9.5.07

Dos pensamentos

Pensava nela — nos seus maneirismos antiquados, nos seus requintes clássicos, no seu dramatismo em cada acto — sempre que revolvia a cuecas em busca do pénis aflito para mictar...

7.5.07

Coisas que fazem rir...

A marcha pela canábis é um pouco inglória. Os políticos já têm tantos problemas com os Gato Fedorento, que dificilmente legalizarão os charros fedorentos.

Nota: Nem sei se sou a favor da legalização. Vejamos a situação actual no nosso país:
Acesso: Fácil e generalizado. Há muitos sítios para comprar, de norte a sul e até se produz muita no país.
Qualidade: Boa/Muito boa. Para além de muita diversidade, tanto a importada, como a nacional, como os derivados são pelo menos de boa qualidade (excepto o haxixe marroquino que é de muito baixa qualidade).
Preço: Baixo. Segundo noticias recentes, temos dos preços mais baixos.
Consumo: Livre. E até vai ser mais barato do que ser apanhado a fumar tabaco em recintos fechados!
Tenho medo que legalizando, tudo se altere...

Parafraseando...

A França, hoje em dia, só nos consegue dar alguma luz quando está a arder. Como sempre...

4.5.07

Das torções

Nunca dava o braço a torcer. Por isso, o destino encarregava-se de lhos torcer. Ora um, ora outro...

Do falhanço

De manhã, falhou ao emprego. Depois, falhou ao almoço combinado. À tarde falhou a reunião. Os filhos, não foi ele buscá-los à escola. E à noite chegou tardíssimo... o anúncio da sua morte. Falhara-lhe a vida...

2.5.07

Das boas, boas...


Gosta daquelas mulheres que se consideram autênticas bonecas. E que fazem boquinha e tudo. Mas prefere as bonecas que são consideradas autênticas mulheres. Parecendo que não, fazem uma boquinha maior e saem sempre mais baratas.

Da ditamole

Qualquer bebé tem o poder mais invejado por qualquer ditador que se preze: se não fizerem o que ele quer, ele magoa-se.

1.5.07

Dos pessimistas

Na verdade, nunca chegou a ter dinheiro suficiente para ser pessimista.

28.4.07

Das correntes

Distinguia os amigos pelas correntes de email que lhes enviava.

27.4.07

Da benção

Se todas as mulheres tivessem as mamas grandes, não haveriam mulheres esforçadas!

26.4.07

Dos animais

Passam a vida a chamar-se “animal” uns aos outros, com o intuito de se ofenderem mutuamente. E depois, passam a vida a dizer que gostam mais de animais que de pessoas...

25.4.07

Do tempo

Há uma parte dos portugueses que gostaria que o tempo tivesse parado no dia 24 de Abril de 1974. Há outra parte dos portugueses, que gostaria que o tempo tivesse parado no dia 25. E depois há outra parte que trabalha todos os dias porque sabe que o tempo não pára.

Do hermetismo

Olhou-a nos olhos e disse-lhe seriamente: Se achas que eu fui para a cama com aquela galdéria, então pede o divórcio. Ao que ela respondeu: Isso era o que tu querias!

23.4.07

Das marionetas

Era uma marioneta, manipulada por outra marioneta, que era manipulada por outra marioneta, manipulada por outra marioneta...

Das férias

Há anos que não ia de férias. Há tanto tempo, que as férias já tinham mudado de sítio.

21.4.07

Da incompreensão

Não conseguia compreender as mulheres. Mas isso não o surpreendia: elas também não o conseguiam compreender a ele. Mas aqui, ele sabia a razão — não tem nada para compreender. E isso, é incompreensível.

20.4.07

De drogado e de louco, todos temos um pouco

Sei muito bem, que a arte andou também, sempre ligada à droga e à patologia. O que me preocupa é que a arte contemporânea se tenha viciado em ambas.

19.4.07

Da boa educação

Perdido na etiqueta do sexo, nunca sabia se depois de lhe fazerem um broche, deveria retribuir.

18.4.07

Do paraíso tuga

Se o Adão fosse português tinha sido expulso antes sequer de Deus fazer a Eva, por protestar o tempo todo; passar a vida a dizer “É a isto que Tu chamas Paraíso?!” e por ter apanhado as maçãs todas para fazer aguardente de maçã para acompanhar o petisco da cebolada de lombos de anjo.

17.4.07

Coisas que talvez tenha ouvido dizer...

Dizem que o corpo humano é perfeito, mas é mentira. Veja-se o caso da reprodução. É tão fácil metê-lo todo lá dentro e 9 meses depois, tão difícil fazê-lo sair!