Unidos da América, George W. Bush, afirmou estar a pensar construir um muro fronteiriço, entre os EUA e o México, para evitar o fluxo de emigração clandestina oriunda do país vizinho.
O que eu acho engraçado, é que, se a construção do muro avançar, a mão-de-obra utilizada será maioritariamente fornecida por trabalhadores mexicanos ilegais.

Toda a gente anda a tentar alguma coisa VI

Há quem ande a tentar fazer dieta. Mas há uma coisa que eu gostava de dizer aqui: só porque há comida light, isso não quer dizer que as pessoas possam passar o dia a enfardar tudo o que é light, rico em fibra e “bifidohigiénico”. Acreditem: não é por comer muita comida dietética que vocês vão emagrecer mais…

18.5.06

Mal desempregado

"Número de inscritos nos centros de emprego caiu dois por cento em Abril." O que quer dizer que os portugueses já começam a desistir de arranjar emprego.

17.5.06

Toda a gente anda a tentar alguma coisa V

Há quem ande a tentar ficar em forma indo ao ginásio. E para isso preferem ginásios o mais perto possível das suas casas, para não terem que andar muito a pé…

15.5.06

Ena pá! Tanta vaca...


Tenho medo: Lisboa está cheio de vacas! Dir-me-ão: mas isso não é novidade, em Lisboa sempre houve muitas vacas. É verdade. Mas estão todas pintadas e estão por todo o lado: nas ruas, nas praças… Também não é novidade?!… E se eu vos disser que as vacas estão todas decoradas por artistas e famosos? Normal?!… Hum…
MAS ESTAS VACAS SÃO OCAS!
Já sei, não é novidade… Mas elas estão para ali paradas, não dizem nada e olham-nos com um olhar vago!… Eu sei que é sempre assim, mas dizem que estas são arte! Ah também não é novidade? Hoje em dia até as putas são artistas?!... Ok. Mas a verdade é que nunca tinha visto tantos bois a olhar para uma vaca às cores.
Só não percebo uma coisa: se vão inaugurar a Praça do Campo Pequeno porque é que não meteram as vacas lá? Os touros recusaram?!... É um animal com dignidade, isso é verdade…
E depois outra coisa, isto é a gozar com o povo, não é? Em tempo de vacas magras…

... Capricórnio, Aquário, Peixes, Verdade, Carneiro, Leoa ...


Acho mal o que o Manuel Maria fez ao Cunha Vaz e ao Ricardo Costa. Porque acho que o Manuel Maria devia era meter-se com miúdos do tamanho dele…
Só espero que não pegue a moda de pôr em livro acusações que deveriam ser formalizadas em tribunal. Chateia-me pensar que terei de escrever um livro para contar a forma como senhores como o Manuel Maria, que ganha o dinheiro dos contribuintes por estar na Assembleia da República e na Câmara de Lisboa, mas quando é preciso para votar alguma coisa nunca está. O que se percebe. Eu, se fosse casado com a Bárbara, também passava muito tempo em casa a inventar formas de ela estar calada para não ter de a ouvir a falar com o Diniz como quem fala com o Maestro Vitorino!
Quem se anda a habilitar a ajudar o amigo Manuel Maria a calar a Bárbara é o Emídio. O homem agora veio queixar-se que há jornalistas que se “vendem e prostituem na praça pública”. Na praça pública?! Quem faz isso nas praças públicas são as putas. Os jornalistas, esses, vendem-se e prostituem-se em bordeis de luxo. Mas ele sabe-o melhor que ninguém ou não fosse ele o homem que já uma vez disse: “No fundo, eu volto à minha velha e permanente tese: uma estação que tem 50% de "share" vende tudo, até o Presidente da República! Vende aos bocados: um bocado de Presidente da República para aqui, outro bocado para acoli, outro bocado para acolá, vende tudo! Vende sabonetes!”
Falava ele da SIC que agora, Manuel Maria, compara às polícias políticas dos países de Leste por causa do famoso aperto de mão em off. Mas não é preciso ir ao Leste, basta ir à Judiciária portuguesa que já nos deu a perceber que os políticos, (não acredito que só os socialistas) quando pensam que estão em off, estão-se “a cagar” para quase tudo. Desculpam-se que não são de ferro…
Mas concordo com o Manuel Maria quando ele diz que Ricardo Costa mentiu ao dizer que ele é impopular. Cum Carrilho! É claro que o homem é popular! Popularmente patético e publicamente conhecido e invejado por ser o marido da Bárbara.
Mas é o que dá quando um filósofo decide casar com uma bárbara.

11.5.06

Uma coisa que ouvi dizer

Enquanto o meu patrão continuar a fazer de conta que eu ganho muito dinheiro, eu vou continuar a fazer de conta que trabalho muito.

10.5.06

Toda a gente anda a tentar alguma coisa IV

O importante é tentar. Quantas coisas não começam por um: Vamos tentar! Por exemplo os casamentos de hoje em dia. A resposta ao padre já não é “sim, aceito”, agora é: “Bora lá tentar!”
E se não der, não vem mal nenhum ao mundo — tenta-se outra vez: “Portugal, com um crescimento de 89%, é o país da UE-15 onde se verificou o maior aumento da taxa de divórcios entre 1995 e 2004.”
Alguém quer casar comigo?!
Homem sensível, inteligente, com sentido de humor, bom conversador, educado, saudável, humano, pragmático e humilde procura mulher carinhosa, moderna, consequente, com amor próprio, graciosa, sensual, consciente, ambiciosa e tolerante para casamento a termo certo (a combinar). Na cozinha, cozinho eu, no quarto, ela. (preferencial)