9.9.05

Coisas de Portugal XIII


Antigamente tocava em tudo o que era lugar, desde que pagassem, mas agora sou mais selectivo;….. já agora, o senhor Júlio não se importa de abrir o portão da garagem, sempre fica com melhor acústica!

Coisas de Portugal XII

Enviado por HMBF

Isto não é para criticar, mas aquele gajo é absolutamente insuportável.

Coisas de Portugal XI

Enviado por HMBF

X para Y, sobre Z:
Eu não sou como esse palhaço do Z que anda sempre a criticar os outros pelas costas.

Coisas de Portugal X

Enviado por HMBF
.
X: Ouça, eu quando digo as coisas assumo-as. Digo-as com frontalidade, olhos nos olhos cara a cara. Não sou como certas e determinadas pessoas que andam sempre a tentar fugir às questões porque têm medo de pegar o touro pelos cornos.
Y: Quais pessoas?
X: Você sabe bem de quem é que eu estou a falar.

8.9.05

Coisas de Portugal IX

Enviado por HMBF

Foda-se caralho, o que esta merda deste país precisava era de educação, foda-se. Isto é tudo uma escumalha, que ninguém respeita ninguém, ó o caralho!

Coisas de Portugal VIII


“Este rapaz até consegue fazer desenhos em computador! Olha que, se ele não se estragar e se orientar, faz-se!”

Coisas de Portugal VII


Enviado por HMBF

Eu não sou racista, mas detesto ciganos.

Coisas de Portugal VI

Se voltasse atrás, fazia o mesmo. Mas estou arrependido.

Coisas de Portugal V

Eu não o estou a ameaçar. Estou só a dizer que se não fizer o que eu digo, parto-lhe as fuças!

7.9.05

O duodeno holandês


Segundo fontes próximas do Grande Coisa, esta semana durante um treino do Benfica, um adepto da vasta assistência, gritou para o treinador do SLB, e passamos a citar: “Tás a ouvir nazi? Assim não vais lá!”. Ronald Koeman não hesitou, dirigindo-se ao adepto afirmando, e voltamos a citar: “no me molestes”, ao que o adepto benfiquista respondeu, e aqui vai mais uma citação: “não queres que te moleste?..então vai levar no Ku, Men!”

6.9.05

Coisas de Portugal IV




“Eu não estou a dizer que não gosto dele, nem que tenho dor de cotovelo!
Eu sei que ele é competente, simpático, generoso, bom pai, bom marido,…..mas não vale um caralho!”

4.9.05

Coisas de Portugal III

“Eu isto do IVA ser caríssimo, é po casa de que, os gajos do tacho tem uma calculadora que faz contas a duplicar por dois!”

3.9.05

Coisas de Portugal II

"Vô gastar nhêro a limpar as matas pra quêi!?
Práquilo depois ardê tudo!"

1.9.05

Coisas de Portugal I

"Eu não sou vingativo, mas a mim..., quem mas faz, tem que mas pagar!"

Máximas de Portugal - Apresentação à imprensa

Hoje resolvi lançar uma nova rubrica no Grande Coisa, a que dou o nome de “Máximas de Portugal”, e que vai ser composto por citações de frases que vou ouvindo por esse país fora, e que podem servir para caracterizar um pouco melhor este país à beira mar plantado, mas com falta de água.
Este espaço está aberto à participação de todos, por isso agradeço que memorizem na vossa “moleirinha” as frases enigmáticas que este país nos oferece diariamente e às quais não atribuímos a devida importância, e que nos enviem as vossas colaborações para posterior publicação.

30.8.05

Paulo Portas está de férias


Momento em que Paulo Portas se ausenta da piscina para tomar um café e um "brioche" na companhia de Donald Rumsfeld.

29.8.05

O verdadeiro perigo


Li hoje num jornal que 23% dos acidentes rodoviários são causados pelo excesso de álcool no sangue.
Esta situação é preocupante, pois até agora ainda não vi ninguém falar no enorme perigo que são os 77% dos condutores que causam os acidentes por beberem água.

27.8.05

Romance, poesia, critica futebolística e muito mais numa noite negra para os encarnados


1.
«O senhor sabe como é. Um gajo fica um bocado fora de si. Aquilo é a emoção, é a emoção… E depois às vezes passasse um bocado. O senhor nunca chamou filho-da-puta a um árbitro? Pois é, mas que olhe que este nem isso era. Era filho-de-uma-punheta, era o que ele era, que nem de uma foda merece ter nascido. E eu é claro, passei-me. ‘Tava fora de mim. Não é que eu não tenha a culpa, senhor polícia. Não vou dizer que não fui eu. Mas que necessidade tinha o gajo de ‘tar a dizer que o árbitro esteve bem se eu próprio vi bem que não esteve? É que nem precisei de repetições, aquilo viu-se bem que foi penalty… Hã?! Ah sim? Bom, se você diz… Mas vê-se na repetição? Bem se é assim… Mas um gajo ali a quente… Eu pareceu-me penalty, mas se você diz que ele se mandou para o chão… E a sério que foi fora da área? Dois metros… Pois, também de onde eu estava… Mas seja como for, um gajo tá ali nervoso e tá outro gajo ao lado a chatear: “não jogam nada”, “são uns coxos”, “deviam era levar três ou quatro”. Epá quando os outros cabrões… desculpe… quando os outros marcaram o terceiro, eu juro que vi o gajo quase a rir-se. Um gajo que jogou comigo nos juniores e agora a fazer-me aquilo!… Não me contive. Hã?! Epá, tava fora de mim. Numa situação normal alguma vez eu conseguia estrangular o gajo com o cachecol?! Aquilo foi… foi sem querer!…»

«Sem querer, o futebol é uma óptima desculpa para nos deixarmos levar por uma emocionalidade recalcada e rude, bem como deixar vir ao de cima o que temos de mais fundo. Mais de metade dos comportamentos clubistas, aplicados à raça, ao sexo ou ao credo eram considerados comportamentos nazis. Mas é o futebol, é diferente… E o senhor juiz estava comigo a ver o jogo e também achou que era penalty. E a minha sorte foi que o senhor se conteve na última que eu bem vi como me olhou quando eu disse que não era! Por isso proponho: absolvição para o arguido deste crime que é eminentemente passional e existem muitas atenuantes.»
Pena a aplicar: não pode mais ver jogos de futebol!
«Bom… Então prefiro ir preso senhor juiz!»

2.
Se não marca um golo…
Si nã marca um gôl
Si ná mar cum gole
Si ná má cumgole
Sinama-Pongolle

O Liverpool é o anti-Abramovich! Sempre que pôde lixar a vida ao Russo, lixou. A equipa da terra do futebol, com Sinama-Pongolle, Cisse, Sissoko e outros, inclusive ingleses voltou a colocar o Reino Unido à frente do futebol europeu. Os adeptos mais nazis rejubilam! Se calhar os ingleses sempre mereceram lá estar. Só que houve uma altura, em que os adeptos é que não mereciam estar em lado nenhum.
Confirma-se: dinheiro russo, talento português e uma competência de parte incerta, não chegam. É preciso sorte e de quando em vez uma mãozinha providencial!

3.
Mas seja como for, a competência é a base de tudo. Por exemplo, o que se espera de um treinador? Antes de mais, que ganhe. Depois que saiba gerir os seus homens. E depois que seja profissional, frio e calculista nos momentos mais difíceis. Ora obviamente, assim é impossível a Mourinho gostar de Peseiro, embora o contrário tenha que ser uma realidade.

4.
Já agora, acho que o super-herói holandês ainda tem muito trabalho pela frente!

26.8.05

O regresso da Coisa, ou talvez não!


Depois de escrever o primeiro e último poema da minha vida, e de descobrir que não tenho jeito para isto e que o arrepio que me causa ler o que escrevi, é de ser tão mau, tenho agora a certeza, que eu gosto mesmo é de poesia dita por amigos que a interpretam com emoção. È isso o que sinto pela poesia, ou seja, adoro ver a poesia mexer com as pessoas de quem gosto. Pela mesma razão descobri que não gosto de ler poesia, mas sim, de a ouvir da boca dos outros.
Isto tudo para dizer que estou de regresso, depois de umas férias bem acompanhado.
E há alguma coisa melhor que estar com as pessoas de quem se gosta?
Se assim for, estamos bem em qualquer lugar.
O mesmo não podem dizer as pessoas que estiveram comigo!
Mas sobre as férias falarei outro dia. E porque as ferias já acabaram e o trabalho chama por mim, tenho que ir a uma matança de porco, ritual muito semelhante ao que aconteceu no dia 11 de Setembro de um ano destes, mas com mais portugueses, bom pão, petiscos, vinho, mulheres satisfeitas e felizes por estarem um dia inteiro a trabalhar que nem umas malucas para dar comida aos alarves, e muito glamour. O menu é composto por muita "fevera", entremeada, "chuleta" e entrecosto, molejas, sopa do cozido, cozido à portuguesa, morcelas de arroz e para mais tarde uns torresmos bem quentinhos e cheios de gordurinha. Pode ainda haver a hipótese de sobrar alguma carne dos chouriços, que para não se estragar vai ter que ser grelhada e consumida de imediato, acompanhada por bons pedaços de pão caseiro, daquele com côdea estaladiça e que se pode comer com azeite e açúcar. Ao que parece vamos ter apenas uma folga para jogar uma "suecada", no caso dos homens, e para ver o "fiel ou infiel", no caso das mulheres. O mais importante é que estes "assassínios suinícolas" não tem só coisas más.

O regresso da Coisa

Obrigado ao Grande e ao Insónia


Circo de sons


Numa fogueira de ideais,
Onde se queima carvão de compra,
Pinhas dum relvado de fagulha
E lenha que nos cola aos cheiros.

Na tenda estrelada, por imaginários bem presentes,
A Cerveja hidrata as goelas secas da partilha;
Uma risada invade os maxilares
Com banal esquecimento

Explica-me uma coisa…
Falas tu ou falo eu?
Falo eu e falas tu!
De que estávamos a falar?

Pensamentos que atropelam o concerto,
Que afastam as mínimas do ouvido,
Por cada máxima disparada
Um compasso se destrói.

É este o circo de sons,
Com acústica de excepção
E executantes naturais,
Numa assistência ruidosa, quando o silencio se impunha.

Conquilha na percussão;
Voz dedilhada por um molho de alho e coentros;
Grilos improvisam a melodia
E as luminosas traças dançam neste circo.

Do outro lado da grade, a cinza ainda quente,
Por vontade de arder,
Aquece o instrumento
Para que o pão o possa tocar.

Que cenário natural!
Que momento musical!
Destruído em conjunto
Por conversa e humor.

Não é artificial,
Com toda a certeza racional,
Mas existe um diálogo indispensável
Entre o homem e seu redor.

Nesta tenda bem montada,
De luzes e ruídos,
Cheiros e sentidos,
Pessoas, palavras e emoções,

Que circo é este de tantas interrogações!?