13.5.08

Palma...O maior!

Para a cerimónia dos globos de ouro da SIC foram investidas centenas de horas de trabalho por parte dos guionistas responsáveis pelo projecto. Muitos sketches com a participação de prata da casa foram criados, supostos momentos de humor foram escritos, momentos altos foram planeados. Tudo estava encenado, a mentira ensaiada, mas tinha que vir o Jorge Palma e estragar a festa com a sua genuinidade, transparência e desconcertante postura. Até as mamas do Carrilho passaram para segundo plano! Foi o momento alto da noite e será, para mim, o momento televisivo do ano. Se o Herman teve um apontamento de humor de que se pode orgulhar nestes últimos dois anos, deve-o ao Palma.
Não sei se o José Rodrigues dos Santos é adepto da "pinga", mas desde a célebre intervenção do galardoado pivot da RTP, há uns anos atrás, que não se ouviam verdades como as que o Palma proferiu no passado domingo. «Finalmente ãh! a gente vem cá tantas vezes! é sinal que a gente está a trabalhar!», disse o Palma.
Fora de contexto mas dentro de mim está este post que li no Insónia e que não posso deixar passar em claro. Quero dizer ao meu camarada HMBF que também o Palma não tem jeito para o negócio, e que, eu ainda sou daqueles que prefere um pobre diabo a um rico negociante. E pronto, declarado está o meu respeito e admiração pelo Palma e principalmente pelo shôr Fialho.

11.5.08

Peregrinações da Gula

A minha fé e devoção transformaram-me num peregrino fundamentalista. Vai daí, na passada sexta-feira peguei no colete reflector e nos mantimentos e fiz-me à estrada.
O meu caminho teve início na antiga "nacional 1", com uma paragem religiosa na Jomafel, para degustação de um cálice sagrado e um prego divinal. De volta ao caminho, decidi não mais parar enquanto não alcançasse o santuário.
Chegados ao Gerês, os assistentes que me acompanharam brindaram-me com uma hidratante "malga" de vinho verde que mantive religiosamente nas minhas mãos durante uma oração que durou quatro garrafas.
A minha dedicação não me permitiu ter muito tempo para repouso, visto que as costeletas de vitelo, a chanfana e a pescada fresca não me deixaram em paz.
Foi um fim-de-semana dedicado à paz interior (estômago e intestinos), à meditação (drogas leves) e contemplação da natureza (vinho verde tinto e branco).
No domingo, ao almoço, a ultima ceia desta epopeia, enquanto a Vitela à minhota com batatas assadas e grelos salteados me inspiravam silencio, passei os olhos pela TV e pelas celebrações de Fátima e fiquei com a ideia que os adeptos da Cova da Iria não estão nada satisfeitos com o líder dos católico-apostólico-romanos. Pensei isso porque os tiffosi de Maria passaram o tempo todo a acenar com lenços brancos. Mas como eu de futebol não percebo nada!

8.5.08

Imperdoavelmente feminino

As mulheres perdoam e toleram as mulheres que são falsas.
As mulheres perdoam e toleram as mulheres que são egoístas.
As mulheres perdoam e toleram as mulheres que são infiéis.
As mulheres perdoam e toleram as mulheres que são estúpidas.
As mulheres perdoam e toleram as mulheres que são vaidosas.
As mulheres perdoam e toleram as mulheres que são parvas.
Mas nunca perdoam ou toleram as mulheres que são giras e...magras!

3.5.08

Cinemagazine

22.4.08

Enigmas de truão

A velha fica sempre para amanhã, sempre para amanhã. Vão ficar chocados, mas só amanhã, disse a velha sovina. (Até hoje.) As contas queimavam e os anéis desapareciam. Tanga! Tanga! – Rei morto, rei posto que rainha velha fica sempre para amanhã. Mas o rei era de carnaval… Houve circo com palhaços e a corte… caiu! Tão nova, de velha. E a velha ficou para amanhã, a velha fica sempre para amanhã. Maltratado em menino, o príncipe foi-se embora choroso e em vez da velha, ficou o moço dos recados. Os caciques não gostaram e a velha voltou a ficar para amanhã. Agora os barões querem a velha. (Corre velha que te querem comer os ossos!...) Amanhã, é amanhã, amanhã. Velho seria, se a velha, agora, viesse impedir o Amanhã de reinar para todos. Ou será que velha que para lá vá, velha se lá fará?

21.4.08

Dúvida existencial

Há por aí alguém que não seja candidato à presidência do PSD?

20.4.08

18.4.08

Actualidades

PSaco De gatos
Menezes foi-se embora. Estou triste, queria ver que tipo de bomba é que o Pacheco Pereira ia usar. Uma redonda com um pavio curto seria a melhor…

Menezes demonstrou ser um político com visão ao não largar a câmara de Gaia por causa de um cargozeco como presidente do PSD.

Com esta é que Pacheco Pereira não esperava. Espero que JPP tenha tanta dignidade como o Luís Filipe e que considere esta demissão como profundamente irresponsável e um sinal de uma política rasteira. E acima de tudo que esteja contra.

Já existiam tantos bonecos de vudu de Menezes que já nem o apêndice cecal funcionava. (Ofereceram-me um e tive pontaria…)

Parece que agora no PSD vai começar uma luta. Pelos restos.

Velhos no Novo Mundo
O Papa foi à América. A última verdadeira corte europeia – a do Rei dos Reis, que ainda tem alguma soberania no Novo Mundo, graças a um fulano que dava a César o que é de César –, chegou com o último verdadeiro exército pessoal composto por pontuais suíços. Que se saiba, Ratzinger não abusou sexualmente de nenhuma criancinha. Apesar de o bully que manda nos states, o tenha ido receber ao aeroporto.

O luxo do lixo
Estes romanos estão loucos: Dom Berlusconi é de novo César. Indo ele para o Governo, certamente que o lixo vai desaparecer das ruas.

Novas descobertas para a opressão
Mugabe descobre outra forma de opressão ditatorial: torturar os votos. Seguindo a tradição africana, cortou-lhes os colhões. Os votos humilhados não se atrevem a aparecer em público.

Vida moderna – tendências da Tia
Dizem que há uma crise mundial de comida mas na verdade o Mundo está apenas a fazer uma dietazinha para o Verão. Pena que algumas pessoas levem isso tão longe e morram de fome. E ainda por cima são logo aqueles que já são mais bronzeados e nem precisavam de ir à praia. (A Tia viajou a convite dos governos do Haiti, Egipto e Filipinas.)

N curt
Sô bué contr u acord ortogrfc pq eh 1 acord do séc passad. Tá tão desatualizado q té alterou palvrs q jah n existem. E parece q só entr em vigor daqi a 6 ans. Us brasileiros tão surprendidos i n percebem o q são consoants mdas.

17.4.08

Ficar pelos cabelos

Haja alguém que me faça o favor de fornecer algumas informações ao Pedro Barbosa sobre calvice.

16.4.08

Da vergonha nacional

Ter vergonha de ser português é a expressão máxima de patriotismo. Um bom português é sempre um envergonhado. Quando não é uma vergonha.

4.4.08

Actualidades e revelações

Se a ponte anunciada deixa “uma cicatriz” em Lisboa, então Lisboa é um gangster batido.

Preparação para o Verão em Portugal já fez baixas: cinco gordos alérgicos “depuralados”.

O Procurador fala, a caravana passa, os cães ladram e as pessoas ganham medo. Muito medo.

O casal McCann pode voltar a Portugal no aniversário do desaparecimento da filha. Ou seja, estão a pensar passar o Verão novamente no Algarve. Ainda tem dois filhos…

Aviso à navegação: o sol voltou, os dias estão maiores e os portugueses já estão um bocadinho mais optimistas. Ah! E o IVA baixou.

O principal problema dos deputados do PS Madeira, são os deputados do PS Madeira. Gama (apesar de nervoso da estreia) revelou-se um satirista.

Pacheco Pereira revelou o seu lado bombista: começo a achar que as gentes do Porto são mesmo muito violentas…

Mónica Sintra revelou-se bulímica. Fiquei desiludido com ela. Esperava pior.

31.3.08

Coisas Tugas

Peguem em pouco mais de vinte minutos do vosso tempo e vejam as duas partes que compõem esta maravilhosa e convidativa reportagem televisiva sobre o nosso adorado Portugal.

Parte I


Parte II

Da incredulidade

— Aposto que és como todos os outros homens…
— Estás enganada.
— Aposto que como todos os homens andas à procura de uma mãezinha.
— Não. Já resolvi o meu Complexo de Édipo.
— Mas de certeza que és viciado em futebol.
— Vejo muito de vez em quando e raramente vou a um estádio.
— Todos os homens mijam no assento da sanita que não levantam…
— Eu levanto sempre o assento, e no final limpo com papel higiénico o rebordo.
— … Aposto que não sabes ajudar uma mulher a limpar a casa.
— Sou eu que limpo o pó, aspiro, lavo a casa de banho e a cozinha, todas as semanas, na minha casa.
— … Muito poucos homens sabem fazer mais que um ovo estrelado…
— Tirei um curso de cozinha e faço o meu jantar todos os dias.
— Tu deves é ser gay!
— … Confesso. Apanhaste-me. Desculpa sair assim a meio de um jantar romântico mas tenho que ir engatar homens. Adeus.

25.3.08

Coisas actuais...

Mas qual era a professora?

Mas não são casamentos pela igreja católica? A inquisição era bem pior que isto...

Pato à Pequim: Smells Like Teen Spirit diz o Dalai Lama.

Quatro mil americanos mortos no Iraque: e os anti-americanistas primários ainda estão contra a guerra?

Lista de possíveis notícias se algum estagiário se enganar e confundir este blogue com uma fonte próxima:

Governo regulamenta tamanho das sobrancelhas e proíbe bigodes em mulheres com menos de sessenta anos;
A ministra da educação frequenta grupos pedagógicos de sadomasoquismo;
Impostos baixam no próximo ano ainda mais os rendimentos dos portugueses;
Processo da Casa Pia vai ficar junto com processo do Apito Dourado no mesmo arquivo;
Aluna que agrediu violentamente professora foi paga pelos sindicatos;
Professora agredida era bufa de Sócrates;
Por causa dos incêndios, Governo vai adiar o Verão para depois das eleições;
Sócrates não é filho da própria mãe – oposição relativiza;

16.3.08

Das relações abstencionistas

Ela puxa-o para dentro do quarto e senta-o na cama:
— Isto tem que acabar Geraldino, eu não aguento mais.
— Mas o que é minha querida?
— Diz-me a verdade de uma vez por todas. Tu só podes ter outra.
— Mas como é que tu podes dizer isso se eu te sou completamente dedicado?
— Como completamente dedicado? Tu és dedicado, mas não completamente.
— Como assim, meu amor?
— Ou será que não és completo? Porque é que não vamos para a cama? Eu quero ir para a cama contigo, eu quero fazer amor contigo, quero dar uma queca, quero foder, Geraldino!
— Ó minha querida, pensei que já tínhamos resolvido isso. Eu já te expliquei que não quero fazer amor contigo antes de ter a certeza que é contigo que eu quero ficar para sempre.
— Mas ainda não tens a certeza?
— Claro que tenho a certeza, mas preciso mesmo de ter a certeza completa. Não quero que isto seja apenas mais um relacionamento de umas noites... E não quero que irmos para a cama possa interferir na nossa relação espiritual.
— Mas nós já andamos há seis meses, eu e tu já tivemos relacionamentos mais profundos de muito menos tempo… Que mais te falta? Queres casar? É isso? …
— Não minha querida, quero apenas ter a certeza que vamos ficar para sempre.
— Mas eu não quero ficar para sempre contigo sem que tenhamos sexo! …
— Então se calhar ainda não estás pronta para esta relação. Vês como fazemos bem evitar o sexo?

7.3.08

Édipo vai ao dentista

Como qualquer criança saudável, eu tive direito a uma dentição. Chamam-lhe dentição de leite porque de facto, os primeiros dentes apenas servem para roer os mamilos das mães, se ainda lá andarmos a mamar. Não é para todos. A relação edipiana com a minha mãe deve ter começado no alargado tempo de amamentação a que fui submetido.
O leite materno devia ter muito cálcio porque, mais tarde, como qualquer ser humano saudável, tive direito a uma segunda dentição forte e saudável. Disseram-me que seria definitiva, mas hoje em dia, nada é definitivo. Por isso, em plena adolescência como qualquer português saudavelmente pobre e a viver numa terra de água esquecida pelo flúor, fui atacado por uma espécie de peste negra dos dentes a que chamam cáries. Tenho por isso um dos meus momentos mais negros numa noite de aguardente e muita, muita dor. E ainda haviam de me ficar caras as cáries.

Agora, como qualquer europeu saudável, ando a arranjar os dentes. Parte já tinha sido feita há uns anos e agora voltei para acabar o trabalho. Não é fácil porque o orçamento que me foi dado é semelhante ao orçamento para fazer obras em casa. Só que mais caro. É preciso mandar paredes abaixo, construir novas, rebocar outras e colocar loiças novas. De porcelana, segundo parece. Tenho dúvidas. Queriam mesmo pôr-me uma ponte, mas eu opus-me. Para mim, as pontes são uma responsabilidade do Estado. Recuso-me a pagar “obras de arte” na minha boca. A comida que vá de volta.

Tenho uma dentista, ou seja, um cirurgião-dentista do sexo feminino. Quando entro no consultório, cumprimento-a com um aperto de mão. Tenho sempre muito cuidado com a mão dela. Não só porque tem umas mãos frágeis, finas e delicadas, mas também porque aquela, é a mão que vai estar na minha boca. E nessa altura, confesso, parece uma mão de ferro. Aquele ser delicado e pequeno, com um alicate na mão transforma-se num perigoso jagunço tira-dentes. E é nessa altura, enquanto eu estou de tubos aspiradores na boca, mandíbulas dormentes e suores frios de pânico, que ela, com um projector de luz nos meus olhos, me interroga ameaçadoramente: “Isto não está grande coisa. Que pasta de dentes é que usa?” E vendo que será difícil eu responder-lhe pestanejando, continua a falar e a fazer-me perguntas que, como boa polícia de interrogatório das SS ou KGB, ela própria se encarrega de responder. Para depois me ferrar as gengivas com um dos vários instrumentos de tortura tecnológica ao seu dispor na bancada. Que é para eu não ser tão pouco cooperativo.

No meio da tortura, com alicates para cá, aspiradores para lá e puxões para todos os lados, ela mete a cara dela mesmo por cima da minha e olha-me fixamente. A sádica. Eu desvio o olhar para o tecto da sala e disfarço. Mas por vezes olho-a fixamente nos olhos para a confrontar. Depois, dá-me o medo e desisto. Nisto, talvez por causa do sangue que me inunda a boca e que ameaça saltar para as paredes do consultório, ela entusiasma-se e debruça-se sobre mim. Vejo-lhe o decote pelo canto do olho, mas não tenho coragem de espreitar. Não me parece o momento indicado. Isto é ela a provocar-me. O dente dá luta e não quer sair. Oiço a carne a estalar. Ela faz força no alicate e eu vou atrás do dente. Os meus dentes são como os meus segredos, só mos tiram a ferros. Mas um homem não é de ferro: quando ela se encavalita sobre mim, um dos seus seios esborracha-se-me no ombro… Eu, esvaído em sangue, quase desmaio. O dente salta do sítio, o alicate desengata-se-me da boca e eu bato com a cabeça no apoio e fico sem reacção. Ela, triunfal, exibe o molar de três raízes na ponta do alicate: “Este deu luta! Vamos ter que dar aí um ponto ou dois…”

Chego a casa a falar como se fosse um mongolóide. Três dias a comer por uma palhinha e a bochechar com água e sal, ensinaram-me que não tenho jeito para o Sadomasoquismo. Mas aos poucos, o meu complexo de Édipo está a passar-se para a minha dentista – nunca nenhuma mulher me fez sofrer tanto, nem nenhuma me ficou tão cara… Hei-de perguntar-lhe se é casada e pedir-lhe que baixe a máscara para lhe poder ver a cara.