13.11.06

Da segunda

A segunda, só pode ser por prazer.

11.11.06

Da imagem

As pessoas nunca nos perdoam por não vivermos segundo a imagem que elas têm de nós. Os palhaços são os que se queixam mais.

Do eleito

Começava a falar e conseguia convencer toda a gente excepto ele próprio. Talvez por isso o elegessem.

10.11.06

Dos negócios

Disseram-lhe que iriam todos ganhar muito dinheiro e que ele, só tinha de entrar com o capital. Achou que era uma coisa comunista e apresentou-se no dia da escritura com “O Capital” do velho Marx.

9.11.06

Coisas de Portugal LXIII

"A melhor maneira de resolver os casos de violência doméstica é à chapada!"

8.11.06

Das boas
É tão boa, tão boa, tão boa... que até mete nojo.

Da Vénus
Achava-se tão bela e tão formosa que já tinha pensado em amputar os braços, para concorrer com a Vénus de Milo.

Da saúde
Era tão saudável, tão saudável que até a merda dela tinha aloé vera. E cheirava àquilo e tudo…

7.11.06

Das dívidas

Tinha tantas dívidas que até devia dinheiro a ele próprio. Nunca pagou.

6.11.06

Dos sonhos

Há uma ideia generalizada que diz que o sonho de qualquer homem é fazer amor com duas mulheres ao mesmo tempo. ISSO ESTÁ ERRADO! Isso pode ser verdade para alguns homens, mas não para a maioria. Duas é o mínimo...

Do thrilling

Ao padre, confessava os pecados mais horrendos que conseguia imaginar e proferir na negridão do confessionário. Era para lhe reter a atenção e os cuidados. O padre do outro lado, bocejava.

4.11.06

Da pansexualidade

Não percebo como se pode discutir a sexualidade humana em termos de heterossexualidade e homossexualidade, quando o ser humano passa a vida a foder tudo o que encontra pela frente.

3.11.06

O arvicultor afundado.....em dividas


Depois de ser obrigado, devido à seca, a gastar “rios de dinheiro” para limpar as matas por causa dos incêndios, vê os pinheiros destruídos com a força da água.

2.11.06

Do deus
Nesta guerra de religiões, estamos condenados à derrota. Quando chegarmos ao último nível, ao combate final, Alá vai ganhar. Desde que o Nietzsche descobriu que matámos Deus que se teme isto.

Do meu deus
O meu deus é melhor que o teu. Nhã nhã nhã, nhã, nhã!

31.10.06

Do autoretrato
Eu.

Do retrato
Tentou retratar-se mas só conseguiu retractar-se.

Da fama
Assumia frontalmente todas as calúnias e mentiras que inventavam sobre ele. Só colocava algumas reticências quando se tratava de assumir a verdade.

Da pressa
Os amigos queixavam-se que a vida hoje em dia, é muito acelerada. Mas ele recusava-se a viver depressa. Saía de manhã e só voltava no final do ano.

Do riso
Foi condenado à morte por fazer piadas sobre o ditador implacável. Morreu a rir. O ditador nunca recuperou.

Do riso macabro
O homem insultou-o. E ele riu-se. O homem ameaçou-o. E ele riu-se. O homem apontou-lhe a morte à cabeça. E ele riu-se. O homem matou-o. E ele, riu-se para sempre na cabeça do homem.

Do narcisismo cómico
Todos os dias, de manhã, olhava-se longamente ao espelho. E partia-se todo a rir.

Do comediante
Dizer parvoíces sempre foi um dos seus fortes desde pequeno. A grande diferença é que, quando era pequeno batiam-lhe para ele se calar e agora, batem-lhe palmas para ele continuar.
Quer dizer, tem dias...

30.10.06

28.10.06

Das promessas
Queria tanto comê-la que lhe prometeu namoro. Depois, queria tanto namorá-la que lhe prometeu casamento. Mais tarde, queria tanto casar com ela que lhe prometeu fidelidade. Mais tarde ainda, queria tanto que ela fosse fiel que prometeu matá-la. No final, queria tanto matá-la que prometeu ser rápido. Ela é que já não foi nisso.

Dos quereres
Querer tudo é meio caminho andado para não conseguir absolutamente nada.

Das dores de estômago
Nunca sabe dizer se está apaixonado ou se comeu alguma coisa que lhe fez mal.

27.10.06

Das ordens dela

Há duas frases que se tornam ordens quando ela as diz e podem determinar o fim de uma relação quando não são obedecidas: “Aguenta só mais um bocadinho” e “Quando estiver quase, avisa”.

O caçador adora animais

Um caçador gosta tanto de animais, que, depois de gastar “uma fortuna” em comida para os cães, em vez dos abandonar, mata-os a tiro para eles não sofrerem com a vergonha de não prestarem para caçar.

26.10.06

Das paixões
Ele seduziu-a. Ela apaixonou-se. Ele desinteressou-se e abandonou-a. Foram para tribunal. Ela exigia uma indemnização pelo sofrimento que ele lhe causou. Mas tal como as paixões, o caso prescreveu.

Da lei
Disse na cara do juiz que se estava a cagar para a lei. O juiz condenou-o a dois anos de prisão de ventre.

Da cidade
Gosta tanto de Lisboa... que se instalou em Almada para poder estar sempre a vê-la.

Das rupturas
Tinha tanto medo que ele a deixasse que arranjou maneira de acabar com ele primeiro. Bem feita!