Coisas que oiço dizer
Quem tem estômago para isto?
Vasco Pulido Valente, Público, 01/02/2008
VPV, nitidamente, teve uma cólica.
Pequenas grandes coisas...
Quem tem estômago para isto?
Vasco Pulido Valente, Público, 01/02/2008
VPV, nitidamente, teve uma cólica.
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Como Sócrates disse: só sei que nada sei. Acho que foi isso que ele disse... Foi isso não foi? Bom, não sei, adiante...
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12:54
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Se o fez, não o devia ter feito. E se não o fez que fizesse.
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22:37
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É um crítico acirrado do funcionamento da democracia, apesar de defender a ditadura.
É um crítico acirrado do funcionamento da igreja católica, apesar de ser ateu.
É um crítico acirrado do funcionamento do mercado, apesar de ser comunista.
É um crítico acirrado do funcionamento do país, apesar de ser estrangeirado.
É um crítico acirrado do funcionamento do penico, apesar de cagar sempre fora dele.
É um crítico acirrado da manjedoura, mas aí, ele sabe do que fala.
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10:48
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Embora longo e cheio de percalços o processo que conduziu à escolha do novo aeroporto parece-me ter chegado a bom porto. Revisitemos o historial:
Check In
Em Portugal, as grandes obras são tradicionalmente decididas pela fé e não por razões técnicas ou políticas. Tome-se o exemplo do Mosteiro da Batalha: D. Nuno Álvares Pereira escolheu o sítio onde deveria ser construído o Mosteiro, atirando a espada ao calhas e onde ela caiu mandou fazer o mosteiro. Com os estádios do Euro2004, foi igual.
Começou a pensar-se num novo aeroporto em 1960 e troca o passo. Fizeram-se estudos, compararam-se localizações, gastaram-se rios de dinheiro e finalmente técnicos e políticos foram unânimes: a melhor localização para o aeroporto era um pântano num vale profundo que dá pelo nome de Ota. Um sítio onde os aviões tem que aterrar de lado para não baterem nos montes que cercam o local.
Apertem os cintos
Chegado ao governo, José Sócrates, escaldado com a política de zigue-zague de Guterres, apostou nas decisões rápidas com avanços determinados. E assim, analisou o projecto Ota e, como bom engenheiro que é, pareceu-lhe bom e decidiu avançar.
Mas afinal, a Ota era apenas a melhor localização para o aeroporto, desde que, não houvesse alguém que realmente quisesse fazer o aeroporto. A partir do momento em que todos perceberam que a obra ia avançar, o País interessou-se pelo assunto. À laia do programa Novas Oportunidades, todos os portugueses se tornaram especialistas em navegação aeroportuária e construção de grandes obras em geral. Mas como o governo insistia em fazê-lo na Ota, a população era contra. Fosse lá o que isso fosse.
Dor de ouvidos
As sondagens nunca enganaram ninguém: 50% dos portugueses são contra a construção de um novo aeroporto e os restantes são contra a existência do actual. Todos foram unânimes em considerar que se os políticos e os ricos querem andar de avião, a Portela chega perfeitamente. Acrescentando: “eles que se apertem um bocadinho...”
Embora os técnicos digam que a Portela vai esgotar, todos sabemos que a Portela é um bocadinho como o petróleo: está sempre para esgotar, mas vai dando e dando... Apesar de também ficar cada vez mais cara. E desde que não se viva por baixo da rota dos aviões, ou seja em Lisboa, a Portela é o melhor sitio do mundo para ter um aeroporto. É mais fácil Lisboa cair de podre que um avião cair em Lisboa, por isso não há problema. Esta sempre foi a opinião de rua no Porto. O Porto sempre foi parte interessada no assunto porque o governo quer construir um aeroporto e não um “aerolisboa”. Daí o interesse da Associação Comercial do Porto que defendia a Portela mais um qualquer.
Nas nuvens
Já o interesse das gentes do Oeste sempre foi o de puderem ir ao domingo ver levantar os aviões, para além de estar tudo à espera de enriquecer sem ter que evoluir como é seu apanágio.
Com a sociedade civil toda empenhada neste projecto nacional — dez milhões de cabeças a pensar é sempre melhor que dez milhões de cabeças simplesmente a usar chapéu —, surgiu uma nova localização nunca antes pensada. No fundo, um ovo do Colombo no Campo de Tiro de Alcochete. Ou seja, um tiro em cheio no porta-aviões.
A Confederação da Indústria Portuguesa, que encontrou o local por acaso, decidiu avançar com um estudo, apresentou-o ao governo que o mandou para o Laboratório Nacional de Engenharia Civil que fez outro estudo em apenas seis meses e destruiu mais de quatro décadas de enganos.
Check Out
E aqui chegamos aos pontos positivos de tudo isto:
1. Em Portugal, as obras já não são feitas à toa;
2. A sociedade civil já participa e tem influência nos processos de decisão;
3. Existe uma sociedade civil (mas estamos sobretudo a falar de engenheiros civis e de aviação civil, por isso ainda bem que existe);
4. Quando uma solução melhor aparece, o governo escolhe-a apesar de ter defendido ao absurdo a solução anterior;
5. Quando uma solução é boa leva seis meses a estudar, quando é má leva mais de 40 anos.
Este foi o processo para a escolha do sítio. Agora vai começar o processo para a construção...
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13:40
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O final em três gatos
I. Quando o senhor generoso percebeu que tinha gasto mais connosco do que aquilo que nós podíamos pagar e que íamos entrar num ‘pântano’, aproveitou a primeira oportunidade (uma eleições para juntas de freguesia) e demitiu-se. Guterres, para uns foi-se embora, para outros fugiu a sete pés. Para ele, resolver os problemas dos refugiados do Mundo inteiro, é tarefa mais fácil que emendar os seus bem intencionados erros.
Precisávamos pois de alguém capaz de resolver o problema e fomos buscar um Durão Barroso. Também conhecido por Cherne, mudou o ‘pântano’ para ‘tanga’ e a seguir foi-se também embora. Ou fugiu a sete pés, consoante os pontos de vista. Durão, não era assim tão duro e também achou que resolver o mega-problema de uma Europa estagnada e ingovernável sempre seria mais fácil que tirar Portugal da moda brasileira.
II. Ou seja, se já estávamos mal, ficámos pior e a caminho da falência. O que para outros povos não é o fim do mundo, mas para as almas lusas, é! E não nos falem do fim do mundo, que ficamos histéricos! E por falar nisso, eis que surge Pedro Santana Lopes para governar o país. Finalmente o PPD no Governo! Toda a gente riu às lágrimas e depois chorou um bocadinho. O presidente Sampaio (o primeiro que não era o Mário Soares e o mais incompetente deles todos), andou que tempos a pensar no assunto e lá o empossou. Mas antes de podermos dizer “fim do mundo”, Sampaio, o mais pacífico de todos os seres com sardas e cabelo cor de cenoura, não teve outra solução se não usar a bomba atómica. Kapum!
III. Com a derrota na final do Euro 2004 contra uns gajos que nem falar sabem, o povo decidiu tomar posições firmes. Para grandes males, grandes remédios: maioria absoluta ao PS e tragam de volta o Cavaco para supervisionar. “Isto não pode, repetimos, não pode voltar a acontecer!” Pareceu-me ouvir dizer no meio dessa coisa ululante que é “o Povo”...
Então e para primeiro-ministro? Quem é o melhor daqueles gajos que nem falar sabem com quem perdemos na final? O Sócrates! (Ainda puseram a hipótese do Platão, mas o Sócrates jogava melhor à bola e ao contrário do Aquiles tinha um calcanhar de ouro) Muito bem. Desde que não fosse o Lopes...
E depois parece que é um rapaz que é quase engenheiro. Fala bem e tem ar de “nouvelle vague”. Não parece ser um Salvador e portanto, não fazendo as coisas a régua e esquadro como um engenheiro, pode ser que não tenha o lado mau dos nossos Sebastiões...
Sócrates segue o caminho de Cavaco, não só nas finanças como na mania da autoridade — ou seja, é mesmo arrogante. Ao contrário de Cavaco, não come bolo-rei e está sempre a dar cavaco ao Povo. Embora digam que tem melhor propaganda que o Hitler, que as pessoas gostam muito de fazer comparações com o Hitler...
Nota do super-ego do autor: Este parágrafo é nitidamente ofensivo para o Excelentíssimo Senhor Primeiro Ministro de Portugal pelo que vamos proceder ao desmantelamento deste blogue e admoestar indignamente o seu autor. Por outro lado, o parágrafo não é maldizente o suficiente, pelo que será este blogue classificado como pró-governo e assim desacreditado em praça pública a indicar. (Talvez na da RTP.)
Nota do alter-ego do autor que é contra o Governo e não se deixa vender e não tem medo que lhe fechem o blogue: Sócrates é... um grego, é o que ele é!
Adenda
É claro que é tudo propaganda. Sem o passar da história, é impossível saber se Sócrates está ou não a governar bem. Há muito tempo que ninguém governa bem este país. Ninguém sabe como se faz, nem se é assim. Os portugueses nunca sabem se estão bem, a não ser que alguém lhes diga que estão bem. Nem sabem se estão mal — vejam-se os quarenta anos de ditadura — e mesmo assim, às vezes dizem-lhes, e eles não acreditam. Até porque normalmente dizem-lhes as duas coisas e eles não sabem o que hão-de pensar e isso resolve-lhes este problema. O de pensar, claro.
A coisa mais parecida com bom governo que conhecemos, é o exercício da autoridade. Coisa por que ansiamos, para de seguida nos queixarmos dela, apesar de sabermos que pode ser para nosso bem, embora duvidemos e não gostemos, apesar de poder eventualmente ser bom ou desastroso.
Por outro lado o País como que acordou, ficou mais exigente, olhou em volta e reparou que nada funciona e que o país está como sempre esteve: é pobre e atrasado. Há esforços para resolver o lado do atraso e todo o país está a fazer um esforço de modernização — reparem que já não comemos castanhas assadas em papel de lista telefónica. Claro que agora está tudo à espera que se chegue à parte de resolver o problema da pobreza. Mas o dinheiro sempre foi um problema...
Conclusão (como se isso fosse possível)
Relativamente ao dinheiro... Para um português o dinheiro é muito importante porque normalmente ou não o tem ou lembra-se de cada sapo vivo que teve que comer para o ter. Relativamente ao dinheiro... Nós começámos por roubar a independência à Espanha. Depois para acabar de fazer o país, roubamos as terras aos mouros. A seguir o primeiro dinheirinho à séria que tivemos foi do negócio que roubámos aos mouros. Depois continuámos sempre a ter dinheiro do que íamos roubando aos outros países. Fosse na exploração de recursos naturais de África e do Brasil, fosse pelo tráfico de escravos, fosse através do comércio imposto um pouco por todo o Mundo, fosse pelas remessas dos emigrantes... Aqui fechados é que nunca ganhámos um tusto...
A seguir acabou-se o Ultramar e conseguimos roubar os agora menos crápulas europeus (deram-nos tanto dinheirinho, coitados...). Agora acabou. Temos de encontrar alguém novo para roubar. Aparentemente, hoje em dia com a Internet, pode roubar-se em todo o lado sem se sair de casa. O melhor seria começar pelos espanhóis mas depois (quem sabe com eles), roubar todo o mundo! Nunca sei se a expressão é que a História nunca se repete, ou se é que a História está sempre a repetir-se... Decididamente não percebo muito de História. Mas gosto de histórias.
Bom Ano a todos, dinheirinho e saúdinha e esperemos que 2008 não seja o fim do mundo!
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Labels: Portugal HNRPI
Mulherengo, ele? Ele não tem é jeito para homossexual.
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Terrorismo tripeiro
Cada país tem o terrorismo que merece.
Ir ao engano
Imigrantes marroquinos vieram parar a Portugal por acaso. Só mesmo por acaso. Se fosse para viver na miséria não tinham saído de África.
Sócrates afinal, é mesmo um provinciano português
Aprendeu com os seus opositores: diz uma coisa e o seu contrário.
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12:59
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Isso é tão verdade como outras não verdades que ela omitiu.
Gil Moreira dos Santos, advogado de defesa de Pinto da Costa sobre Carolina Salgado, RTP
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12:58
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Uma jornalista: “Falo mais facilmente com o primeiro-ministro que com o meu primeiro marido.”
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12:05
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1. O Governo nunca faz nada (1);
2. Quando o Governo faz alguma coisa, fá-la mal (2);
3. Quando o Governo faz alguma coisa bem, é de certeza uma irrelevância (3);
4. Quando o Governo faz bem alguma coisa de relevante, tem seguramente segundas e terceiras intenções que devemos desconfiar (4);
5. Quando o Governo faz alguma coisa de verdadeiramente bom a favor do povo, isso explica-se por estar em campanha eleitoral e logo, a desbaratar os nossos recursos connosco (5);
6. Um Governo bom é um Governo na oposição (6);
7. Se os Governos pudessem ser bons e pudessem fazer alguma coisa de relevante a favor do povo, não eram necessárias eleições (7);
8. Sem eleições não há Governo (8)
(1) Excepto no papel
(2) Excepto no estrangeiro
(3) Excepto nos E.U.A.
(4) Excepto em Marte
(5) Excepto em África
(6) Excepto na Rússia
(7) Excepto em Cuba
(8) Excepto na Bélgica
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06:42
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Acorda sempre desconfiado. Por isso, a primeira coisa que faz é ir à janela ver se o mundo não acabou. Depois coça os testículos para confirmar que a sua virilidade não acabou. Vê-se ao espelho para confirmar que não está acabado e então depois, caga em paz. Nunca desconfia que se acabou o papel higiénico. E na maioria das vezes acabou.
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11:19
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Mais um salvador, se fachavôr!
Com o salvador morto e espalhado por Camarate, perdemos o passo e voltámos à confusão, ao atraso e à pobreza de onde não chegámos a sair. Mas o destino não nos dá só azares e pouco tempo depois, com Mário Soares, sempre esforçado, a correr com os militares da presidência da República, havíamos de ter dois golpes de sorte...
Para começar, arranjámos um salvador novinho em folha e com carro a estrear — Cavaco Silva — e depois arranjámos novos mouros a quem roubar, perdão, e finalmente os crápulas europeus, para variar, decidiram dar-nos algum dinheiro. Já não era sem tempo. Há muito que não entrava dinheiro no país, até porque o dinheiro dos emigrantes não dá para tudo.
Cavaco foi um bom salvador. Com ele e com a adesão à CEE, Portugal passou de país em vias de desenvolvimento — em que éramos muito bons —, para um país desenvolvido — em que somos muito maus, mas estamos melhorzito... Claro que o dinheiro europeu, primeiro engordou os problemas, incluindo o Monstro e os empresários merceeiros, depois engordou os empresários mafiosos e depois deu para toda gente. E claro que, também Cavaco, por ironia, se esqueceu de dar cavaco ao povo — na linha dos bons estadistas portugueses — e o povo meteu-o de lá para fora. A seguir deu o coração a um senhor que era maravilhoso, Guterres de seu nome, que não seguia o caminho de Cavaco. Queria era fazer o bem a toda a gente e sem olhar a quem... Nunca vivi tão bem como no tempo dele. E nem trabalhava. Mas estava ocupado... Como toda a gente.
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06:36
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Labels: Portugal HNRPI
— Que letras vês aqui?
— Quê?...
— Que letras vês?
— T, u, m, j, l, x...
— Ok. Era só para confirmar que és uma pessoa. São dez para as três.
— Thanxs ;)
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21:03
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Ordenou-me: traga-me esse vodka. E eu traguei-o de uma só vez.
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05:37
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A Ideologia é uma coisa muito cara. E isso, a China já percebeu.
A Democracia não é uma coisa que se aprenda facilmente. E isso, a Rússia já aprendeu.
O Capitalismo é uma coisa muito exigente. E isso, a América Latina já topou.
O Mundo dos Homens é um sítio difícil para viver. E isso, os africanos já sentiram.
O Poder é uma coisa difícil de gerir. E isso, os americanos já repararam.
A Civilização é uma coisa complicada de manter. E nisso os europeus têm penado.
A Religião é um pau de dois bicos. E por isso, israelitas e árabes já morreram.
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06:26
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Portugal está mesmo com um problema sério de desemprego. Até já há betos nas sessões dos centros de emprego.
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23:37
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É um país que vive como rico, mas não tem ricos. Vive democraticamente, sem democratas. Vive em capitalismo, só com merceeiros. Vive globalizado, mas à boca pequena. Queixa-se muito do que não tem e nada sabe do que tem. É um país que nem tem frio nem calor. Não é interior, nem litoral. Nem atlântico, nem mediterrânico. Nem civilizado, nem bárbaro. Nem religioso, nem ateu. Nem fascista, nem comunista. Não é branco, nem é preto. Não é carne, nem é peixe, nem pão, nem queijo. Mas come de tudo e bebe ainda melhor. Em último caso, para que tudo não pareçam rosas, confessa que é um país “mal frequentado”.
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07:50
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