18.8.06

Da legítima defesa

Achas que exagerei querida? Não, afinal de contas ele entrou pela nossa casa dentro... Mas, o juiz... Eles ficam sempre aborrecidos quando não conseguem reconhecer os cadáveres.

17.8.06

Da fome

Enquanto ele tirava as cuecas de uma só vez, ela remoía no assunto candidamente e questionava-se: achas que a fome no Mundo alguma vez acabará? No Mundo não sei, meu amor, disse ele, mas aqui em casa está prestes a acabar.

Do trabalho

Sabe, fiquei muito satisfeito quando vim para cá trabalhar e percebi que esta empresa empregava pessoas... “especiais". Achei que era um bom sinal de responsabilidade social, mas desde que você foi promovido a chefe, percebi que era um caso grave de irresponsabilidade total.

Claro que estou satisfeito por trabalhar aqui. Sobretudo, desde que percebi qual é a política da casa. Sinto-me mais à vontade a trabalhar entre pessoas que funcionam como eu. É que antes tinha medo que me despedissem por eu ser desonesto e detestar trabalhar.

Dos eleitos

O povo judeu é de facto o Povo Eleito. Mas também é preciso ver que foram eles que se elegeram.

14.8.06

Sempre Alerta!

Com as tentativas de atentados, tanto o Reino Unido como os Estados Unidos (é tudo gente muito unida), elevaram os seus estados de alerta para o máximo, ou seja Alerta Vermelho. No caso dos EUA, chamam-lhe mesmo Red Alert, que é de resto um estado que eles parecem gostar. Segundo parece é assim que se sentem mais seguros. Já o Reino Unido, como é seu apanágio, encontrou outra forma de classificar os alertas. Por isso chamam-lhe "alerta crítico". Ou também conhecido por "alerta Miguel Sousa Tavares".

Fui por isso tentar perceber as escalas de outros países e fiquei impressionado.
Em França, o alerta máximo é o cor-de-rosa, só aconteceu uma vez na Segunda Guerra Mundial e entregaram-se logo aos alemães. Sobrou porém uma resistência, já que há muitos daltónicos no país.
Em Espanha, não existe escala – estão sempre em alerta máximo pois nunca sabem quando a ETA vai rebentar por aí.
Os russos têm a escala por graus. Vai até aos 88º, que é a graduação máximo do vodka que tomam quando estão nesse estado.
Os alemães têm como alerta máximo o "alerta heil". Quando eles começam a dizer heil uns aos outros, está tudo fodido!
Os chineses, pacientes e milenares, têm o "alerta resolver este século" e em toda a África usam o mesmo alerta, o "alerta branco". Quando é dado, os africanos ficam pálidos e fogem desordenados para qualquer lado.
Os brasileiros têm o "alerta fim do mundo". Nunca foi utilizado e só serve para o eventual caso de não se poder organizar o Carnaval.
Israel tem o "alerta apocalipse now", mas ainda não foi preciso, vão utilizando o grau abaixo – o "alerta raid", inspirado, não nos raids que fazem aos países vizinhos, mas no insecticida com o mesmo nome.
O Irão tem o "alerta chita", o "alerta tapete persa" e o "alerta véu de burka". Servem todos para camuflar a central nuclear.
A Holanda tem o "alerta muito charrado" e o "alerta mesmo muito charrado".
Já a Bélgica tem o "alerta menos de 12 anos" que é o menos grave e o "alerta amarelo", o mais grave, para quando acabam as batatas fritas.
O Canadá tem como alerta máximo o "quase amarelo" e só foi usado uma vez nos anos 70 (ou antes, ou ainda depois) quando um castor teve uma desavença com um cavalo da guarda montada obrigando, na altura, à intervenção da Rainha Mãe, de Inglaterra que resolveu tudo com uma garrafa de Gin. O cavalo porém ficou a queixar-se.
Quanto a Portugal, não foi fácil descobrir que alertas temos. Perguntei para o Ministério da Defesa e mandaram-me para as Forças Armadas, perguntei às FA e mandaram-me para o Gabinete de Emergência, perguntei para lá, mas estavam todos em "alerta de férias". Não desisti, perguntei a um tio meu (na foto) que percebe destas coisas e descobri finalmente que temos três estados de alerta: o "ensonado", o "passar pelas brasas" e o estado de "alerta de sono profundo".

12.8.06

O Médio Oriente parece uma casa típica portuguesa: todos ralham e todos têm razão.

Contra a torcidela do pepino


Dantes achava que os bebés eram, em qualquer encontro social, uma chatice e um desconforto. Ele é o barulho, os berros e as chiadeiras, ele são os brinquedos, as fraldas e os berços, para além do cuidado permanente de que necessitam... Enfim, o egoísmo supremo daquelas pequenas larvas que têm que ter tudo já e agora apesar de só saberem comer e cagar. Depois, não fazem sequer um mínimo esforço de conversa, e ainda por cima são inconvenientes o suficiente para interromper qualquer discussão com as suas pseudo-necessidades. Achava eu, que chegavam a ser insolentes. Mas mudei de ideias.
Os pobres coitados são de facto pequenos ditadores na sua forma mais pura, mas não é isso que me chateia. Aliás, os pequenos diabos não me chateiam de todo. É verdade que não dizem nada de jeito e comportam-se a maioria do tempo como cães tetraplégicos deitados numa alcofa de barriga para cima, mas isso, naquela idade, confesso, chega a ser engraçado.
O que eu não consigo mesmo aturar são os adultos! Os pais, os avós, os amigos da mãe e do pai, os familiares afastados e todos os adultos em geral que se relacionem com um bebé. Podia falar das longas discussões sobre antecipações dilatadas da eventual necessidade do bebé dali a dois dias e como isso poderá afectar não só a vida futura do cachopo como a vida sexual dos pais no imediato. Ou então da discussão filosófica destruidora de relacionamentos acerca da posição relativa do bebé no carrinho, considerando o vento, a posição do sol e as manias da avó. Mas o que não consigo aturar mesmo, são as vocalizações sonoras dos adultos para os pobres bebés, que tendo chegado há tão pouco tempo ao mundo, são obrigados desde logo a assistir à mais patética condição do ser humano. Tutupipi tutu! Coisinha linda! Gugu Dada! Quem é o filhinho da mamã? Ai! Tling ling! Ai que lindo! E por aí fora, que a lamechice humana é parte integrante da própria estupidez, e esta, como sabemos, não tem limites. Se ao menos eles não fizessem aqueles barulhos estranhos, aquele linguarejar infanto-demoníaco, aqueles sons lamecho-estridentes...
Os bebés, salvo raras excepções, até são engraçados e divertidos. Porquê estragá-los logo de início!?

10.8.06

Está calor, muito calor

Está tão quente, tão quente que dá para escrever asneiras no alcatrão. Está tão quente que para acender um cigarro basta pôr a ponta ao sol uns segundos. Vi um gordo a beber um litro de água de uma vez enquanto lhe escorriam dois litros pelos sovacos.
Está tanto calor que os incendiários nem conseguem ir à mata para pôr fogo. A temperatura é de tal forma elevada que até o Co Adriaanse se recusa a continuar no país. E as baixas fraudulentas diminuíram porque as pessoas preferem estar na fábrica ou no escritório que ao menos tem ar condicionado.

8.8.06

Sobre rodas


Doping no ciclismo? Basta olhar para a Volta a Portugal que está a decorrer para perceber que é preciso muita droga naquela cabeça para um gajo se meter a pedalar com este calor. Há quem também lhe chame masoquismo, outros dizem que é um... um desporto! Tudo para chegar ao final com uma camisola da cor da cobardia e receber dois beijos de duas sirigaitas ao mesmo tempo. Dêem mulheres como deve ser aos homens e uma vespazita e vão ver que eles começam a andar mais felizes. Ou pelo menos, acabem com a humilhação de um homem ser o melhor a pedalar montanha acima e acabar a prova a receber uma camisola cor-de-rosa. Que lindo. E depois querem que os homens não se metam na droga...
...Provavelmente a melhor coisa da vida deles, a seguir aos repuxos de água das velhotas a meio das etapas mais escaldantes.

7.8.06

Hum!...

Nada como uma boa guerra para disfarçar a silly season...

Mais um Verão, mais uma área ardida...


Que chatice. Pensei que o país já tinha ardido todo nos anos anteriores. Ou as árvores andam a crescer muito depressa ou anda para aí gente a esconder “caliptros” sabe-se lá onde.
Um dia, o país ainda se arrisca a ter uma paisagem natural à semelhança da paisagem política*: um deserto.

* Política e não só...

3.8.06

Conhece-te a ti próprio: lê o teu blogue!

Um blogue permite até consultas psicológicas por extenso: os psicólogos assim podem entrar no maravilhoso mundo do tele-trabalho. Pode ser, de resto, um diário íntimo e pessoal, acessível a toda a gente.

1.8.06

Revolução e morte!


Há quem esteja à espera que se deixe de morrer no Líbano e há quem esteja à espera que se morra em Cuba. Os americanos enviaram Condoleezza para o Médio Oriente e condolências para Fidel. Ainda não morreu, dizem os cubanos. Bush sorriu. Fidel puxou de um Cohiba, fez um discurso de três horas (estava cansado, disse) e mandou continuar a operação.

Ponto de cruz


A carta por pontos em Espanha reduziu os mortos na estrada e aumentou a segurança rodoviária. Esperemos que seja para manter, porque pode ser uma redução pontual. Em Portugal, o esquema por pontos, só aumentaria a confusão. A nossa Liga de futebol também é por pontos e é uma confusão tremenda.
Ainda assim, um polícia cigano amigo meu já tem, para venda a bom preço, pontos fresquinhos de carta, caso a medida também seja "implantada" em Portugal.

28.7.06

Noticias das terras de Cristo



Solução
George W. Bush argumentou que a invasão do Iraque era também uma forma de resolver o problema da Palestina e do Médio Oriente. Acho que nunca estivemos tão próximo da solução.

Saddam e o Modelo G
Saddam Hussein pode vir a ser condenado à morte. Pode? Se era para o matarem, não me parece que fosse preciso gastar tanto dinheiro e vidas humanas (três advogados do ex-ditador já foram assassinados). Dantes matavam-se os vencidos no campo de batalha e era mais prático.
Remorsos de uma invasão "ilegal"? É verdade, parece que a invasão do Iraque foi ilegal. O caso está num tribunal britânico. Segundo parece, Tony Blair esqueceu-se de preencher o Anexo 1024 do Modelo G e falta uma Certidão de Vontade Própria, coisa que os ingleses garantem não ter havido. Já os americanos, preencheram bem os papéis mas a Certidão de Prova de Armas de Destruição Maciça era falsa.
Quanto a Saddam, pediu que caso seja condenado à morte, não o enforquem como um qualquer criminoso, mas que o fuzilem dignamente, como militar. O que não deixa de ser curioso num homem que nunca serviu como militar até se ter nomeado chefe das forças militares iraquianas.

Sagradíssimas
Entretanto, a guerra continua no sul do Líbano e norte de Israel, em terras sagradas. Ainda bem que são sagradas e estão cheias de crentes e sacerdotes. Imaginem se lá andasse o diabo à solta...

24.7.06

Cuidado Afonso!


Uma investigadora anda a tentar abrir o túmulo de D. Afonso Henriques para estudar os restos mortais do rei. O IPPAR, prudentemente, impediu a abertura do túmulo, alegando que não existiam todas as autorizações.
Mas esta não é a verdadeira história. A verdade é que estamos em Portugal e o IPPAR sabe disso – por isso mesmo, a investigadora nunca porá as luvas nos ossos do fundador. Não pode. Portugal, os portugueses e o mundo em particular podem não estar preparados para as revelações. É preciso impedi-la. O Grande coisa! está em condições de adiantar os 4 possíveis desastrosos resultados da investigação:
1. Não estão lá ossos nenhuns – Afonso Henriques nunca existiu, foi uma história que alguns nobres inventaram para justificar o roubo de terras aos espanhóis.
2. Os ossos estão lá, mas não são de homem, são de cão – é normal. Naquele tempo os funcionários públicos já eram muito descuidados e aldrabões. Confundiram os formulários e trocaram os ossos. Entre os ossos, dentro da urna, ainda se encontra a coleira do animal que era nem mais nem menos que o caniche de estimação de Dona Urraca.
3. Descobre-se pelos ossos que afinal, Afonso Henriques era uma mulher e feia – o que explicaria tudo. Afinal, a porrada que infligiu na mãe já era mais banal – as filhas andam sempre às turras com as mães, normalmente por causa de roupa, cosméticos, namorados e cabeleireiros.
Mas, assim, nós portugueses ficávamos órfãos de pai...
4. Os ossos não se conseguem estudar por estarem todos torcidos - o fundador já deu tantas voltas no túmulo que é impossível perceber alguma coisa das ossadas.

Falta de AR


Entre Março de 2005 e Abril de 2006, registaram-se 1900 faltas de deputados. E é estranho, nós não demos por nada. Faltaram em média, 18 deputados e meio a cada sessão plenária da Assembleia da República. Sendo este meio explicado pelas faltas de Ana Drago e Marques Mendes.

20.7.06

Contra o pessimismo: coisas boas de Portugal

Os críticos! Temos os melhores, e decerto, os maiores críticos (desconfio que) do Mundo. Até porque em cada português há um critico incisivo e feroz. Chegam mesmo a criticar-se uns aos outros e a si próprios, com uma tal agressividade que chegam a fazer corar o Zidane e o “ingénuo” Materazzi. O crítico português, perante um suposto deus omnipresente, omnipotente e em tudo perfeito, teria pelo menos dois reparos a fazer e uma dura crítica de arrasar o fulano.
São os melhores. Defendo até que devíamos começar a exportá-los!?

19.7.06

Há festa na aldeia

Com o Verão começam as festas de aldeia, com muita animação e muitos foguetes. Interrompidas durante muito tempo, este ano voltamos a ter as festas de Beirute que se alargam a Haifa, Nazaré e outras aldeias da região. Os cristãos gostam de se divertir, mas não há como os muçulmanos e os judeus para fazer uma festa de arromba!

Prova oral

Estudiosa, trabalhadora, exigente, corajosa e assertiva, fazia os trabalhos de casa apesar de muitas vezes entrar em confronto com os professores. Mas com estas notas a Física e a Química, não sei se esta ministra passa. Amanhã vai à prova oral, logo se vê.

É inédito
Graças à Ministra da Educação, pela primeira vez, António Vitorino conseguiu criticar o Governo. Será que ele tem filhos em idade escolar ou está só a precisar de umas férias?...

Viva a ministra!