21.12.07

Coisas que oiço dizer

Mulherengo, ele? Ele não tem é jeito para homossexual.

20.12.07

Terrorismo tripeiro
Cada país tem o terrorismo que merece.

Ir ao engano
Imigrantes marroquinos vieram parar a Portugal por acaso. Só mesmo por acaso. Se fosse para viver na miséria não tinham saído de África.

Sócrates afinal, é mesmo um provinciano português
Aprendeu com os seus opositores: diz uma coisa e o seu contrário.

Coisas que oiço dizer

Isso é tão verdade como outras não verdades que ela omitiu.
Gil Moreira dos Santos, advogado de defesa de Pinto da Costa sobre Carolina Salgado, RTP

19.12.07

Dos primeiros/Coisas que oiço dizer

Uma jornalista: “Falo mais facilmente com o primeiro-ministro que com o meu primeiro marido.”

18.12.07

Tratado democrático luso-mundial

1. O Governo nunca faz nada (1);
2. Quando o Governo faz alguma coisa, fá-la mal (2);
3. Quando o Governo faz alguma coisa bem, é de certeza uma irrelevância (3);
4. Quando o Governo faz bem alguma coisa de relevante, tem seguramente segundas e terceiras intenções que devemos desconfiar (4);
5. Quando o Governo faz alguma coisa de verdadeiramente bom a favor do povo, isso explica-se por estar em campanha eleitoral e logo, a desbaratar os nossos recursos connosco (5);
6. Um Governo bom é um Governo na oposição (6);
7. Se os Governos pudessem ser bons e pudessem fazer alguma coisa de relevante a favor do povo, não eram necessárias eleições (7);
8. Sem eleições não há Governo (8)

(1) Excepto no papel
(2) Excepto no estrangeiro
(3) Excepto nos E.U.A.
(4) Excepto em Marte
(5) Excepto em África
(6) Excepto na Rússia
(7) Excepto em Cuba
(8) Excepto na Bélgica

17.12.07

14.12.07

Da desconfiança matinal

Acorda sempre desconfiado. Por isso, a primeira coisa que faz é ir à janela ver se o mundo não acabou. Depois coça os testículos para confirmar que a sua virilidade não acabou. Vê-se ao espelho para confirmar que não está acabado e então depois, caga em paz. Nunca desconfia que se acabou o papel higiénico. E na maioria das vezes acabou.

13.12.07

Portugal. Esta merda! História não revista para incrédulos 30

Mais um salvador, se fachavôr!
Com o salvador morto e espalhado por Camarate, perdemos o passo e voltámos à confusão, ao atraso e à pobreza de onde não chegámos a sair. Mas o destino não nos dá só azares e pouco tempo depois, com Mário Soares, sempre esforçado, a correr com os militares da presidência da República, havíamos de ter dois golpes de sorte...
Para começar, arranjámos um salvador novinho em folha e com carro a estrear — Cavaco Silva — e depois arranjámos novos mouros a quem roubar, perdão, e finalmente os crápulas europeus, para variar, decidiram dar-nos algum dinheiro. Já não era sem tempo. Há muito que não entrava dinheiro no país, até porque o dinheiro dos emigrantes não dá para tudo.
Cavaco foi um bom salvador. Com ele e com a adesão à CEE, Portugal passou de país em vias de desenvolvimento — em que éramos muito bons —, para um país desenvolvido — em que somos muito maus, mas estamos melhorzito... Claro que o dinheiro europeu, primeiro engordou os problemas, incluindo o Monstro e os empresários merceeiros, depois engordou os empresários mafiosos e depois deu para toda gente. E claro que, também Cavaco, por ironia, se esqueceu de dar cavaco ao povo — na linha dos bons estadistas portugueses — e o povo meteu-o de lá para fora. A seguir deu o coração a um senhor que era maravilhoso, Guterres de seu nome, que não seguia o caminho de Cavaco. Queria era fazer o bem a toda a gente e sem olhar a quem... Nunca vivi tão bem como no tempo dele. E nem trabalhava. Mas estava ocupado... Como toda a gente.

11.12.07

Que horas tem?

— Que letras vês aqui?
— Quê?...
— Que letras vês?
— T, u, m, j, l, x...
— Ok. Era só para confirmar que és uma pessoa. São dez para as três.
— Thanxs ;)

Das ordens

Ordenou-me: traga-me esse vodka. E eu traguei-o de uma só vez.

10.12.07

Das grandes coisas

A Ideologia é uma coisa muito cara. E isso, a China já percebeu.
A Democracia não é uma coisa que se aprenda facilmente. E isso, a Rússia já aprendeu.
O Capitalismo é uma coisa muito exigente. E isso, a América Latina já topou.
O Mundo dos Homens é um sítio difícil para viver. E isso, os africanos já sentiram.
O Poder é uma coisa difícil de gerir. E isso, os americanos já repararam.
A Civilização é uma coisa complicada de manter. E nisso os europeus têm penado.
A Religião é um pau de dois bicos. E por isso, israelitas e árabes já morreram.

4.12.07

Do desemprego

Portugal está mesmo com um problema sério de desemprego. Até já há betos nas sessões dos centros de emprego.

3.12.07

Dos países masoquistas

É um país que vive como rico, mas não tem ricos. Vive democraticamente, sem democratas. Vive em capitalismo, só com merceeiros. Vive globalizado, mas à boca pequena. Queixa-se muito do que não tem e nada sabe do que tem. É um país que nem tem frio nem calor. Não é interior, nem litoral. Nem atlântico, nem mediterrânico. Nem civilizado, nem bárbaro. Nem religioso, nem ateu. Nem fascista, nem comunista. Não é branco, nem é preto. Não é carne, nem é peixe, nem pão, nem queijo. Mas come de tudo e bebe ainda melhor. Em último caso, para que tudo não pareçam rosas, confessa que é um país “mal frequentado”.

30.11.07

Das putas

As melhores histórias que um homem pode ter para contar incluem sempre a palavra ‘puta’.

29.11.07

Portugal. Esta merda! História não revista para incrédulos 29

Um novo salvador
Mário Soares tem um bocadinho a mania das grandezas e “fez” uma democracia tão bem feita que quando deu por ela, o povo votou unido na direita de aliança. Esses ingratos... Deram uma maioria absoluta à direita! Convém referir que ninguém queria nem estava à espera que fosse possível unir numa mesma frase duas coisas: direita e absoluta. A coisa estava feita para não haver nenhuma das duas. Acho que alguém fez merda a fazer a lei... A direita estava lá, para equilibrar a democracia e não para se pôr a ganhar! Foi uma chatice, mas os democratas aceitaram a coisa e esperaram para ver. Chamava-se Aliança Democrática, mas no fundo era a reunião de todos os que não eram de esquerda em volta de um homem: Sá Carneiro, mais um salvador da pátria... O que explica muita coisa.
A oportunidade deste governo era tirar o país do pântano revolucionário e lançá-lo na modernidade... Mas antes sequer de começar, tinham que acabar de limpar a sujidade mais merdosa do antigo regime envolta em merda do novo. Era a mais entranhada que o País tinha. Mas a entranha nacional revoltou-se, soltou-se, e, por acaso, Sá Carneiro ia no avião errado e morreu. Um acidente criminoso! Ou um crime acidental.
Para que nos lembremos, que para instituir de vez a democracia, houve cabeças que tiveram que rolar, colocaram a dele no Areeiro.

(Esta semana não há Coisas do IP por manifesta falta de tempo. Tentarei restabelecer a coisa no fim de semana para que o registo se mantenha contínuo.)

28.11.07

De testa
Detesta pessoas que detestam pessoas.

Da auto-ajuda
O método dos três passos para dar um passo em frente na sua vida!

Em breve...
O iFart!

26.11.07

Medicina popular

[Recebi isto por email e não pude confirmar a veracidade da fonte, nem do autor da selecção. Publico como recebi. A cor, as minhas preferidas. ]

Ó senhor doutor e eu posso tomar estes comprimidos com a menstruação?
Carlos Barreira da Costa, médico Otorrinolaringologista da mui nobre e Invicta cidade do Porto, decidiu compilar no seu livro "A Medicina na Voz do Povo", com o inestimável contributo de muitos colegas de profissão, trinta anos de histórias, crenças e dizeres ouvidos durante o exercício desta peculiar forma de apostolado que é a prática da medicina. E dele não resisti a extrair verdadeiras jóias deste tão pouco conhecido léxico que decidi compartilhar convosco.

O diálogo com um paciente com patologia da boca, olhos, ouvidos, nariz e garganta é sempre um desafio para o clínico:
"A minha expectoração é limpa, assim branquinha, parece com sua licença espermatozóides".
"Quando me assoo dou um traque pelo ouvido, e enquanto não puxar pelo corpo, suar, ou o caralho, o nariz não se destapa".
"Não sei se isto que tenho no ouvido é cera ou caruncho".
"Isto deu-me de ter metido a cabeça no frigorífico. Um mês depois fui ao Hospital e disseram-me que tinha bolhas de ar no ouvido".
"Ouço mal, vejo mal, tenho a mente descaída".
"Fui ao Ftalmologista, meteu-me uns parafusinhos nos olhos a ver se as lágrimas saíam".
"Tenho a língua cheia de Áfricas".
"Gostava que as papilas gustativas se manifestassem a meu favor".
"O dente arrecolhia pus e na altura em que arrecolhia às imidulas infeccionava-as".
"A garganta traqueia-me, dá-me aqueles estalinhos e depois fica melhor".

As perturbações da fala impacientam o doente:
"Na voz sinto aquilo tudo embuzinado".
"Não tenho dores, a voz é que está muito fosforenta".
"Tenho humidade gordurosa nas cordas vocais".
"O meu pai morreu de tísica na laringe".

Os "problemas da cabeça" são muito frequentes:
"Há dias fiz um exame ao capacete no Hospital de S. João".
"Andei num Neurologista que disse que parti o penedo, o rochedo ou lá o que é...".
"Fui a um desses médicos que não consultam a gente, só falam pra nós".
"Vem-me muitos palpites ruins, assim de baixo para cima...".
"A minha cabecinha começa assim a ferver e fico com ela húmida, assim aos tombos, a trabalhar".
"Ou caiu da burra ou foi um ataque cardeal".

Os aparelhos genital e urinário são objecto de queixas sui generis:
"Venho aqui mostrar a parreca".
"A minha pardalona está a mudar de cor".
"Às vezes prega-se-me umas comichões nas barbatanas".
"Tenho esta comichão na perseguida porque o meu marido tem uma infecção na ponta da natureza".
"Fazem aqui o Papa Micau (Papanicolau)?"
"Quantos filhos teve?" - pergunta o médico. "Para a retrete foram quatro, senhor doutor, e à pia baptismal levei três".
"Apareceu-me uma ferida, não sei se de infecção se de uma foda mal dada".
"Tenho de ser operado ao stick. Já fui operado aos estículos".
"Quando estou de pau feito... a puta verga".
"O Médico mandou-me lavar a montadeira logo de manhã".

As dores da coluna e do aparelho muscular e esquelético são difíceis de suportar:
"Metade das minhas doenças é desfalsificação dos ossos e intendência para a tensão alta".
"O pouco cálcio que tenho acumula-se na fractura".
"Já tenho os ossos desclassificados".
"Alem das itroses tenho classificação ossal".
"O meu reumatismo é climático".
"É uma dor insepulcrável".
"Tenho artroses remodeladas e de densidade forte".
"Estou desconfiado que tenho uma hérnia de escala".

O português bebe e fuma muito e desculpa-se com frequência:
"Tomo um vinho que não me assobe à cabeça".
"Eu abuso um pouco da água do Luso".
"Não era ébrio nato mas abusava um pouco do álcool"
"Fujo dos antibióticos por causa do estômago. Prefiro remédios caseiros, a aguardente queimada faz-me muito bem".
"Eu sou um fumador invertebrado".

O aparelho digestivo origina sempre muitas queixas:
"Fui operado ao panquecas".
"Tive três úlceras: uma macho, uma fêmea e uma de gastrina".
"Ando com o fígado elevado. Já o tive a 40, mas agora está mais baixo".
"Eu era muito encharcado a essa coisa da azia".
"Senhor Doutor a minha mulher tem umas almorródias que com a sua licença nem dá um peido".
"Tenho pedra na basílica".
"O meu marido está internado porque sangra pela via da frente e pinga pela via de trás".
"Fizeram-me um exame que era uma televisão a trabalhar e eu a comer papa".
"Fiz uma mamografia ao intestino".
"O meu filho foi operado ao pence (apêndice) mas não lhe puseram os trenos (drenos), encheu o pipo e teve que pôr o soma (sonda)".

Os medicamentos e os seus efeitos prestam-se às maiores confusões:
"Ando a tomar o Esperma Canulado"- Espasmo Canulase
"Tenho cataratas na vista e ando a tomar o Simião" - Sermion
"Andei a tomar umas injecções de Esferovite" - Parenterovit
"Era um antibiótico perlim pim pim mas não me fez nada" - Piprilim
"Agora estou melhor, tomo o Bate Certo" - Betaserc
"Tomo o Sigerom e o Chico Bem" - Stugeron e Gincoben
"Ando a tomar o Castro Leão" - Castilium
"Tomei Sexovir" - Isovir
"Tomo uma cábulas à noite".
"Tomei uns comprimidos "jaunes", assim amarelados".
"Tomo uns comprimidos a modos de umas aboborinhas".
"Receitou-me uns comprimidos que me põem um pouco tonha".
"Estava a ficar com os abéticos no sangue".
"Diz lá no papel que o medicamento podia dar muitas complicações e alienações".
"Quando acordo mais descaída tomo comprimidos de alta potência e fico logo melhor".
"Ó Sra. Enfermeira, ele tem o cu como um véu. O líquido entra e nem actua".
"Na minha opinião sinto-me com melhores sintomas".

O que os doentes pensam do médico:
"Também desculpe, aquela médica não tinha modinhos nenhuns".
"Especialista, médico, mas entendido!".
"Não sou muito afluente de vir aos médicos".
"Quando eu estou mal, os senhores são Deus, mas se me vejo de saúde acho-vos uns estapores".
"Gosto do Senhor Doutor! Diz logo o que tem a dizer, não anda a engasular ninguém".
"Não há melhor doente que eu! Faço tudo o que me mandam, com aquela coisa de não morrer".

Em relação ao doente o humor deve sempre prevalecer sobre a sisudez e o distanciamento. Senão atentem neste "clássico":
"Ó Senhor Doutor, e eu posso tomar estes comprimidos com a menstruação?
Ao que o médico retorque: "Claro que pode. Mas se os tomar com água é capaz de não ser pior ideia. Pelo menos sabe melhor."

24.11.07

Para o Coisa



(Era para ser publicado no dia do teus anos, mas ainda vai a tempo. Agradecimento ao Fernando pela dica.)

22.11.07

Boa selecção

Os jogos da selecção portuguesa na fase de apuramento deixaram-me muito optimista para o que vai acontecer no Verão do próximo ano. Depois de ver a prestação da equipa das quinas na fase ”parque de diversões”, fiquei descansado. A jogarem desta maneira não se vão repetir as noites comemorativas e ruidosas que tanto incomodo me causaram durante o primeiro mês de vida da minha obra maior.