3.4.07

Do fardo

O que o chateia relativamente à pobreza que há no mundo, não é tanto que hajam pessoas que não têm nada. O que o chateia mesmo, é que, tendo ele tudo, não pode ter mais isso – não haver pobreza no mundo.

2.4.07

Da inveja

— Oh mamã! Porque é que ele pode passar o tempo a brincar e a ver televisão e eu não?
— Não fales assim do teu pai...

31.3.07

Da simultaneidade

— Minha querida, a única maneira de conseguirmos ter um orgasmo em simultâneo, é tu seres honesta a gemer: não te calares que nem um mono; nem gemeres como se estivesses num anúncio a champôs... ou a ser enrabada à força!

30.3.07

Das metáforas

Falava sempre por metáforas. Para atenuar a violência do óbvio.

Das paralógicas
Falava sempre por metáforas que se faziam ouvir e causavam no outro uma sensação de ter bebido daquela sabedoria. Mas não era tanto por isso que usava as metáforas. Na verdade nunca se lembrava da questão em concreto. Por isso, construía metáforas em volta da ideia que tinha da questão, até finalmente se lembrar, verdadeiramente, dela.

28.3.07

Dos desdentados

Ser desdentado é uma desvantagem tremenda. É preferível ter os dentes todos. Sobretudo para mentir...

Dos portugueses

Os portugueses passam a vida a dizer dos outros, que este país não anda para a frente por causa deles. E têm razão. Todos.

Reciclagem (ou a primeira retrospectiva, que, por acaso, não é grande coisa!)
Do cinzentismo Do Só Neste País Dos três problemas possíveis Pior Português e/ou Grande Português Das vergonhas à mostra Porque sim Da "intolorância" Dos começos Do pessimismo e dos remorsos Do Salazar Do Portugal Dos homens

26.3.07

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E ali se abandonava, languidamente, a reflectir... no espelho.

Das brigas

Lastimava-se de chegar sempre atrasado quando havia uma briga. Um dia chegou a tempo de lhe partirem os dentes e de lhe incharem um olho. Ficou contente.

24.3.07

Dos líderes

Não nego o dolo. Mas não subestimo a incompetência.

23.3.07

Do relógio da cozinha

Sempre atrasado, mantinha todos os relógios em futuros diferentes. Excepto o da cozinha, sempre certinho, sempre cruel, pelo qual ganhou um forte ressentimento...

22.3.07

Actualidades


Da caturreira da linha
O país sob o governo socialista deve estar a ir muito bem, considerando que a direita até se dá ao luxo de andar a brincar aos partidos.

Da caturreira da caparica
Com tanta gente a dizer mal dele, a espezinhá-lo e estragá-lo, não me admira que o território português se esteja a mandar ao mar.

Dia mundial da...coisa!

Na minha leitura habitual pelos jornais fiquei a saber que hoje se assinala o dia mundial da árvore e o dia mundial da poesia.
È impressão minha, ou é um bocado estranho que no mesmo dia se juntem arvores e poesia? Não será a poesia responsável pelo abate de algumas árvores?
Depois de reflectir sobre estas questões, concluí que são destruídas mais arvores em Portugal devido a beatas acesas, beatas escritoras e papel higiénico, do que com os livros de poesia.
Mas, já que estou a falar de beatas escritoras, incêndios e papel higiénico, permitam-me dizer que, também há por aí muito livro que não serve nem para fazer um churrasco, nem para limpar o cu.

21.3.07

Do condicionamento social

Sentia-se condicionado, influenciado e manipulado, não só pela comunicação social, pelos outros, pela cidade, pelo tempo — por tudo o que o rodeava... Mas sobretudo pelo pão com manteiga do pequeno-almoço, pelo queque do fim de tarde e pelo copo de leite antes de dormir...

20.3.07

Do meu grande português

Para Salazar ou para Hitler, desobedecer-lhes, era, no fundo, como meter-lhes um dedo no cu! Ora, Aristides de Sousa Mendes tem um recorde imbatível: Desobedeceu-lhes não uma, mas trinta mil vezes. Em apenas três dias. E por cada dedo que lhes metia no cu, salvava uma vida.
Castigado, aceitou de coração. E assim morreu pobre e de forma coerente: a cabeça explodiu-lhe, como qualquer cabeça que se preze, perante tal situação.

19.3.07

Dos lemas de vida

Nunca te vás, quando te podes vir!

17.3.07

Da tortura

A mulher que mais o fez sofrer em toda a sua vida foi a dentista. Casou com ela.

Da memória ram

O problema dos computadores é a memória ram.
The problem with computers is the ram memory.

16.3.07

Do pessimista niilista*

Acordou maldisposto, arrotou e disse para si próprio: Foda-se, esta merda ainda existe... toda! E foi cagar como fazia todas as manhãs.

* Ou português negativista; ou Tuganega

Coisas de outros

Encontrei isto neste sitio e achei que seria injusto não o partilhar.

15.3.07

Do fazer

Com medo que descobrissem que não sabia fazer nada, teimava em querer fazer tudo.