16.1.07

Das perguntas estúpidas

– Em que é que estás a pensar, querido?
– Nada de especial...
– Se eu morresse voltarias a casar?
– Não sei...
– Querido, qual é a coisa que gostas mais em mim?
– Não sei, gosto de tantas...
– E qual é a coisa que gostas menos?
– Essa mania parva que tu tens de fazer perguntas estúpidas.
– Porquê?...

(Cont.)
– Estás sempre a fazer perguntas... Mas porque é que estás sempre a fazer perguntas?
– Porque nunca me respondeste como eu queria a uma pergunta.
– Qual?
– Amas-me?
– Han, han...

Das queixas geográficas

Queixavam-se que os americanos não sabiam onde era Portugal. Brevemente vão queixar-se que os chineses não sabem onde é a Europa.

14.1.07

Coisas que "oiço" dizer...

Poxa, to tanto tempo sem atualizar o meu blog q até fiquei triste qdo vi.*

A ausência de vontade de escrever neste blog começa a irritar-me!*

13.1.07

Da altura

Ele era muito, muito alto. Mas toda a gente concordava que no fundo, ele esticava-se um bocadinho. Um dia, uma tia velha e pequeneca olhou-o de alto abaixo e disse-lhe: "és grande, mas não és grande coisa". Nesse dia perdeu uns centímetros...

12.1.07

Do expião

Gostava de assumir as culpas – as dele e as dos outros. Um dia perguntaram-lhe porquê. Respondeu que era uma coisa que sabia fazer bem.

11.1.07

Em casa de ferreiro, espeto de pau!

Uma enfermeira aposentada, assumiu ter provocado cerca de duas mil e quinhentas interrupções de gravidez ilegais ao longo de doze anos, segundo uma entrevista a um jornal regional.
A enfermeira em causa, afirmou também que apenas mantêm esta prática porque é pressionada para o fazer, visto que todos os dias lhe pedem por favor para fazer mais um aborto. A enfermeira acrescenta ainda, que “custa mesmo muito por termo a mais uma vida”, mas, na opinião dela “é o melhor a fazer”.
Se tivermos em conta que, e passo a citar, “nunca se cobra dinheiro, as pessoas é que se habituaram a deixar quinhentos euros”, não há duvida que custa mesmo muito (dinheiro) por termo à vida, e que, para quem pode facturar quinhentos euros, é o melhor a fazer. Que situação pá! È mesmo muita pressão! Coitadinha da senhora!
Curioso o facto da enfermeira afirmar que “as pessoas é que se habituaram a deixar quinhentos euros”. Mas, esta é uma prática que cria habituação? È um vicio? Causa dependência? Ao que parece sim, causa mesmo dependência, principalmente se a enfermeira que provoca os abortos não tiver outra fonte de rendimento, como é o caso.
Mas, como todas as estórias devem ter uma parte engraçada, termino este post informando os meus queridos leitores, que na mesma entrevista esta senhora enfermeira demonstra não ter noção que a mãe natureza lhe impôs dez castigos, quando deu à luz nove filhos e casou com um marido que se entregou ao álcool, ao jogo e ás amantes.

PS: Esqueci-me de dizer que esta senhora é católica praticante e está contra a despenalização da interrupção voluntária da gravidez.
Uma verdadeira fiel seguidora de deus e dum “bocadinho” grande de dinheiro!

Da ignorância

Explicou-lhe calmamente: não é tanto que sejas má a fazer sexo, o problema é que tu não o sabes fazer de todo.

10.1.07

Estou muito “necessitadinho” de tempo

Na repartição de finanças – que faço questão de visitar trimestralmente devido ao rápido, dinâmico, simpático e competente atendimento – ouvi três pessoas usarem a expressão " tempo é dinheiro".
Como uma delas é reformada, deduzo que, se não morrer nos próximos dias, vai ficar multimilionária!

9.1.07

Dos remorsos

Tinha tantos remorsos que, de vez em quando, tinha até alguns remorsos de ter tantos remorsos.

Não há orgasmos à borla

Diz não ter a culpa que o clítoris fique situado fora do canal vaginal. E que também não tem culpa de não ter um estimulador clitoriano no pénis como alguns dildos à venda no mercado. Diz que faz o que pode, mas avisa: se ainda assim não chega, minhas senhoras, se querem orgasmos, USEM OS DEDINHOS! Diz que não se importa nada e que ele às vezes também tem de usar a imaginação para os ter.

8.1.07

Coisas que oiço dizer...

O nosso problema é um problema agrícola: há nabos a mais, tomates a menos e grelo disponível em excesso.

6.1.07

Das deduções sobre o rendimento

Se o tempo é dinheiro, então aquelas pessoas que andam sempre a correr, cheias de pressa a buzinar e a acelerar ao máximo, devem ser muito pobres...

4.1.07

Do podonarcisismo

Admirava os próprios pés — tão bonitos, tão perfeitos, tão sensuais... Considerava mesmo que podia fazer tudo o que quisesse com os pés.

3.1.07

Do dito cujo

Ela beija-o, lambe-o, mordisca-o por vezes, acaricia-o... mas nunca chega ao fim. É uma diletante do felácio. Ele, uma vítima de promessas não cumpridas.

2.1.07

Coisas de Portugal LXIV

“Os velhos da minha idade precisam de Viagra. Mas eu não! Até tenho varizes na pichota por estar sempre de pé.”

Coisas que oiço dizer...

A tradição nunca foi o que era.

30.12.06

Restos de Fim-de-Ano...

Dos betinhos
Disse-me que eram todos muito malucos e que ia ser uma festa de arromba. Quando bebi a segunda tequilha estranhei ouvir uma gasosa a ser aberta. Mas nunca esperei que chamassem a polícia só por eu enrolar um cigarro.

Dos filhos únicos
É verdade que ele disse "crescei e multiplicai-vos", mas porque é que as pessoas hão-de ter mais do que um filho, se o próprio Cristo continua até hoje, filho único?!

Das piadas racistas
Entre os emigrantes, os indianos são os mais confiáveis. Sabemos sempre onde eles vivem e trabalham. Marcam o território com o cheiro a caril.

Do cagar
Desmarcava todas as reuniões, desligava os telemóveis e dispensava a secretária... Dizia que gostava de cagar com tempo.

Do desenrascanso
Era telegrafista e tinha dois problemas: perdeu a fala e sofria de flatulência grave! Às portas da morte fez o testamento como podia. Já muito fraco, os herdeiros tiveram que se chegar perto para ouvir.

Das notícias
Diz sempre que gosta é de boas noticias. Mas passa o tempo a falar e a preocupar-se com as más.

Bom Ano!

29.12.06

Conversa de merda

Durante a época natalícia diz-se muita merda, mas, nunca na minha vida me perguntaram tantas vezes se eu acreditava mais na versão do menino Jesus ou do pai Natal. Mas, porque será que toda a gente anda preocupada com isso? Se o Carlos Cruz abusou de crianças, ninguém quer saber. Se há pobreza em Portugal, também não. O que interessa agora – pelo menos até começarem a receber cartas dos bancos para pagarem as contas do cartão de crédito – é se o dia 25 de Dezembro é do menino Jesus ou do pai Natal.
Depois de me lembrar que há cerca de um mês atrás me debrucei sobre essa questão junto da sanita aquando duma intoxicação alimentar, ao mesmo tempo que recordei com saudade algumas diarreias do passado, cheguei á conclusão que a Coca-Cola sempre merece mais credibilidade que a igreja católica.

26.12.06

Saldos de Fim-de-Ano...

Dos impostos
Não pagar impostos é como não tomar banho, poupa-se muito, mas ao fim de algum tempo começa a cheirar mal!

Dos cavalos
Antigamente, “a cavalo dado”, não se olhava “o dente”, hoje em dia, só pedimos que depois não no-lo tirem.

Dos outros
É fácil ter a cabeça de uma pessoa. É fácil ter o coração de uma pessoa. O difícil é ter-lhe a alma.

Do Céu
O que o impressiona nos portugueses é o seu catolicismo. Depois de tudo o que já viram acontecer neste país ainda acreditam no Céu e no Inferno!

Da antiga senhora
Para ele, o 25 de Abril nunca tinha existido. Para ele, o mundo mantinha-se como antes. Para ele, tudo continuava mais ou menos igual ao que sempre tinha sido. Era juiz, e sentia-se bem.

Das convicções
Um dizia que a América era assim e assado e o outro dizia-lhe que não, que os terroristas é que eram. Mas nenhum deles estava muito convicto para lá dos tremoços e da imperial que os juntava.

25.12.06

O Natal não tem só coisas más!

Eu sempre alimentei a esperança que, mais tarde ou mais cedo, o Staples me proporcionaria algo de bom.